Bem-vindos!

Bons amigos, valorosos guerreiros da espada e da magia, nobres bardos e todos aqueles com quem tiver o prazer de cruzar meu caminho nesta valorosa, emocionante e por vezes trágica jornada em que me encontro! É com grande alegria e prazer que lhes dou as boas-vindas, e os convido a lerem e compartilharem comigo as crônicas e canções que tenho registradas em meu cancioneiro e em meu diário...Aqui, contarei histórias sobre valorosos heróis, batalhas épicas e grandes feitos. Este é o espaço para que tais fatos sejam louvados e lembrados como merecem, sendo passados a todas as gerações de homens e mulheres de coração bravo. Juntos cantemos, levando as vozes daqueles que mudaram os seus destinos e trouxeram luz a seus mundos a todos os que quiserem ouvi-las!Eu vos saúdo, nobres aventureiros e irmãos! Que teus nomes sejam lembrados...
(Arte da imagem inicial por André Vazzios)

Astreya Anathar Bhael

segunda-feira, 19 de julho de 2010

20 de julho - Dia da amizade!

A todos os meus amigos, colegas e parceiros um feliz dia da amizade! Que este nobre e sublime sentimento seja sempre a tônica de nossas aventuras juntos! E que nunca morra a honra, a lealdade e o companheirismo entre os verdadeiros amigos!

E falando em parcerias, aproveito para agradecer o nobre clérigo por ter me concedido a honra de ser entrevistada em seu espaço "Blogs e blogueiros"! Quem quiser conferir a entrevista, pode fazê-lo clicando aqui.

Por fim, é claro, uma bela canção que reflete a amizade e as belas histórias que podem nascer entre os bravos aventureiros...


Never Forgotten Heroes - Rhapsody of Fire

Autumn is kissing valleys and hills
Shy Falin welcome me
Old trees are speaking to the holy wind
About ancient memories
Sense of infinity prelude to memory
In the mystic Elgard's forest
Echoes their voice

Airin 'the rose', Arwald 'the rock'
Great example of pure love
Warrior of ice thank you for all
From the creatures of the world
All kneel before you dear old Aresius
We lived thousand great adventures
Kept in my dreams

Fly to the crystal sky
Glorious and proud
Never forgotten friends of all
Heroes of the whole known world
May your fire burn in your hearts
And let the legend survive

Fly to the crystal sky
Glorious and proud
Never forgotten friends of all
Heroes of the whole known world
May your fire burn in your hearts
And let the legend survive

Um grande abraço especialmente para meus companheiros de jornada em Elgalor... como diz a canção,"We lived thousand great adventures kept in my dreams" (Nós vivemos milhares de grandes aventuras que mantiveram-se em meus sonhos).

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Clássicos para aventuras - Bach

Boa noite, caros amigos e visitantes! Inspirada pelos grandes clássicos de alguns dos compositores mais famosos de Midgard, venho trazer-vos um pouco daquilo que admiro e aprecio na música clássica, e que pode muito bem servir como inspiração para acompanhar vossas aventuras. O primeiro grande compositor que vos trago é Johann Sebastian Bach. Organista e compositor alemão do período barroco, ele nasceu em 1685 e é considerado um dos maiores músicos de todos os tempos - sendo um dos "três bês" da música clássica, que englobam Beethoven, ele e Brahms. Foi uma das grandes inspirações para a maioria dos compositores que vieram depois, sendo que em sua própria época não foi devidamente reconhecido.

Apresento-vos, nesta noite, duas belas melodias que representam situações e sentimentos bem diferenciados (aconselho-vos aumentar o volume de vossos pcs, pois as músicas clássicas não são fáceis de serem encontradas em bons volumes):


Bouree in E minor - Bach

Calma, bela, e se esta melodia não vos lembrar do medievo, não sei mais o que pode lembrar-vos!


Toccata e Fuga em D menor - Bach

Originalmente tocada em orgão, agrada-me também esta versão orquestrada! Boa para aventuras com temática de terror, ou simplesmente para uma boa fuga! A partir dos 4:00 minutos está minha parte favorita...

