Bem-vindos!

Bons amigos, valorosos guerreiros da espada e da magia, nobres bardos e todos aqueles com quem tiver o prazer de cruzar meu caminho nesta valorosa, emocionante e por vezes trágica jornada em que me encontro! É com grande alegria e prazer que lhes dou as boas-vindas, e os convido a lerem e compartilharem comigo as crônicas e canções que tenho registradas em meu cancioneiro e em meu diário...Aqui, contarei histórias sobre valorosos heróis, batalhas épicas e grandes feitos. Este é o espaço para que tais fatos sejam louvados e lembrados como merecem, sendo passados a todas as gerações de homens e mulheres de coração bravo. Juntos cantemos, levando as vozes daqueles que mudaram os seus destinos e trouxeram luz a seus mundos a todos os que quiserem ouvi-las!Eu vos saúdo, nobres aventureiros e irmãos! Que teus nomes sejam lembrados...
(Arte da imagem inicial por André Vazzios)

Astreya Anathar Bhael

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Os Filhos da Noite


Boa noite, amigos! É com grande honra que trago-vos neste dia uma canção escrita por um de meus melhores amigos, o alter-ego de Oyama Flagelo das Feras, também conhecido como Gleyson.


Ela foi cantada por um bardo que utilizava-se de instrumentos de percurssão, e fez todos os que estavam presentes na taverna da cidade de Leatan ficarem com o sangue gelado. A ameaça de um lord Vampiro paira sobre as almas dos intrépidos companheiros Eldarion, Kramer, Lothíriel, Edayn, Erkenbrand e Lúcio...


Seres sombrios que deviam jazer,
pela vontade do inferno teimam em ser
O sangue do bem eles tramam em ter
e nada que tente os pode deter

Sua moeda é o sangue
Seu sol é a lua
Sua história é o nada
E seu medo é a cura!

Seus olhos vermelhos
Seus rostos sem cor
A morte que anda
São os primos da dor...

A vida que pulsa é sua angústia
O espelho reflete mas não há nada a se ver
A água que corre é uma muralha a passar
Assim como a recusa para a entrada no lar

No seu corpo o sangue é de outro, furtado com a presa a gemer
Não sente, não respira, não come, está morto e assim deve ser
Mas anda, mata e conquista como a maldição o obriga a fazer!


Que Pelor e sua luz estejam com tais aventureiros em sua difícil missão!

sábado, 3 de julho de 2010

As Crônicas de Elgalor - Capítulo 8: Matar ou Morrer (parte 2)


Olá amigos! Trago-vos excepcionalmente nesta noite dois capítulos das Crônicas de Elgalor. Venho reiteirar neste momento, contudo, um fato que talvez não tenha deixado claro: as crônicas de Elgalor não são de minha autoria! Quem as escreve é o alter-ego mortal de Odin, que é o criador principal destas histórias. De minha autoria no cancioneiro, há apenas os diários e relatos que escrevi.

Obrigada, bons amigos e companheiros, e desejo-lhes uma boa leitura de nosso emocionante combate com o dragão Charoxx!
As Crônicas de Elgalor - Capítulo 8: Matar ou Morrer (parte 2) - para ler a primeira parte, basta apenas olhar o post abaixo!

...Com algumas costelas quebradas, Oyama e Hargor se levantaram, e novamente atacaram Charoxx, com ainda mais ferocidade. A lança do clérigo anão atingiu com força o local onde Bulma havia golpeado, e quando o dragão se virou para retaliar o ataque, sentiu a lança do ferido Erol sendo cravada em suas costas. Mais três flechas prateadas zuniram, atingindo o peito, a garganta e uma pata do dragão, sem causar qualquer dano. Oyama saltou e desferiu um poderoso chute onde Erol havia acertado a lança pela primeira vez, e pode notar que agora seu golpe fora sentido pelo dragão.

Mesmo com os músculos sendo dilacerados pela mandíbula de Charoxx, Bulma ainda tentava lutar. Usando seu machado com o braço que ainda estava livre, ela golpeou ferozmente um dos dentes do dragão, causando uma pequena rachadura na afiada presa do dragão.

