Bem-vindos!

Bons amigos, valorosos guerreiros da espada e da magia, nobres bardos e todos aqueles com quem tiver o prazer de cruzar meu caminho nesta valorosa, emocionante e por vezes trágica jornada em que me encontro! É com grande alegria e prazer que lhes dou as boas-vindas, e os convido a lerem e compartilharem comigo as crônicas e canções que tenho registradas em meu cancioneiro e em meu diário...Aqui, contarei histórias sobre valorosos heróis, batalhas épicas e grandes feitos. Este é o espaço para que tais fatos sejam louvados e lembrados como merecem, sendo passados a todas as gerações de homens e mulheres de coração bravo. Juntos cantemos, levando as vozes daqueles que mudaram os seus destinos e trouxeram luz a seus mundos a todos os que quiserem ouvi-las!Eu vos saúdo, nobres aventureiros e irmãos! Que teus nomes sejam lembrados...
(Arte da imagem inicial por André Vazzios)

Astreya Anathar Bhael

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Moondance


Quantas vezes, sob belas noites de luar, não senti o ímpeto de homenagear este belíssimo astro que é a Lua? Ela, que dizem as lendas dos bardos ser a patrona do coração das mulheres, das criaturas que vagam noite afora e do mar, por quem, alguns clamam, esta bela dama que vive nos céus se apaixonou...

Eis então uma homenagem à Lua e as diversas noites passadas em florestas onde nosso sono era embalado apenas pela luz prateada da donzela da noite e das estrelas... Qual aventureiro não se encontrou jamais nesta situação? A primeira canção é de um grupo de bardos deveras conhecido e apreciado por esta barda que vos fala... e a segunda, que relaciona a luz misteriosa da lua à dor de uma mulher que perdeu seu amado, é cantada pela barda de belíssima voz Maggie Reilly...


Moondance - Nightwish


Moonlight Shadow - Mike Oldfield e Maggie Reilly

Que o mistério e o encantamento destas canções possa inspirar-vos, bravos companheiros!

Astreya Anathar

terça-feira, 1 de junho de 2010

Aventuras Orientais


Em Midgard, certamente há diversas culturas e povos interessantes que, acredito, vos inspiram nas composições de vossas aventuras. Há tempos atrás, ouvi falar de um interessante império chamado Rokugan, no qual oito grandes clãs com estilo militar e cultura bastante diferenciadas convivem (nem sempre de maneira pacífica), e onde paira a maldição das Terras Sombrias, lugar de ar venenoso e maldito, onde milhares de monstros (chamados Bakemonos) vivem. É dito que a influência deste lugar pode gerar nos indivíduos uma mácula que só pode ser curada ou prevenida por meio da ação curadora da pedra de jade...



No entanto, há outras maneiras de basear-se nas culturas nipônica e chinesa (entre outras) de Midgard para criar uma interessante aventura, e os próprios monges presentes nos compêndios de criação de meu mundo (Elgalor) parecem possuir em sua origem reminiscências destes povos, pelo que pude constar...

Sendo assim, trago-vos nesta noite duas belas canções compostas pelo já mencionado bardo Hans Zimmer para acompanhar a história de um certo último samurai... deixo-vos estas belas composições com o desejo de que elas possam vos ser úteis e também vos emocionem como a mim.

Que os ventos da boa sorte e a honra do verdadeiro caminho da espada vos acompanhem, bons companheiros!

Astreya Anathar


Red Warrior - The Last Samurai - Hans Zimmer


A Way of Life - The Last Samurai - Hans Zimmer

sábado, 29 de maio de 2010

As Crônicas de Elgalor – Capítulo 3: Irmãos de Armas


Companheiros e prezados visitantes, com grande honra trago-vos hoje, sob a benção de Odin, o terceiro capítulo das Crônicas de Elgalor, que trata de nosso combate contra as criaturas da noite próximo ao reino de Darakar.

Que os ventos da boa sorte vos acompanhem sempre...

Astreya Anathar

As Crônicas de Elgalor – Capítulo 3: Irmãos de Armas

Poucos instantes após se encontrarem nas montanhas próximas ao reino anão de Darakar, os heróis são surpreendidos por dezenas de orcs de pele negra e grandes como ogros, portando imensos machados duplos de lâmina avermelhada. Em seus cintos, presas com pregos enferrujados, jaziam várias cabeças de anões...