E para vós, uma versão "metal" desta bela melodia, misturada à outros grandes clássicos de Beethoven e Vivaldi...


Classical Metal - Pergamum

domingo, 11 de julho de 2010

As Crônicas de Elgalor - Capítulo 9: A chave


Boa noite, amigos e visitantes. Hoje trago-vos, sob a benção de Odin, o nono capítulo das Crônicas de Elgalor.


Boa leitura, e que os deuses do bem estejam convosco.


As Crônicas de Elgalor - Capítulo 9: A chave

O combate contra Charoxx foi vencido. Mas a um alto custo; no fim do confronto, apenas Astreya, Aramil e Erol permaneciam de pé. Com a mão sobre o enorme ferimento em seu abdômen, Erol desviou-se do corpo tombado de Charoxx e se aproximou do corpo de Hargor, que estava praticamente esmagado pelo impacto da cauda do dragão abissal.

- Ele... – ele está vivo? – perguntou Astreya aflita, sentindo seu coração quase parar.
Erol se abaixou e colocou a mão sobre a garganta do clérigo, para verificar seus sinais vitais. Após um momento...
- Está – respondeu o ranger, que perdia sangue rapidamente – é preciso mais do que isso para matar um anão, mas ele precisa ser curado rápido.
- Sim – disse Astreya correndo em direção ao corpo de Hargor – mas e os ...?
- Cure Hargor, Astreya – interrompeu Aramil andando na direção dos corpos de Oyama e Bulma, que estavam relativamente próximos – depois o clérigo se encarregará dos demais.
O mago elfo chegou perto do corpo de Oyama, que estava totalmente quebrado e banhado em sangue.
- Ele está vivo? – perguntou Astreya impaciente enquanto conjurava um feitiço de cura em Hargor.
- Barda – respondeu o mago com uma expressão de desprezo no rosto - Você não espera que eu toque neste...
- ARAMIL! – gritou Astreya furiosa.
- Humph! – resmungou Aramil, abaixando-se e verificando os sinais vitais de Oyama – parece que teremos que agüentá-lo por mais algum tempo. E antes que você berre novamente, Bulma também está respirando.

A magia de cura que fluiu pela mão de Astreya envolveu o corpo de Hargor com uma luz dourada, e o clérigo anão abriu lentamente os olhos.
- Você... não é Moradin – disse Hargor tentando reorganizar os pensamentos – o que significa que vencemos. Como estão os outros?
- Vivos – respondeu Erol se sentando e sentindo que seus sentidos já começavam a deixá-lo – eu... apreciaria sua ajuda, anão.
- Certamente – disse Hargor ainda muito ferido, levantando-se vagarosamente.
- Moradin, pai e senhor de todos os anões – disse o anão erguendo seu martelo – que por tua benção e poder sagrado os ferimentos de meus bravos irmãos de armas sejam curados!

O martelo de Hargor brilhou intensamente, e um círculo de energia positiva envolveu o corpo de todos os heróis, curando parcialmente seus grandes ferimentos. O clérigo repetiu o encantamento mais três vezes, e, após alguns minutos, todos estavam de pé. Ainda feridos, mas de pé.

- Dragão maldito! – gritou Bulma enterrando o machado violentamente na boca de Charoxx, arrancando um dos dentes do dragão – Isto, pelo menos vai virar um belo colar – disse a bárbara contemplando a grande presa.
- Essa foi dura... – disse Oyama pressionando as costelas que há pouco estavam quebradas – Agora é só encontrar o tesouro.
- Seus tolos... – resmungou Aramil colocando a mão no rosto – caso tenham se esquecido, precisamos da chave para abrir a Torre do Desespero.
- O tesouro do dragão é bom lugar para começar a procurar, elfo! – retrucou Oyama.
- Nós não sabemos o que é a chave... – disse Astreya.
- Eu já a encontrei – respondeu Aramil sem paciência.

Todos ficaram calados por um instante.
- Se você já encontrou a chave, mago – disse Hargor – qual é o problema?
Aramil estendeu sua mão e conjurou uma magia de telecinésia. O olho direito de Charoxx começou a tremer e a emitir um brilho avermelhado. Em seguida, saiu do corpo do dragão e foi em direção à mão do mago elfo.