Sangrando e furioso, Charoxx usou sua cauda para esmagar Erol contra a parede da caverna, tão rápido que o exausto ranger não pode posicionar sua lança para interromper o ataque do dragão. Enquanto rasgava a carne e esmagava os ossos de Bulma com suas presas, o dragão rasgou as costas de Oyama com sua garra direita e golpeou Hargor violentamente com a esquerda, quase decapitando o clérigo. Mais três flechas prateadas zuniram na caverna. A primeira atingindo a cauda de Charoxx, a segunda raspando nas escamas de seu pescoço, e a terceira, raspando levemente no olho direito do dragão.

- Finalmente... – disse Aramil apontando o cajado dourado, pulsando com uma enorme quantidade de energia arcana, na direção de Charoxx.
- “espíritos do ar e da água, unam-se perante meu pedido, e convertam-se na avassaladora força do frio que tudo congela” – recitou o mago élfico, e um imenso cone de energia congelante partiu de seu cajado, explodindo brutalmente no peito de Charoxx. O enorme e orgulhoso dragão recuou com a força do impacto e se contorceu de dor e ódio, mas não soltou a bárbara. Astreya novamente empunhou seu cajado de cura e todos os heróis sentiram um pulso de energia positiva curar um pouco seus terríveis ferimentos.

- Por que... – disse Oyama se levantando com dificuldade... – ele não solta a Bulma?
- Ele vai soltá-la só quando puder lançar outro sopro de fogo – respondeu Hargor se aproximando de Oyama – Vai cuspi-la em você ou em Erol, para evitar que se esquivem, e vai carbonizar todos nós em seguida. Precisamos acabar com isso agora.
- Me cubra – disse Oyama – e torça para que o Erol esteja consciente.
- Muito bem – disse Hargor.
O clérigo se concentrou e fechou os olhos por um instante
- “Moradin, conceda a benção da forja e do trovão à minha lança, e que Tua fúria divina nela se manifeste” – orou o clérigo, e sua lança foi envolvida por uma poderosa energia como se dentro dela estivessem presos mil relâmpagos.
- Por Moradin! – Gritou Hargor se lançando em um ataque furioso contra Charoxx.

O dragão abissal reconhecia o perigo da lança do anão, por isso lançou sua cauda lateralmente na direção do clérigo enquanto sugava o ar da caverna pelas narinas para em seguida lançar mais um feroz sopro de fogo. Charoxx, contudo, não cairia no mesmo ardil duas vezes.
Quando Hargor posicionasse a lança para interceptar o golpe, Charoxx mudaria o sentido do ataque, fazendo com que a cauda esmagasse o anão. Para a surpresa de Charoxx, Aramil e Astreya, Hargor simplesmente jogou a lança no chão, e foi atingido violentamente pela cauda do dragão. Todos ouviram o som dos ossos do clérigo se quebrando, e quando ele caiu inconsciente no chão, não era possível determinar se ele estava vivo ou morto.

Charoxx notou que algo estava errado, mas ante que pudesse conjecturar sobre o ocorrido, viu Oyama com os punhos fechados, dando um grande salto em direção à sua boca.
- Cócegas, não é? – disse o monge em pleno ar, enquanto desferia um soco com toda sua força no dente do dragão que Bulma atingira com o machado.

O impacto do soco foi terrível. Oyama sentiu os ossos de sua mão se quebrando, mas sorriu satisfeito ao ver que o dente se quebrou completamente com o impacto do golpe. Charoxx perdeu o ar e urrou de dor, deixando a bárbara cair.
- Pegue a Bulma, Aramil! – disse Astreya correndo em direção à lança de Hargor.
- Não me dê ordens, meio-humana – disse Aramil conjurando uma magia de telecinésia para descer o corpo de Bulma suavemente até o ponto onde Astreya estaria.