- Formação de batalha! – gritou Hargor, sentindo seu sangue ferver em fúria, pois reconhecera a cabeça de diversos amigos “adornando” os cinturões dos orcs.

Movidos pelo grito do clérigo anão e por seus próprios instintos, o grupo instantaneamente formou um perímetro defensivo, com Hargor, Bulma, Oyama e Erol defendendo cada ponta, e com Astreya e Aramil no centro. A ação do grupo foi tão rápida e precisa que até eles se surpreenderam; em um instante, estavam discutindo futilidades, e no outro, se posicionavam como veteranos que vivenciaram inúmeras batalhas.

- São orcs demoníacos – gritou Erol enquanto rasgava a garganta de um orc tolo que tentara surpreender o ranger pelo flanco esquerdo – o sangue deles queima como ácido.
- Então, acho que vou me queimar um pouco – respondeu Bulma ao entrar em um estado de frenesi sanguinário e arrancar a cabeça de outro orc com seu gigantesco machado.
Astreya respirou fundo, e começou a entoar um cântico de batalha:
“Bravos heróis, elevem vossos espíritos e despertem em vossos corações a fúria justa do guerreiro. Lutemos lado a lado, como verdadeiros irmãos de armas, e que hoje esta corja assassina sinta a cólera de nossa justiça...”

Quando a barda terminou este refrão, todos foram envolvidos por um inabalável espírito de luta, e seus corações agora eram preenchidos por nada além de bravura e inflexível confiança. Sentiam-se envolvidos por uma energia extremamente poderosa, que ampliava visivelmente a força e a velocidade de cada um. Até mesmo Aramil sentia vontade de pegar uma espada e atravessar o peito de um orc quando ouvia as canções de Astreya, mas obviamente, o mago controlava muito bem este impulso.
- Sintam a fúria de Moradin, chacais do inferno! – disse Hargor movido tanto pela canção de Astreya quanto pelo próprio ódio enquanto seu martelo esmagava com violência as cabeças dos orcs que encontrava em seu caminho e seu escudo bloqueava ferozmente cada machadada que vinha em sua direção.

Aramil, por sua vez se abaixou e tocou o chão, sussurrando algumas palavras em élfico:
- “Nobres espíritos da terra, atendam meu chamado”

- Vocês vão pagar, malditos! – gritou Oyama em meio a uma rajada de socos, chutes e cabeçadas que criava uma pequena pilha de corpos a seu redor.
Erol continuava sua carnificina silenciosa, cortando e estocando com suas espadas élficas com uma precisão assustadoramente mortal, e Bulma gargalhava e rosnava enquanto arrancava braços, pernas e cabeças cada vez que brandia seu machado.

Os orcs sangravam, tinham seus ossos esmagados e seus membros arrancados, mas continuavam avançando, e mesmo seu sangue fétido deixava pequenas queimaduras onde tocava. A cada orc tombado, parecia surgir mais dois, que atacavam com cada vez mais ódio e violência. Todos os combatentes sentiram várias vezes o poderoso fio dos machados orcs, e mesmo sem sentir dor ou cansaço devido à música de Astreya, o sangue dos heróis começou a tingir o campo de batalha, e o “perímetro protetor” começava a ceder enquanto os heróis lutavam bravamente.

- Bulma, Oyama! – gritou Hargor – vocês estão avançando demais! Voltem às suas posições!
Bulma ouviu o anão, e, apesar da vontade de ignorá-lo completamente, ela era uma guerreira experiente, e sabia que se não trabalhassem em equipe, todos morreriam ali. Oyama, que vivera cinco anos entre os anões, se deu conta de que se aqueles orcs quebrassem o perímetro e os atacassem por todas as direções, eles estariam condenados. Ambos contiveram sua fúria e fecharam novamente o perímetro protetor, mas estavam bastante aborrecidos com isto.
- Aramil! – gritou Oyama enquanto seu cotovelo explodia contra o queixo de um orc – Será que você pode fazer alguma coisa para ajudar, elfo imprestável?!
- Cale-se e cumpra seu papel de escudo de carne, Oyama – disse Aramil se levantando como se ignorasse completamente as palavras do monge.
Neste mesmo instante, surgiram atrás dos orcs seis criaturas grandes e robustas, totalmente feitas de pedra; eram elementais da terra. Imediatamente, elas começaram a golpear e a derrubar impiedosamente os orcs com seus poderosos punhos. Aramil apontou seu cajado na direção de Oyama e gritou em um tom extremamente sínico:
- Pense rápido, humano.