Aramil pegou o olho com as duas mãos, pois ele era totalmente sólido, tinha cerca de trinta centímetros de diâmetro e pesava aproximadamente dez quilos.
- Esta é a chave? – perguntou Bulma incrédula - O olho do dragão?
- Isso não é um olho verdadeiro, bárbara. É um artefato poderoso – respondeu Aramil.
- Hargor tem razão, Aramil – disse Erol – você parece perturbado. Qual é o problema?
Aramil girou o olho e todos puderam ver duas rachaduras; uma lateral e outra no centro.
- Nossas flechas... – disse Astreya se recordando dos pontos onde as flechas que ela e Erol dispararam atingiram o olho mágico do dragão.
- Não podemos mais usá-lo? – perguntou Hargor.
- Apesar das rachaduras serem pequenas, elas foram causadas pelas flechas de Erol e Astreya, que eram mágicas – explicou Aramil – a energia arcana armazenada nele é imensa, e está completamente instável. Entre dois, ou no máximo três dias, ele explodirá.
- E a explosão – continuou Aramil – seria mais poderosa do que dez sopros de Charoxx.
- Então, precisamos consertá-lo – disse Oyama.
- Os magos de Sindhar poderiam fazer isto – disse Erol.
- Mas precisariam de vários dias de estudo – respondeu Aramil – dias que não temos
- Há uma alternativa... – disse Astreya – ouvi histórias sobre um gnomo que é especialista em itens mágicos. Na construção e reparo deles.
- Um gnomo? – zombou Aramil sarcasticamente – Um GNOMO? Vamos deixar que Oyama conserte a chave de uma vez.
- Vou consertar outra coisa se você não calar a boca... – retrucou o monge guerreiro.
- Você acha que ele realmente pode fazer isso, Astreya? – perguntou Hargor.
- Não sei – respondeu a barda – mas é a melhor chance que temos, e com as magias de teletransporte de Aramil, não perderemos muito tempo.
- Gnomos são notoriamente conhecidos como grandes pregadores de peças, mas têm certa habilidade para lidar com itens mágicos. – disse Erol - É arriscado, mas parece a melhor chance que temos.
- Muito bem – concordou Aramil com hesitação – preciso preparar minhas magias, mas amanhã iremos até este gnomo. Tempos desesperados pedem medidas desesperadas.

- Enquanto o grande mago descansa – disse Oyama com um sorriso – vamos procurar o tesouro!

quinta-feira, 8 de julho de 2010

O Retorno de Odin


Olá amigos! Como sabeis (ou talvez não), após sete dias de um sono autoinduzido para se recuperar de um terrível ferimento, Odin retornará amanhã aos salões de Valhalla. Para comemorar seu retorno trago-vos uma canção de batalha feita pelo bardo Jacke Evermore, que lamentou muito não ter podido estar presente nas guerras de Asgard, e outra bela melodia de glória entoada pelos bardos do já apresentado Rhapsody of Fire.


Espadas em punho refletem o luar

O clima é tenso e irá piorar

Os orcs vieram e querem matar

Mas eu estou pronto e aqui vou lutar


Rasgue minha carne

Quebre meus ossos

Beije minha bunda se assim desejar

Mas esses portões, tu não romperá

Pois a fúria de Odin comigo estará


HAHAHAHA

Venha e verá

Orc maldito aqui morrerá

Meu povo é mais forte e não perderá

Este é meu grito e irei te MOSTRAR!!


Jacke Evermore



Rhapsody of Fire - Heroes of the lost Valley and Eternal Glory

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Os Filhos da Noite


Boa noite, amigos! É com grande honra que trago-vos neste dia uma canção escrita por um de meus melhores amigos, o alter-ego de Oyama Flagelo das Feras, também conhecido como Gleyson.


Ela foi cantada por um bardo que utilizava-se de instrumentos de percurssão, e fez todos os que estavam presentes na taverna da cidade de Leatan ficarem com o sangue gelado. A ameaça de um lord Vampiro paira sobre as almas dos intrépidos companheiros Eldarion, Kramer, Lothíriel, Edayn, Erkenbrand e Lúcio...