Antes que Oyama chegasse ao chão, o dragão o agarrou com uma das garras e esmagou o corpo do monge com toda sua fúria. Oyama sentiu todas as suas costelas se quebrarem, e quando sentiu sua coluna começar a se partir, a lança de Erol, em um arremesso perfeito, se enterrou na pata de Charoxx, obrigando o dragão a soltar o corpo do monge, que perdera a consciência naquele instante.
- Não me ignore, lagarto imbecil! – provocou Erol, que apesar de muito ferido, sacou suas espadas. O ranger sabia que seria morto agora, mas precisava ganhar um pouco de tempo para que Aramil e Astreya agissem. Charoxx avançou sobre Erol para triturar o elfo com sua mordida, quando um pequeno portal apareceu atrás do ranger, transportando-o magicamente para onde estava Aramil.

- “Espíritos da luz e da vida, curem os ferimentos de minha amiga” - disse Astreya tocando o corpo de Bulma e conjurando a magia de cura mais poderosa que conseguia.
- Precisamos de você, Bulma – disse Astreya quando a bárbara abriu os olhos.
Por instinto, Bulma levou a mão à lança de Hargor, e mesmo muito ferida, levantou, rosnou e correu na direção de Charoxx. O dragão, por sua vez, sugou o ar da caverna mais uma vez e se preparou para lançar seu último sopro, que transformaria em cinzas todos que ainda estavam de pé.

Erol, que observara atentamente tudo o que havia ocorrido até ali, guardou suas espadas e sacou seu arco longo. Aramil se concentrou novamente. O arco élfico de Erol se retesou, e uma flecha rasgou o ar, atingindo em cheio o olho direito de Charoxx. Aramil lançou mais uma poderosa rajada de energia congelante, desta vez, mirando na cabeça do dragão, para tentar anular o sopro.

Astreya cantou e o espírito de Bulma explodiu em fúria e determinação. No instante em que a rajada de Aramil atingira a cabeça de Charoxx, a bárbara cravou a lança de Hargor no abdômen ferido do dragão, no mesmo instante em que ele usara as garras de suas duas patas dianteiras para perfurar o corpo de Bulma. A lança, carregada com o poder de Moradin, explodiu dentro do dragão, derrubando e um grande clarão cegou todos na caverna.

Quando puderam enxergar de novo, Astreya, Aramil e Erol viram a carcaça sem vida de Charoxx, em meio aos corpos destruídos de seus valorosos amigos.

As Crônicas de Elgalor - Capítulo 7: Matar ou Morrer (parte 1)


Ólá amigos! Trago-vos excepcionalmente nesta noite dois capítulos das Crônicas de Elgalor. Venho reiteirar neste momento, contudo, um fato que talvez não tenha deixado claro: as crônicas de Elgalor não são de minha autoria! Quem as escreve é o alter-ego mortal de Odin, que é o criador principal destas histórias. De minha autoria no cancioneiro, há apenas os diários e relatos que escrevi.


Obrigada, bons amigos e companheiros, e desejo-lhes uma boa leitura de nosso emocionante combate com o dragão Charoxx!


As Crônicas de Elgalor - Capítulo 7: Matar ou Morrer (parte 1)

Charoxx puxou novamente o ar e liberou seu terrível sopro de fogo sobre todos os aventureiros. Mesmo Aramil e Astreya, que estavam um pouco mais afastados, foram atingidos. A proteção mágica conjurada por Aramil resistira bem a este primeiro ataque, mas o mago sabia que o que restara de sua magia era suficiente para proteger a todos apenas do calor insuportável da imensa caverna. Mais um sopro, e estariam todos mortos.

Oyama, Hargor, Erol e Bulma avançaram ainda mais, prontos para atacar. Contudo, no momento em que o sopro de fogo cessou, Aramil gritou:
- O olho do dragão!
Hargor sentira uma forte emanação de magia ao redor do dragão, mas não pudera identificar sua origem. Agora, estava claro. Dolorosamente claro.
O olho direito de Charoxx brilhou, e uma corrente de relâmpagos rompeu na direção dos aventureiros. O raio central atingiu Bulma impiedosamente, quase derrubando a poderosa bárbara, e outros cinco raios menores rumaram ferozmente em direção aos outros heróis.