Neste instante, um relâmpago partiu velozmente do cajado do mago na direção do monge. Oyama, cujos reflexos são extremamente aguçados, conseguiu se esquivar do raio no último instante enquanto proferia uma série considerável de palavrões. O relâmpago atingiu o peito de um orc, carbonizando a criatura instantaneamente, e depois se dividiu em diversas direções, atingindo vários orcs.
- Aramil! – gritou Astreya em reprovação, parando de cantar. Como sabia que os efeitos de sua música agora perdurariam por mais tempo, a barda se concentrou, estendeu sua mão na direção dos orcs que lutavam contra Hargor e disse:
- Suas mentes agora são minhas, e eu sou sua única salvação. Vocês serão mortos pelos seus antigos aliados, a menos que os destruam primeiro.
Três dos orcs que atacavam Hargor começaram imediatamente a se voltar contra os outros orcs. Se vendo livre por alguns instantes, Hargor bateu seu martelo no chão.
- Bom trabalho, Astreya – disse o clérigo enquanto seu martelo emitia uma forte luz azulada - Moradin, ó Grande Pai e protetor de nosso povo, conceda-nos tua benção e cure os ferimentos de meus bravos camaradas.

Todos sentiram uma aura protetora os envolvendo e curando suas feridas. Revigorados, os heróis lutaram com ainda mais vigor, e após alguns minutos, o chão da montanha estava coberto por sangue negro e dezenas de corpos de orcs, muitos deles desmembrados pelo machado de Bulma.
Em meio aquela carnificina, estavam os exaustos e vitoriosos heróis de Elgalor. Nenhum grito de vitória havia sido desferido, pois todos sabiam que, até o fim daquela noite, ainda havia um poderoso dragão que precisava ser abatido...

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Hans Zimmer, bardo de grandes sagas

Caros companheiros, hoje trago-vos um pequeno tratado sobre um grande bardo e compositor que tem emprestado suas belas criações para inúmeras sagas contadas na era atual de vosso mundo: Hans Zimmer. De piratas, samurais, lendas arturianas e gladiadores a detetives que lidam com mistérios da igreja e impiedosos assassinos, muitas foram as histórias que escutei acompanhadas de suas maravilhosas composições.

Zimmer nasceu em 1957 em Frankfurt, e iniciou sua carreira tocando teclados e sintetizadores. Já compôs diversas trilhas para contos cinematográficos e inclusive para jogos interativos que vós chamais video games (o mais recente foi o grande sucesso Call of Duty - Modern Warfare 2). Colabora com grandes compositores como James Newton Howard, Klaus Badelt e Harry Gregson-Williams.


Abaixo, trago para vós um pequeno apanhado de canções compostas por este grande bardo que possuem características do estilo do compositor e que são deveras épicas e emocionantes, perfeitas para acompanhar vossas grandes aventuras:




Knights March - King Arthur - Hans Zimmer




Woad to ruin - King Arthur - Hans Zimmer




What shall we die for - Hans Zimmer (a canção toca no final - este vídeo foi utilizado pelo nobre Odin, e eu o utilizo aqui porque é aquele em que a música está com o melhor som. Originalmente esta canção foi composta para a terceira parte da saga dos Piratas do Caribe. Esta humilde barda prefere O Senhor dos Anéis, então aí está para vós uma boa combinação...)

terça-feira, 25 de maio de 2010

Elvenpath - Sagas das florestas élficas

Boa noite, caros amigos, companheiros e viajantes. Hoje trago-vos canções que dizem respeito a um povo pelo qual tenho muito carinho, e de quem carrego sangue em minhas próprias veias. Os elfos, como vós sabeis, são bravos guardiães da natureza e da magia, que contam com grande sabedoria e paciência, exatamente pelos longos anos que vivem nas terras onde humanos e meio-elfos como eu passam muito mais rapidamente no curso acelerado (na opinião dos longevos elfos) de suas vidas.

