Bem-vindos!

Bons amigos, valorosos guerreiros da espada e da magia, nobres bardos e todos aqueles com quem tiver o prazer de cruzar meu caminho nesta valorosa, emocionante e por vezes trágica jornada em que me encontro! É com grande alegria e prazer que lhes dou as boas-vindas, e os convido a lerem e compartilharem comigo as crônicas e canções que tenho registradas em meu cancioneiro e em meu diário...Aqui, contarei histórias sobre valorosos heróis, batalhas épicas e grandes feitos. Este é o espaço para que tais fatos sejam louvados e lembrados como merecem, sendo passados a todas as gerações de homens e mulheres de coração bravo. Juntos cantemos, levando as vozes daqueles que mudaram os seus destinos e trouxeram luz a seus mundos a todos os que quiserem ouvi-las!Eu vos saúdo, nobres aventureiros e irmãos! Que teus nomes sejam lembrados...
(Arte da imagem inicial por André Vazzios)

Astreya Anathar Bhael

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Rain of a Thousand Flames - 1000 visitas ao cancioneiro


Bom companheiros e visitantes, é com grande alegria que tive o privilégio de receber mil visitas a meu humilde cancioneiro. Agradeço a todos vós que acompanharam nossas histórias e canções, minhas e de meus irmão de armas e amigos. Agradeço também a todos os parceiros e companheiros de jornada que tenho orgulho de possuir! Que a luz e a coragem estejam sempre convosco, bravos irmãos! E sejam sempre bem-vindos!

Para comemorar, trago a bela canção "Rain of a Thousand Flames" (Chuva de Mil Chamas) dos bardos do Rhapsody of Fire embalando a grande saga dos heróis de Lodoss:




Guardians of the moonlight bring the spell alive
Through the sphere of sorrow lead my holy ride
Titans of the desert face the warlord's pride
Fighters from the near lakes join the tragic night


War of the ghostland take your souls
But give us freedom once and for all
... firestorm!

Under the rain of a thousand flames
We face the real pain falling in vain
While the dark angel screams for vengeance
In the dead shadow of falling stars


War of the ghostland take your souls
But give us freedom once and for all
... firestorm!

Under the rain of a thousand flames
We face the real pain falling in vain
While the dark angel screams for vengeance
In the dead shadow of falling stars


... moonlight is the witness of the most tragic day for our lands...
Nothing seems possible to change the destiny of war...
Lament of heroes reach the deep skies
Fill the wide cosmos and free my pain... my pain!


Under the rain of a thousand flames
We face the real pain falling in vain
While the dark angel screams for vengeance
In the dead shadow
Of falling stars



terça-feira, 8 de junho de 2010

As Crônicas de Elgalor – Capítulo 4: Charoxx, o Dragão Abissal


Bravos aventureiros e caros visitantes, esta noite vos trago novamente sob a benção de Odin, o quarto capítulo das Crônicas de Elgalor, que traz o prenúncio de nosso combate ferrenho com Charoxx, o dragão abissal...


Que a boa sorte e a luz estejam convosco, companheiros....


Astreya Anathar


As Crônicas de Elgalor – Capítulo 4: Charoxx, o Dragão Abissal


Um silêncio quase mortal se fez nas montanhas próximas ao grande reino de Darakar após o combate; Hargor e Oyama recolhiam todas as cabeças de guerreiros anões dos cintos dos orcs negros abatidos, enquanto Astreya usava suas magias de cura para terminar o serviço que a magia divina de Hargor começara pouco antes do término do combate. Aramil permanecia calado, com um semblante extremamente preocupado, Bulma se distanciara um pouco para procurar orcs fugitivos e Erol estudava silenciosamente o corpo de um dos orcs tombados.
- São mesmo orcs com sangue de demônios – disse Erol após alguns minutos de observação – e eles chegaram aqui viajando entre as sombras. Por isso não deixaram rastros.
- Isso explica como os malditos conseguiram emboscar e destruir um batalhão de dezenas de guerreiros treinados que patrulhavam este local – respondeu Hargor soturno, juntando todas as cabeças recolhidas dentro de um círculo feito com pó de prata, que o clérigo havia acabado de terminar.
- O que eu sei – disse Oyama esmagando uma pequena rocha com a mão – é que todos os desgraçados que fizeram isso vão pagar com sangue. Com muito sangue!