Com grande agilidade, Oyama e Erol esquivaram-se dos raios, e avançaram em direções opostas, tentando flanquear o dragão. Astreya conseguiu se desviar um pouco, o suficiente para reduzir o impacto total do raio. Já Hargor e Aramil, foram atingidos em cheio. Apesar da dor, o clérigo anão conseguiu se recobrar rápido devido à resistência física de seu povo e avançou. Aramil foi arremessado cerca de dez metros para trás por causa do impacto, e por pouco não perdeu a consciência.

- VOU ARRANCAR SUAS ENTRANHAS POR ISSO! - gritou Bulma se levantando em um frenesi completamente ensandecido. Tamanha era sua fúria, que ela esqueceu de pegar a lança matadora de dragões no chão e avançou com seu machado.
Erol golpeou Charoxx com a lança, que emitiu um brilho dourado quando atingiu as espessas escamas do dragão. Charoxx uivou de dor, não tanto pelo ferimento, mas sim por causa da poderosa magia contida nas lanças. Do outro lado, Oyama golpeou com toda sua força, mas seus punhos não foram capazes de romper as escamas do dragão abissal. Neste momento, Hargor e Bulma se aproximaram para entrar na batalha.

Ajudando Aramil a se levantar, Astreya ergueu seu cajado de cura e entoou um pequeno encantamento:
- Que as forças divinas da vida e da luz curem nossos ferimentos.
O cajado branco brilhou e todos foram envolvidos por uma aura branca. Neste instante, todos sentiram a dor diminuindo e seus ferimentos serem levemente curados

- Isso não vai funcionar – disse Aramil tenso, pegando seu cajado dourado.
- O que você está falando, Aramil? – perguntou Astreya aborrecida com o pessimismo do mago.
- O olho direito de Charoxx – respondeu o mago ainda sentindo os efeitos do relâmpago que o atingira – ele está drenando nossa proteção Elemental, e ao mesmo tempo protegendo o dragão contra quaisquer magias que nós lancemos. Posso superar a resistência natural que Charoxx tem contra magias, mas não a resistência que o olho lhe confere. Se não o anularmos, não teremos chance alguma.

Hargor se posicionou ao lado de Oyama, e Bulma golpeou ferozmente o abdômen do dragão com seu machado, fazendo um corte profundo nas resistentes escamas de Charoxx, apesar do dragão não esboçar nenhuma feição de dor. Oyama desferiu mais uma série de socos que poderiam pulverizar rochas, mas que não tiveram efeito algum contra a couraça de Charoxx.
- Você está fazendo cócegas, monge maldito – zombou Charoxx chicoteando Oyama com sua poderosa cauda, enquanto avançava com suas garras sobre Erol, estranhamente ignorando Bulma.
Estando próximo de Oyama, o clérigo anão usou sua lança na cauda de Charoxx. O dragão mais uma vez uivou de dor, mas ainda assim foi capaz de derrubar tanto o monge quanto o anão com a força de seu golpe. Como navalhas, suas garras atingiram Erol, que mesmo se protegendo com a lança, teve o peito quase rasgado pelas garras de Charoxx e tombou com a força do impacto. Bulma avançou novamente, e o dragão abissal sorriu.

Quando a bárbara estava perto o bastante, Charoxx virou a cabeça velozmente e cravou suas presas no corpo da bárbara, que agora urrava de fúria e dor. Veterano de muitas batalhas, o dragão sabia que se tentasse morder Hargor ou Erol, eles usariam as lanças para frustrar o ataque, e ainda golpeariam o interior de sua boca com as armas de haste. Feito extremamente difícil de se conseguir quando está se empunhando um machado ou espada. Charoxx levantou sua cabeça e pressionou novamente o corpo de Bulma entre suas presas afiadas.