Seres sombrios que deviam jazer,
pela vontade do inferno teimam em ser
O sangue do bem eles tramam em ter
e nada que tente os pode deter

Sua moeda é o sangue
Seu sol é a lua
Sua história é o nada
E seu medo é a cura!

Seus olhos vermelhos
Seus rostos sem cor
A morte que anda
São os primos da dor...

A vida que pulsa é sua angústia
O espelho reflete mas não há nada a se ver
A água que corre é uma muralha a passar
Assim como a recusa para a entrada no lar

No seu corpo o sangue é de outro, furtado com a presa a gemer
Não sente, não respira, não come, está morto e assim deve ser
Mas anda, mata e conquista como a maldição o obriga a fazer!


Que Pelor e sua luz estejam com tais aventureiros em sua difícil missão!

sábado, 3 de julho de 2010

As Crônicas de Elgalor - Capítulo 8: Matar ou Morrer (parte 2)


Olá amigos! Trago-vos excepcionalmente nesta noite dois capítulos das Crônicas de Elgalor. Venho reiteirar neste momento, contudo, um fato que talvez não tenha deixado claro: as crônicas de Elgalor não são de minha autoria! Quem as escreve é o alter-ego mortal de Odin, que é o criador principal destas histórias. De minha autoria no cancioneiro, há apenas os diários e relatos que escrevi.

Obrigada, bons amigos e companheiros, e desejo-lhes uma boa leitura de nosso emocionante combate com o dragão Charoxx!
As Crônicas de Elgalor - Capítulo 8: Matar ou Morrer (parte 2) - para ler a primeira parte, basta apenas olhar o post abaixo!

...Com algumas costelas quebradas, Oyama e Hargor se levantaram, e novamente atacaram Charoxx, com ainda mais ferocidade. A lança do clérigo anão atingiu com força o local onde Bulma havia golpeado, e quando o dragão se virou para retaliar o ataque, sentiu a lança do ferido Erol sendo cravada em suas costas. Mais três flechas prateadas zuniram, atingindo o peito, a garganta e uma pata do dragão, sem causar qualquer dano. Oyama saltou e desferiu um poderoso chute onde Erol havia acertado a lança pela primeira vez, e pode notar que agora seu golpe fora sentido pelo dragão.

Mesmo com os músculos sendo dilacerados pela mandíbula de Charoxx, Bulma ainda tentava lutar. Usando seu machado com o braço que ainda estava livre, ela golpeou ferozmente um dos dentes do dragão, causando uma pequena rachadura na afiada presa do dragão.

Sangrando e furioso, Charoxx usou sua cauda para esmagar Erol contra a parede da caverna, tão rápido que o exausto ranger não pode posicionar sua lança para interromper o ataque do dragão. Enquanto rasgava a carne e esmagava os ossos de Bulma com suas presas, o dragão rasgou as costas de Oyama com sua garra direita e golpeou Hargor violentamente com a esquerda, quase decapitando o clérigo. Mais três flechas prateadas zuniram na caverna. A primeira atingindo a cauda de Charoxx, a segunda raspando nas escamas de seu pescoço, e a terceira, raspando levemente no olho direito do dragão.

- Finalmente... – disse Aramil apontando o cajado dourado, pulsando com uma enorme quantidade de energia arcana, na direção de Charoxx.
- “espíritos do ar e da água, unam-se perante meu pedido, e convertam-se na avassaladora força do frio que tudo congela” – recitou o mago élfico, e um imenso cone de energia congelante partiu de seu cajado, explodindo brutalmente no peito de Charoxx. O enorme e orgulhoso dragão recuou com a força do impacto e se contorceu de dor e ódio, mas não soltou a bárbara. Astreya novamente empunhou seu cajado de cura e todos os heróis sentiram um pulso de energia positiva curar um pouco seus terríveis ferimentos.