No entanto, em minhas viagens também pude descobrir que tal povo, nos longos anos de sua existência, aprenderam o que é a dor e o sofrimento por verem suas florestas e seus filhos serem mortos por ganância, cobiça e traições por parte daqueles que acreditaram ser seus companheiros. Por isso, por vezes desenvolvem uma triste tendência a serem fechados a outras raças e preocuparem-se mais com a proteção dos seus e de seus amados lares, como o que acontece no grande reino élfico de Sindhar de Elgalor, o local onde vivo e me aventuro.

Contudo, existem aqueles que estão mais abertos e dispostos a dividir com todos sua sabedoria e experiência, e aprender com outras raças aquilo que cada uma tem a oferecer, como demonstrou o povo do reino élfico de Sírhion. Para além da desconfiança, a união que surge entre elfos e outras raças é extremamente valiosa e bela, e faz com que os representantes deste povo único descubram que não estão diante de indivíduos tão diferentes de si, mas sim de irmãos de armas... pois no fundo, não importa tanto a que raça pertencemos, pois os anseios mais básicos de cada um são mais do que parecidos...


Elvenpath - Nightwish

E uma homenagem a uma das coisas mais amadas pelos elfos, com uma canção deveras apropriada para toda a magnitude da história e das peculiaridades deste belo povo:


The memory of trees - Enya

Que a sabedoria e o amor pela natureza do povo élfico estejam convosco, bravos aventureiros!
Astreya Anathar

domingo, 23 de maio de 2010

As Crônicas de Elgalor - Capítulo 2: Os heróis se reúnem


Estimados visitantes e aventureiros, é com prazer que lhes trago, neste dia, o segundo capítulo das Crônicas de Elgalor, sob a benção de Odin, que trata do momento do reecontro entre os heróis de Elgalor...


Que os ventos da boa sorte possam vos acompanhar nessa longa jornada que todos estamos trilhando...


Astreya Anathar


As Crônicas de Elgalor – Capítulo 2: Os Heróis se reúnem

Os preparativos logo foram terminados; através de magia, uma mensagem foi enviada ao reino de Sindhar requisitando a presença urgente de Aramil e Erol para uma nova missão, e outra foi enviada ao reino de Darakar, requisitando o mesmo de Hargor e Oyama. Em menos de uma hora, o Senhor dos Ventos trouxe a bárbara Bulma aos Salões de Sírhion, de onde ela e a barda Astreya seriam teletransportadas para as montanhas próximas aos Portões dos Antigos, a entrada do reino de Darakar.

A primeira chave que os heróis deveriam encontrar estava no covil de um antigo dragão vermelho, que conseguira facilmente se instalar tão próximo ao mais poderoso reino dos anões devido às trevas que envolveram o mundo desde a abertura do Tomo dos Cânticos Profanos. Como as proteções mágicas de Darakar barravam qualquer magia de teletransporte para dentro do reino, foi combinado que todos, incluindo o anão Hargor e o monge Oyama, se encontrariam próximo aos Portões dos Antigos.

O rei Coran, já com sua armadura de batalha, se dirigiria junto ao Senhor dos Ventos para o reino de Sindhar. Quando viu Astreya novamente trajando sua cota de malha púrpura e carregando seu arco de prata e seu sabre élfico, ele simplesmente balançou negativamente a cabeça.
- Que Corellon vos acompanhe – disse o rei ao olhar uma última vez para Astreya antes de ambos partirem.
- A todos nós, meu bom rei – respondeu ela fazendo uma reverência, sentindo um enorme peso em seu coração.
- Vamos logo com isso – grunhiu Bulma cruzando os braços mal-humorada, por ter que ser teletransportada novamente.

No instante seguinte, os magos de Sírhion iniciaram os rituais e todos haviam sido magicamente levados a seus destinos. Sem palavras, Thamior rogou para que visse todos em segurança novamente.