- Pelo menos estamos livres de mais um sopro por enquanto – disse Aramil enquanto concentrava energia em seu cajado.
- Vou fingir que não ouvi isso! – respondeu Astreya furiosa pegando seu arco de prata.
- Acerte uma flecha no olho direito – disse o mago ignorando a fúria de sua companheira – mesmo que pegue apenas de raspão já será o suficiente.
“Mesmo de raspão”, resmungou Astreya para si mesma enquanto retesava seu arco mágico. Erol poderia fazer um disparo como este, mas ela...
- Não é hora para ter dúvidas – disse Astreya enquanto mirava – como Oyama disse, agora é matar ou morrer. Nisso, a barda disparou, e uma flecha prateada composta de pura energia rasgou o ar.

E atingiu em cheio o peito de Charoxx, deixando um pequeno chamuscado nas escamas do dragão.
- Vocês meio-humanos não conseguem fazer nada direito, não é? – disse o mago elfo.
- Aramil... – respondeu Astreya rangendo os dentes e preparando mais uma flecha.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Darakar e Damasca



Boa noite, nobres amigos! Trago-vos esta noite uma bela homenagem mandada a mim por nosso nobre aliado e herói Nubling Erkenwald aos anões de Darakar e o forte Hino Imperial de Damasca.

Que o nobre espírito dos guerreiros anões de Darakar e dos bravos homens de Damasca estejam sempre entre nós, incitando-nos com sua coragem e determinação!



Homenagem aos anões de Darakar e sua frutífera aliança com os gnomos





Hino Imperial de Damasca


O fim das Guerras de Asgard


Nobres companheiros e irmãos de batalha! Como sabeis, é terminada a guerra entre os salões de Valhalla e a Horda. Quero parabenizar a todos os einherjar que lutaram até o último sopro de suas vidas para defender os salões dourados e toda Asgard, e também aos bravos guerreiros que reinvindicaram Midgard e Elgalor com suas vidas. Por eles, trago-vos elegias de tristeza e glória, para lembrar a todos nós que um ideal jamais morre, mas continua nos espíritos de coragem e bravura de cada homem e mulher que assim desejarem!



Braveheart Theme - James Horner



Who wants to live forever - Queen (Trilha sonora de Highlander - infelizmente os vídeos com cenas do filme estavam com o som muito baixo, então, aí está para vós a interpretação de um dos bardos de voz mais bonita de Midgard)


There's no time for us

There's no place for us

What is this thing that builds our dreams

yet slips away from us


Who wants to live forever?

Who wants to live forever....?


There's no chance for us

Its all decided for us

This world has only one sweet moment set aside for us

Who wants to live forever

Who wants to live forever?

Who dares to love forever?

When love must die


But touch my tears with your lips

Touch my wounds with your fingertips

And we can have forever

And we can love forever

Forever is our today

Who wants to live forever?

Who wants to live forever?

Forever is our today


Who waits forever anyway?





terça-feira, 29 de junho de 2010

Into the Wilderness


Boa noite, caros amigos e visitantes. As canções que trago hoje a vós me são muito importantes e nostálgicas, e certamente podem acompanhar vossas aventuras especialmente se elas possuírem uma temática muito específica que acredito que vós todos poderão identificar.


Recentemente, ouvi de um bardo um tanto excêntrico a história da morte fictícia de um dos piores vilões de todo o universo (como gostaria que a história real tivesse sido assim). Qual não foi a minha alegria ao escutar logo na abertura de tal saga uma canção que há tempos não ouvia e da qual praticamente não me lembrava, pois fora cantada para mim apenas em meus tempos idos de infância, quando meu pai (que não possui uma voz tão bela) ainda tinha a coragem de me assobiar algumas canções de ninar... Com lágrimas nos olhos, me relembrei da bela Green leaves of summer, canção que vos trago abaixo acompanhando imagens da interessante história que mencionei...



The Green Leaves of Summer - Nick Perito (esta canção foi originalmente composta para acompanhar a saga "O Álamo", de 1960).


Imediatamente lembrei-me de outra saudosa canção, que acompanhou um grupo de intrépidos aventureiros na saga chamada Wild Arms...