- Por que... – disse Oyama se levantando com dificuldade... – ele não solta a Bulma?
- Ele vai soltá-la só quando puder lançar outro sopro de fogo – respondeu Hargor se aproximando de Oyama – Vai cuspi-la em você ou em Erol, para evitar que se esquivem, e vai carbonizar todos nós em seguida. Precisamos acabar com isso agora.
- Me cubra – disse Oyama – e torça para que o Erol esteja consciente.
- Muito bem – disse Hargor.
O clérigo se concentrou e fechou os olhos por um instante
- “Moradin, conceda a benção da forja e do trovão à minha lança, e que Tua fúria divina nela se manifeste” – orou o clérigo, e sua lança foi envolvida por uma poderosa energia como se dentro dela estivessem presos mil relâmpagos.
- Por Moradin! – Gritou Hargor se lançando em um ataque furioso contra Charoxx.

O dragão abissal reconhecia o perigo da lança do anão, por isso lançou sua cauda lateralmente na direção do clérigo enquanto sugava o ar da caverna pelas narinas para em seguida lançar mais um feroz sopro de fogo. Charoxx, contudo, não cairia no mesmo ardil duas vezes.
Quando Hargor posicionasse a lança para interceptar o golpe, Charoxx mudaria o sentido do ataque, fazendo com que a cauda esmagasse o anão. Para a surpresa de Charoxx, Aramil e Astreya, Hargor simplesmente jogou a lança no chão, e foi atingido violentamente pela cauda do dragão. Todos ouviram o som dos ossos do clérigo se quebrando, e quando ele caiu inconsciente no chão, não era possível determinar se ele estava vivo ou morto.

Charoxx notou que algo estava errado, mas ante que pudesse conjecturar sobre o ocorrido, viu Oyama com os punhos fechados, dando um grande salto em direção à sua boca.
- Cócegas, não é? – disse o monge em pleno ar, enquanto desferia um soco com toda sua força no dente do dragão que Bulma atingira com o machado.

O impacto do soco foi terrível. Oyama sentiu os ossos de sua mão se quebrando, mas sorriu satisfeito ao ver que o dente se quebrou completamente com o impacto do golpe. Charoxx perdeu o ar e urrou de dor, deixando a bárbara cair.
- Pegue a Bulma, Aramil! – disse Astreya correndo em direção à lança de Hargor.
- Não me dê ordens, meio-humana – disse Aramil conjurando uma magia de telecinésia para descer o corpo de Bulma suavemente até o ponto onde Astreya estaria.

Antes que Oyama chegasse ao chão, o dragão o agarrou com uma das garras e esmagou o corpo do monge com toda sua fúria. Oyama sentiu todas as suas costelas se quebrarem, e quando sentiu sua coluna começar a se partir, a lança de Erol, em um arremesso perfeito, se enterrou na pata de Charoxx, obrigando o dragão a soltar o corpo do monge, que perdera a consciência naquele instante.
- Não me ignore, lagarto imbecil! – provocou Erol, que apesar de muito ferido, sacou suas espadas. O ranger sabia que seria morto agora, mas precisava ganhar um pouco de tempo para que Aramil e Astreya agissem. Charoxx avançou sobre Erol para triturar o elfo com sua mordida, quando um pequeno portal apareceu atrás do ranger, transportando-o magicamente para onde estava Aramil.

- “Espíritos da luz e da vida, curem os ferimentos de minha amiga” - disse Astreya tocando o corpo de Bulma e conjurando a magia de cura mais poderosa que conseguia.
- Precisamos de você, Bulma – disse Astreya quando a bárbara abriu os olhos.
Por instinto, Bulma levou a mão à lança de Hargor, e mesmo muito ferida, levantou, rosnou e correu na direção de Charoxx. O dragão, por sua vez, sugou o ar da caverna mais uma vez e se preparou para lançar seu último sopro, que transformaria em cinzas todos que ainda estavam de pé.

Erol, que observara atentamente tudo o que havia ocorrido até ali, guardou suas espadas e sacou seu arco longo. Aramil se concentrou novamente. O arco élfico de Erol se retesou, e uma flecha rasgou o ar, atingindo em cheio o olho direito de Charoxx. Aramil lançou mais uma poderosa rajada de energia congelante, desta vez, mirando na cabeça do dragão, para tentar anular o sopro.