Astreya começou a cantar um réquiem bastante apreciado pelos anões durante as cerimônias fúnebres de seus amados guerreiros, e neste momento, todos pararam o que faziam e baixaram suas cabeças em respeito:

“Vão, bravos irmãos, pois Moradin abriu à vós as portas de seu Salão.
Vão, nobres filhos da guerra, pois a Forja do Pai de Todos os aguarda.
Vossos feitos serão sempre lembrados, vossa dignidade, jamais maculada.
Vão, grandes guerreiros, e que vossos espíritos estejam sempre conosco no campo de batalha, preenchendo nossos corações com toda vossa honra e coragem.”

- Que assim seja – disse Hargor erguendo seu martelo em direção ao céu – Podem descansar em paz, irmãos, pois vós fostes vingados, e estes chacais do abismo jamais tocarão vossas mulheres e crianças.

Hargor bateu violentamente seu martelo no chão e um enorme trovão rompeu dos céus, caindo sobre o círculo de pó de prata, instantaneamente cremando todas as cabeças ali contidas.

- Estão todos mortos mesmo – disse Bulma retornando, falando baixo em respeito ao guerreiros tombados – não há nenhum rastro de sangue, e isto eles não poderiam esconder.
- Não, não poderiam – respondeu Erol.
- Obrigado a todos – disse Hargor se levantando e pegando de seu cinto uma bolsa cinza de couro – agora, vamos tratar daquilo que viemos fazer aqui.
- Uma bolsa arcana – disse Aramil imediatamente reconhecendo as propriedades mágicas da pequena bolsa de Hargor.
- Sim, presente do rei Coran – respondeu o anão abrindo a bolsa e retirando dela três lanças machado de metal claro como prata, perfeitamente trabalhadas e com várias runas anãs nas lâminas.
- Estas são as famosas Dragonslayers de Darakar? – perguntou Erol com interesse.
- Sim – disse Oyama – Uma para você, outra para Bulma e a última para Hargor.
- E você vai tentar enfrentar o dragão só com os punhos, presumo? – disse Aramil balançando a cabeça fingindo tentar segurar o riso.
- Presumiu certo, grande mago – respondeu Oyama em tom de deboche – Algum problema com isso?
- Nenhum, nobre monge, contanto que não fique para mim a tarefa de tirar os seus restos da boca do dragão – respondeu Aramil com um riso cínico.
- O que vocês sabem sobre o dragão, Hargor? – perguntou Erol ao anão.
- Apenas seu nome e onde ele fez seu covil – respondeu o clérigo.
- E como ele se chama? – perguntou Aramil.
- Charoxx – respondeu Oyama.
- O nome dele não faz diferença! – gritou Bulma, impaciente com toda aquela discussão, que, a seu ver, não passava de mera perda de tempo.
- Faz sim – respondeu Astreya como se estive buscando no fundo de sua alma informações sobre aquele nome – Acho... acho que ouvi histórias sobre ele...
- O que você sabe? – interrompeu Oyama.
- Ele é um dragão vermelho demoníaco com quase 700 anos de vida, que havia deixado nosso mundo após uma grande guerra entre os dragões metálicos e os dragões cromáticos, cerca de 300 anos atrás – respondeu Astreya sem esconder o desânimo – ele é um conjurador ainda mais poderoso do que Aramil, e é muito resistente a magias.
- Fraquezas? – perguntou Erol.
- Armas sagradas – respondeu Astreya – e magias de gelo que sejam capazes de sobrepujar sua resistência a efeitos mágicos.
- Me encarrego da segunda parte – respondeu Aramil olhando para o céu, com confiança absoluta.
- E eu da primeira – disse Hargor – Com a ajuda das lanças, vamos mandar este desgraçado de volta para o abismo.
- Você já tem tais magias preparadas, Aramil? – perguntou Astreya.
- É óbvio – respondeu Aramil em um tom distante, retirando seu belo grimório de capa dourada de um bolso mágico em seu manto – Só preciso de alguns minutos.

Então ande logo, mago – disse Bulma em um tom sombrio – porque eu estou ficando com fome e sede, e quero logo me saciar com um bom pedaço de carne de dragão e uma caneca cheia do sangue do maldito.

Oyama soltou uma forte gargalhada, enquanto Aramil virou o rosto, enojado.
- Vocês não elfos são realmente muito primitivos... – disse o mago para si mesmo, antes de se concentrar totalmente em seus estudos...