A noite já havia chegado, e nas escuras montanhas ao norte de Elgalor, Astreya e Bulma surgiram.
- Isso foi o mais próximo que a magia pode nos trazer... – disse Astreya observando os arredores.
- Não estou vendo portões em parte alguma! – disse Bulma empunhando seu machado, o Terror do Campo de Batalha – será que esta magia funcionou direito?
- Acho que sim – respondeu Astreya com um sorriso – Além do mais, os Portões dos Antigos só podem ser encontrados por aqueles que possuem sangue anão. Temos que esperar pelos outros.
- O velho amigo de vocês disse que uma grande guerra eclodiria, e parece que ele tinha razão – disse Bulma olhando para o céu completamente escuro – sinto cheiro de sangue no ar...
- Gostaria que isso pudesse ser evitado... – disse Astreya olhando para baixo com uma expressão bastante triste - a vida estava sendo realmente boa nos últimos cinco anos.
- Você deveria falar com ele - disse Bulma ainda olhando para o céu – deveria falar com o rei élfico. Vocês estão perdendo um tempo que talvez não possa ser recuperado mais tarde.
- Bulma! – gritou Astreya sem querer, tomada pela surpresa e pela vergonha.
Neste instante, elas ouviram passos. Bem próximos.
- Por Corellon, como vocês mulheres tagarelam!
Imediatamente elas se viraram para trás, mas ambas já haviam reconhecido a voz e o inconfundível tom de escárnio. Era Aramil, o Sincero.

- Olá para você também, Aramil – respondeu Astreya com um sorriso cínico.
Atrás do mago, que portava apenas seu belo manto élfico e um bem ornamentado cajado dourado, elas identificaram uma figura nas sombras, e logo perceberam que se tratava de Erol, o Caçador de Sindhar.
- Saudações, Erol – disse Astreya mais educadamente.
- Saudações - respondeu Erol bastante sério. Ele estava trajando sua cota de malha marrom escura e carregava nas mãos suas espadas élficas, as Lâminas do Inverno.
- Algum problema? – perguntou Astreya estranhando um pouco a frieza do amigo.
- Sim – respondeu o ranger – há rastros de orcs e ogros nestas montanhas, e eles simplesmente surgem e somem no meio das sombras. Além disso, não deveria haver criaturas assim rondando tão perto dos portões de Darakar.
- Algo sinistro realmente está acontecendo – disse Aramil em um tom sério – mesmo nós, os altos elfos de Sindhar, estamos tendo este tipo de problema.

- Já era hora... – grunhiu Bulma ao ouvir o som de pesadas botas de metal se aproximando. Como se também tivesse notado a aproximação, Erol desembainhou suas espadas.

Todos olharam mais à frente e viram Hargor, o clérigo anão, vestindo uma armadura de batalha muito bem trabalhada, carregando um pesado escudo e seu poderoso martelo. Ao lado dele, estava Oyama, com os cabelos e a barba bem mais longos e desarrumados, vestindo um par de manoplas pesadas com símbolos de Moradin e um cinturão negro. A constituição física do monge estava bem mais robusta do que seus amigos se lembravam.

- É incrível, Oyama, você conseguiu ficar ainda mais feio – disse Aramil quando o clérigo e o monge se aproximaram.
- Desculpe, mago – disse Oyama em tom de deboche – eu passei estes cinco anos lutando contra orcs e minotauros, e, ao contrário de vocês, altos elfos, que vivem saltitando e cheirando flores, não tive tempo para cuidar da minha beleza.
- Pessoal... – disse Astreya antes que Aramil pudesse dar uma resposta ao comentário de Oyama.
- Vejo que as coisas não mudaram – disse Hargor olhando para o grupo – de qualquer forma, fomos informados sobre a chave que vocês buscam e sei onde está o dragão que a guarda. Só quero que saibam que...

Neste instante, Erol sacou suas espadas novamente, e Bulma emitiu um rosnado feroz. Nisso, todos se deram conta do que estava havendo. Eles estavam completamente cercados.

Como se saídos das sombras da noite, surgiram mais de quatro dezenas de orcs de pele negra e grandes como ogros, portando imensos machados duplos de lâmina avermelhada. Com um olhar sádico e brutal, eles emitiam gritos, risadas e grunhidos guturais.

Cada um deles parecia uma visão saída do inferno, e em seus cintos, presas com pregos enferrujados, jaziam várias cabeças de anões...

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Bard Dance


Boa noite, caros amigos e visitantes! Sejam mais uma vez e sempre bem-vindos! Esta noite trago-vos ainda outra canção que costumo tocar em tavernas!

Trago ainda o desejo de que, não importa quais sejam vossos problemas, que haja sempre um momento e uma oportunidade de esquecê-los e de enxergar e aproveitar aquilo que há de bom ao nosso redor!

Um brinde e uma canção a todos vós, bravos aventureiros e viajantes!



Bard Dance - Enya (tocada pela Taliesin Orchestra)