Into the Wilderness - Michiko Naruke


Duas belas canções para acompanhar aventuras no chamado Velho Oeste, ou em qualquer outro lugar ou mundo ...

segunda-feira, 28 de junho de 2010

As Crônicas de Elgalor - Capítulo 6: O Olho de Charoxx


Bravos aventureiros, é com certo atraso - como sabeis, os salões de Odin estão em Guerra - que trago-vos, sob a benção de Odin, o sexto capítulo das crônicas de Elgalor, quando o combate com o temível dragão Charoxx torna-se iminente...


Que os ventos de um destino abençoado estejam sempre convosco, bons companheiros...


As Crônicas de Elgalor - Capítulo 6: O Olho de Charoxx

Tudo aconteceu muito rápido.

Quando a magia de Charoxx, o Destruidor de Mundos, atingiu o grupo de heróis como uma onda de choque, anulando suas proteções mágicas, todos ficaram momentaneamente imobilizados, pela surpresa. Como aventureiros experientes, já estavam prontos para a possibilidade de perecerem enfrentando o dragão, mas naquele momento, sentiram que seria possível tombar antes de sequer chegar perto de seu inimigo.

- Estais com frio, bravos aventureiros? – debochou Charoxx maliciosamente com sua poderosa voz, que ecoava por todo o grande corredor – Ou será medo? Seja como for, tenho algo para esquentar vossos corpos e corações.

Charoxx respirou fundo. Quando soltou o ar, um gigantesco jato de fogo preencheu completamente o corredor, indo velozmente na direção dos heróis.
- Aramil! – gritou Astreya.
- Eu sei, meio-humana! – gritou o mago elfo estendendo seu cajado dourado a frente com a mão direita enquanto fazia gestos sutis com a mão esquerda.
O cajado de Aramil brilhou e uma redoma de energia se formou em volta dos heróis, pouco antes do sopro de fogo de Charoxx atingi-los.
- Quanto tempo sua barreira agüenta, Aramil? – perguntou Oyama.
- Até que o dragão use um raio de desintegração para destruí-la – respondeu Aramil sem a habitual arrogância, pois precisava se concentrar muito para manter a redoma, que era impiedosamente atingida pelo feroz sopro de fogo de Charoxx.
- Temos que ser rápidos – disse Hargor erguendo seu martelo e começando novamente uma oração:
- “Grande Pai e forjador de almas, invoco tua nobre benção para esta batalha. Que uma vez mais nossos espíritos e corpos recebam o vigor das montanhas, e que nossas armas golpeiem como o aço sagrado de tuas Forjas”.

Novamente uma aura prateada envolveu os heróis, que se sentiram mais fortes e vigorosos. Astreya fechou os olhos e se concentrou por um momento. Quando a barda abriu os olhos, estendeu sua mão e começou a conjurar uma magia.
- “Nobres espíritos do plano astral, permitam nossa passagem e nos levem diretamente até nosso destino”
Quando a barda proferiu a última palavra, um pequeno portal apareceu diante de todos, dentro da redoma mágica de Aramil. Neste exato instante, o sopro do dragão inesperadamente cessou.
- Ele vai desintegrar a muralha! – Gritou Aramil
- Passem pelo portal, rápido! – gritou Astreya
- Seu portal vai nos levar para fora, não é? – perguntou Aramil já sabendo a resposta que obteria.
- Não, para dentro – respondeu Astreya um tanto insegura, pois poderia estar levando todos para a morte – temos uma missão a cumprir.
- Sua louca, como você...
Antes que Aramil pudesse concluir seu protesto, Oyama o agarrou e saltou com o mago em direção ao portal.
- Vamos, elfo – disse Oyama nervoso, mas se divertindo com a expressão no rosto de Aramil – ele iria nos achar lá fora mesmo. Agora é matar ou morrer!
- Depressa! – gritou Erol entrando no portal, seguido de Bulma, Hargor e Astreya.