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Rhapsody of Fire



Boa noite, bravos companheiros e estimados visitantes! É com honra que trago-vos esta noite, inspirada pelo pergaminho trazido por Odin em seus salões sobre a magnífica canção Emerald Sword, um pequeno tratado sobre um de meus grupos de bardos favoritos: o Rhapsody of Fire.

Este talentoso grupo italiano foi criado em 1993 e seus estilos principais variam do metal sinfônico ao power metal. Inicialmente, os trovadores batizaram seu grupo de Thundercross, e em 1995 o nome "Rhapsody" prevaleceu. Apenas em 2006, por problemas relativos a direitos autorais, o grupo passou a se chamar "Rhapsody of Fire".

Seus principais compositores são Luca Turilli e Alex Staropoli, que, ao lançarem seu compêndio musical de estreia, "The legendary tales", incorporaram elementos da música clássica e barroca ao estilo do heavy metal, criando uma fórmula deveras bela e empolgante.

Recentemente, o grupo lançou seu novo álbum, "The frozen tears of angels", que tem composições que podem ser facilmente conferidas e apreciadas no oráculo youtube (termo cunhado por Odin...). No entanto, meu destaque vai para o magnífico compêndio "Symphony of Enchanted Lands", albúm que tenho a honra de possuir, e para a incrível voz do bardo Fabio Lione.

Abaixo, trago-vos duas canções deste caro grupo que estão entre minhas favoritas (além de uma canção que já vos trouxe, The Village of Dwarves), mas confesso que há outras e a escolha foi difícil...


The March of the Swordmaster - Rhapsody of Fire


Wisdom of the kings - Rhapsody of Fire

E por último, o belo começo de um grande épico... e como não resisti, juntamente a ele, a canção "Emerald Sword"...


Epicus Furor e Emerald Sword - Rhapsody of Fire

P.S: um agradecimento especial ao amigo Gleyson que encontrou uma versão destas duas belas canções unidas de forma que não haja aquela incômoda "pausa" entre Epicus Furor e Emerald Sword. Realmente um deleite aos ouvidos...

Que os sabedoria dos reis e a glória eterna dos bardos das rapsódias de fogo estejam convosco, bravos aventureiros...

Astreya Anathar

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Moondance


Quantas vezes, sob belas noites de luar, não senti o ímpeto de homenagear este belíssimo astro que é a Lua? Ela, que dizem as lendas dos bardos ser a patrona do coração das mulheres, das criaturas que vagam noite afora e do mar, por quem, alguns clamam, esta bela dama que vive nos céus se apaixonou...

Eis então uma homenagem à Lua e as diversas noites passadas em florestas onde nosso sono era embalado apenas pela luz prateada da donzela da noite e das estrelas... Qual aventureiro não se encontrou jamais nesta situação? A primeira canção é de um grupo de bardos deveras conhecido e apreciado por esta barda que vos fala... e a segunda, que relaciona a luz misteriosa da lua à dor de uma mulher que perdeu seu amado, é cantada pela barda de belíssima voz Maggie Reilly...


Moondance - Nightwish


Moonlight Shadow - Mike Oldfield e Maggie Reilly

Que o mistério e o encantamento destas canções possa inspirar-vos, bravos companheiros!

Astreya Anathar

terça-feira, 1 de junho de 2010

Aventuras Orientais


Em Midgard, certamente há diversas culturas e povos interessantes que, acredito, vos inspiram nas composições de vossas aventuras. Há tempos atrás, ouvi falar de um interessante império chamado Rokugan, no qual oito grandes clãs com estilo militar e cultura bastante diferenciadas convivem (nem sempre de maneira pacífica), e onde paira a maldição das Terras Sombrias, lugar de ar venenoso e maldito, onde milhares de monstros (chamados Bakemonos) vivem. É dito que a influência deste lugar pode gerar nos indivíduos uma mácula que só pode ser curada ou prevenida por meio da ação curadora da pedra de jade...



No entanto, há outras maneiras de basear-se nas culturas nipônica e chinesa (entre outras) de Midgard para criar uma interessante aventura, e os próprios monges presentes nos compêndios de criação de meu mundo (Elgalor) parecem possuir em sua origem reminiscências destes povos, pelo que pude constar...

Sendo assim, trago-vos nesta noite duas belas canções compostas pelo já mencionado bardo Hans Zimmer para acompanhar a história de um certo último samurai... deixo-vos estas belas composições com o desejo de que elas possam vos ser úteis e também vos emocionem como a mim.

Que os ventos da boa sorte e a honra do verdadeiro caminho da espada vos acompanhem, bons companheiros!

Astreya Anathar


Red Warrior - The Last Samurai - Hans Zimmer


A Way of Life - The Last Samurai - Hans Zimmer

sábado, 29 de maio de 2010

As Crônicas de Elgalor – Capítulo 3: Irmãos de Armas


Companheiros e prezados visitantes, com grande honra trago-vos hoje, sob a benção de Odin, o terceiro capítulo das Crônicas de Elgalor, que trata de nosso combate contra as criaturas da noite próximo ao reino de Darakar.

Que os ventos da boa sorte vos acompanhem sempre...

Astreya Anathar

As Crônicas de Elgalor – Capítulo 3: Irmãos de Armas

Poucos instantes após se encontrarem nas montanhas próximas ao reino anão de Darakar, os heróis são surpreendidos por dezenas de orcs de pele negra e grandes como ogros, portando imensos machados duplos de lâmina avermelhada. Em seus cintos, presas com pregos enferrujados, jaziam várias cabeças de anões...

- Formação de batalha! – gritou Hargor, sentindo seu sangue ferver em fúria, pois reconhecera a cabeça de diversos amigos “adornando” os cinturões dos orcs.

Movidos pelo grito do clérigo anão e por seus próprios instintos, o grupo instantaneamente formou um perímetro defensivo, com Hargor, Bulma, Oyama e Erol defendendo cada ponta, e com Astreya e Aramil no centro. A ação do grupo foi tão rápida e precisa que até eles se surpreenderam; em um instante, estavam discutindo futilidades, e no outro, se posicionavam como veteranos que vivenciaram inúmeras batalhas.

- São orcs demoníacos – gritou Erol enquanto rasgava a garganta de um orc tolo que tentara surpreender o ranger pelo flanco esquerdo – o sangue deles queima como ácido.
- Então, acho que vou me queimar um pouco – respondeu Bulma ao entrar em um estado de frenesi sanguinário e arrancar a cabeça de outro orc com seu gigantesco machado.
Astreya respirou fundo, e começou a entoar um cântico de batalha:
“Bravos heróis, elevem vossos espíritos e despertem em vossos corações a fúria justa do guerreiro. Lutemos lado a lado, como verdadeiros irmãos de armas, e que hoje esta corja assassina sinta a cólera de nossa justiça...”

Quando a barda terminou este refrão, todos foram envolvidos por um inabalável espírito de luta, e seus corações agora eram preenchidos por nada além de bravura e inflexível confiança. Sentiam-se envolvidos por uma energia extremamente poderosa, que ampliava visivelmente a força e a velocidade de cada um. Até mesmo Aramil sentia vontade de pegar uma espada e atravessar o peito de um orc quando ouvia as canções de Astreya, mas obviamente, o mago controlava muito bem este impulso.
- Sintam a fúria de Moradin, chacais do inferno! – disse Hargor movido tanto pela canção de Astreya quanto pelo próprio ódio enquanto seu martelo esmagava com violência as cabeças dos orcs que encontrava em seu caminho e seu escudo bloqueava ferozmente cada machadada que vinha em sua direção.

Aramil, por sua vez se abaixou e tocou o chão, sussurrando algumas palavras em élfico:
- “Nobres espíritos da terra, atendam meu chamado”

- Vocês vão pagar, malditos! – gritou Oyama em meio a uma rajada de socos, chutes e cabeçadas que criava uma pequena pilha de corpos a seu redor.
Erol continuava sua carnificina silenciosa, cortando e estocando com suas espadas élficas com uma precisão assustadoramente mortal, e Bulma gargalhava e rosnava enquanto arrancava braços, pernas e cabeças cada vez que brandia seu machado.

Os orcs sangravam, tinham seus ossos esmagados e seus membros arrancados, mas continuavam avançando, e mesmo seu sangue fétido deixava pequenas queimaduras onde tocava. A cada orc tombado, parecia surgir mais dois, que atacavam com cada vez mais ódio e violência. Todos os combatentes sentiram várias vezes o poderoso fio dos machados orcs, e mesmo sem sentir dor ou cansaço devido à música de Astreya, o sangue dos heróis começou a tingir o campo de batalha, e o “perímetro protetor” começava a ceder enquanto os heróis lutavam bravamente.