Após atravessarem o portal, todos se viram dentro de uma imensa caverna no interior da montanha, cujo tamanho comportaria seguramente um forte de médio porte. As paredes eram negras, iluminadas por centenas de filetes de lava incandescente. A cerca de vinte metros, deitado e de costas para eles, estava Charoxx, o Dragão Abissal.

Mais uma vez, todos ficaram momentaneamente imóveis. Mesmo estando deitado, já sabiam que aquele era o maior dragão que já encontraram. Suas escamas pareciam tão espessas quanto uma parede de mitral, e eram de cor vermelha levemente enegrecida. Em alguns pontos, elas apresentavam terríveis cicatrizes, comprovando que aquele dragão provavelmente já sobrevivera a muitas batalhas.
- Trouxestes meus presentes, jovens crianças? – perguntou o dragão sem se mover, com uma voz doce e suave, quase como se fosse um amigo de longa data.

Astreya pegou sua harpa e começou a tocá-la de maneira suave. A barda sabia que a voz de um dragão pode enfeitiçar mesmo os mais fortes espíritos, mas sua música poderia anular este efeito, ao menos por algum tempo. Neste momento, todos permaneceram em silêncio, prontos para atacar, mas tensos, esperando alguma armadilha por parte de Charoxx. Se divertindo com a apreensão dos heróis, o grande dragão virou seu pescoço lentamente e pela primeira vez todos puderam ver sua face.

O rosto de Charoxx possuía uma imensa cicatriz próxima ao olho direto, que brilhava como um rubi. Seu outro olho era incandescente como o magma. Suas presas, enormes e disfarçadas em um leve sorriso, poderiam facilmente dilacerar a mais resistente armadura dos anões.
- Bela melodia, barda. Tu cantarás em minha honra por muitas noites – disse o dragão apenas observando os aventureiros – Cheguem mais perto, crianças e deixem no chão meus presentes.

Aramil, mais do que os outros, fitou com atenção o olho esquerdo de Charoxx. Após alguns instantes, o orgulhoso mago sentiu que precisava reunir toda sua força de vontade para não fugir em completo pânico, pois compreendera o que aquele olho representava. Astreya mudou sutilmente o tom da melodia que entoava com sua harpa, e todos os aventureiros sentiram um pulso de coragem e sede de batalha inundarem seus corações.
- Venha pegar seus presentes! – gritou Oyama correndo em direção ao dragão.
- Morte!! – urrou Bulma entrando em seu estado de frenesi guerreiro, correndo ferozmente na direção de Charoxx enquanto seus músculos se expandiam conferindo à bárbara força e vigor quase sobrenaturais.
- Nobres espíritos elementais da água, ouçam meu chamado, e envolvam todos aqui presentes em vosso manto protetor – Disse Aramil se concentrando para conjurar sobre seus aliados a proteção Elemental contra o sopro de fogo do dragão. O mago pretendia conjurar uma proteção Elemental diferente, mas como a anterior fora dissipada por Charoxx, o elfo não tinha escolha.
Hargor e Erol avançaram com as lanças, enquanto Astreya permaneceu para trás, junto à Aramil para oferecer suporte mágico ao grupo.

“Irmãos de armas, companheiros de jornada, que por nossas espadas e lanças
este nefasto dragão sinta o poder de nossa coragem e justiça. Que nossas lanças rasguem e perfurem, e que diante do perigo, nossos corações jamais recuem” – cantou a barda, fortalecendo ainda mais o espírito de luta dos bravos guerreiros.

Subitamente, rápido como um raio, Charoxx se levantou e abriu suas gigantescas asas. Seu corpo inteiro era coberto por terríveis cicatrizes. Ele gargalhou e depois rugiu. Tamanha era a presença e o poder do Dragão abissal, que os heróis sentiram seus corações pararem. Sentiram-se como ratos diante de um tigre feroz.
- Agora, mortais, sabereis por que sou chamado de Destruidor de Mundos – bradou Charoxx em um tom sinistro e imponente.

Contudo, movidos por sua própria coragem de ferro e pela canção de batalha de Astreya, todos continuaram avançando ferozmente. Como Oyama havia dito, agora era matar ou morrer.