- Bulma, Oyama! – gritou Hargor – vocês estão avançando demais! Voltem às suas posições!
Bulma ouviu o anão, e, apesar da vontade de ignorá-lo completamente, ela era uma guerreira experiente, e sabia que se não trabalhassem em equipe, todos morreriam ali. Oyama, que vivera cinco anos entre os anões, se deu conta de que se aqueles orcs quebrassem o perímetro e os atacassem por todas as direções, eles estariam condenados. Ambos contiveram sua fúria e fecharam novamente o perímetro protetor, mas estavam bastante aborrecidos com isto.
- Aramil! – gritou Oyama enquanto seu cotovelo explodia contra o queixo de um orc – Será que você pode fazer alguma coisa para ajudar, elfo imprestável?!
- Cale-se e cumpra seu papel de escudo de carne, Oyama – disse Aramil se levantando como se ignorasse completamente as palavras do monge.
Neste mesmo instante, surgiram atrás dos orcs seis criaturas grandes e robustas, totalmente feitas de pedra; eram elementais da terra. Imediatamente, elas começaram a golpear e a derrubar impiedosamente os orcs com seus poderosos punhos. Aramil apontou seu cajado na direção de Oyama e gritou em um tom extremamente sínico:
- Pense rápido, humano.

Neste instante, um relâmpago partiu velozmente do cajado do mago na direção do monge. Oyama, cujos reflexos são extremamente aguçados, conseguiu se esquivar do raio no último instante enquanto proferia uma série considerável de palavrões. O relâmpago atingiu o peito de um orc, carbonizando a criatura instantaneamente, e depois se dividiu em diversas direções, atingindo vários orcs.
- Aramil! – gritou Astreya em reprovação, parando de cantar. Como sabia que os efeitos de sua música agora perdurariam por mais tempo, a barda se concentrou, estendeu sua mão na direção dos orcs que lutavam contra Hargor e disse:
- Suas mentes agora são minhas, e eu sou sua única salvação. Vocês serão mortos pelos seus antigos aliados, a menos que os destruam primeiro.
Três dos orcs que atacavam Hargor começaram imediatamente a se voltar contra os outros orcs. Se vendo livre por alguns instantes, Hargor bateu seu martelo no chão.
- Bom trabalho, Astreya – disse o clérigo enquanto seu martelo emitia uma forte luz azulada - Moradin, ó Grande Pai e protetor de nosso povo, conceda-nos tua benção e cure os ferimentos de meus bravos camaradas.

Todos sentiram uma aura protetora os envolvendo e curando suas feridas. Revigorados, os heróis lutaram com ainda mais vigor, e após alguns minutos, o chão da montanha estava coberto por sangue negro e dezenas de corpos de orcs, muitos deles desmembrados pelo machado de Bulma.
Em meio aquela carnificina, estavam os exaustos e vitoriosos heróis de Elgalor. Nenhum grito de vitória havia sido desferido, pois todos sabiam que, até o fim daquela noite, ainda havia um poderoso dragão que precisava ser abatido...

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Hans Zimmer, bardo de grandes sagas

Caros companheiros, hoje trago-vos um pequeno tratado sobre um grande bardo e compositor que tem emprestado suas belas criações para inúmeras sagas contadas na era atual de vosso mundo: Hans Zimmer. De piratas, samurais, lendas arturianas e gladiadores a detetives que lidam com mistérios da igreja e impiedosos assassinos, muitas foram as histórias que escutei acompanhadas de suas maravilhosas composições.

Zimmer nasceu em 1957 em Frankfurt, e iniciou sua carreira tocando teclados e sintetizadores. Já compôs diversas trilhas para contos cinematográficos e inclusive para jogos interativos que vós chamais video games (o mais recente foi o grande sucesso Call of Duty - Modern Warfare 2). Colabora com grandes compositores como James Newton Howard, Klaus Badelt e Harry Gregson-Williams.


Abaixo, trago para vós um pequeno apanhado de canções compostas por este grande bardo que possuem características do estilo do compositor e que são deveras épicas e emocionantes, perfeitas para acompanhar vossas grandes aventuras:




Knights March - King Arthur - Hans Zimmer




Woad to ruin - King Arthur - Hans Zimmer




What shall we die for - Hans Zimmer (a canção toca no final - este vídeo foi utilizado pelo nobre Odin, e eu o utilizo aqui porque é aquele em que a música está com o melhor som. Originalmente esta canção foi composta para a terceira parte da saga dos Piratas do Caribe. Esta humilde barda prefere O Senhor dos Anéis, então aí está para vós uma boa combinação...)