Astreya cantou e o espírito de Bulma explodiu em fúria e determinação. No instante em que a rajada de Aramil atingira a cabeça de Charoxx, a bárbara cravou a lança de Hargor no abdômen ferido do dragão, no mesmo instante em que ele usara as garras de suas duas patas dianteiras para perfurar o corpo de Bulma. A lança, carregada com o poder de Moradin, explodiu dentro do dragão, derrubando e um grande clarão cegou todos na caverna.

Quando puderam enxergar de novo, Astreya, Aramil e Erol viram a carcaça sem vida de Charoxx, em meio aos corpos destruídos de seus valorosos amigos.

As Crônicas de Elgalor - Capítulo 7: Matar ou Morrer (parte 1)


Ólá amigos! Trago-vos excepcionalmente nesta noite dois capítulos das Crônicas de Elgalor. Venho reiteirar neste momento, contudo, um fato que talvez não tenha deixado claro: as crônicas de Elgalor não são de minha autoria! Quem as escreve é o alter-ego mortal de Odin, que é o criador principal destas histórias. De minha autoria no cancioneiro, há apenas os diários e relatos que escrevi.


Obrigada, bons amigos e companheiros, e desejo-lhes uma boa leitura de nosso emocionante combate com o dragão Charoxx!


As Crônicas de Elgalor - Capítulo 7: Matar ou Morrer (parte 1)

Charoxx puxou novamente o ar e liberou seu terrível sopro de fogo sobre todos os aventureiros. Mesmo Aramil e Astreya, que estavam um pouco mais afastados, foram atingidos. A proteção mágica conjurada por Aramil resistira bem a este primeiro ataque, mas o mago sabia que o que restara de sua magia era suficiente para proteger a todos apenas do calor insuportável da imensa caverna. Mais um sopro, e estariam todos mortos.

Oyama, Hargor, Erol e Bulma avançaram ainda mais, prontos para atacar. Contudo, no momento em que o sopro de fogo cessou, Aramil gritou:
- O olho do dragão!
Hargor sentira uma forte emanação de magia ao redor do dragão, mas não pudera identificar sua origem. Agora, estava claro. Dolorosamente claro.
O olho direito de Charoxx brilhou, e uma corrente de relâmpagos rompeu na direção dos aventureiros. O raio central atingiu Bulma impiedosamente, quase derrubando a poderosa bárbara, e outros cinco raios menores rumaram ferozmente em direção aos outros heróis.

Com grande agilidade, Oyama e Erol esquivaram-se dos raios, e avançaram em direções opostas, tentando flanquear o dragão. Astreya conseguiu se desviar um pouco, o suficiente para reduzir o impacto total do raio. Já Hargor e Aramil, foram atingidos em cheio. Apesar da dor, o clérigo anão conseguiu se recobrar rápido devido à resistência física de seu povo e avançou. Aramil foi arremessado cerca de dez metros para trás por causa do impacto, e por pouco não perdeu a consciência.

- VOU ARRANCAR SUAS ENTRANHAS POR ISSO! - gritou Bulma se levantando em um frenesi completamente ensandecido. Tamanha era sua fúria, que ela esqueceu de pegar a lança matadora de dragões no chão e avançou com seu machado.
Erol golpeou Charoxx com a lança, que emitiu um brilho dourado quando atingiu as espessas escamas do dragão. Charoxx uivou de dor, não tanto pelo ferimento, mas sim por causa da poderosa magia contida nas lanças. Do outro lado, Oyama golpeou com toda sua força, mas seus punhos não foram capazes de romper as escamas do dragão abissal. Neste momento, Hargor e Bulma se aproximaram para entrar na batalha.

Ajudando Aramil a se levantar, Astreya ergueu seu cajado de cura e entoou um pequeno encantamento:
- Que as forças divinas da vida e da luz curem nossos ferimentos.
O cajado branco brilhou e todos foram envolvidos por uma aura branca. Neste instante, todos sentiram a dor diminuindo e seus ferimentos serem levemente curados

- Isso não vai funcionar – disse Aramil tenso, pegando seu cajado dourado.
- O que você está falando, Aramil? – perguntou Astreya aborrecida com o pessimismo do mago.
- O olho direito de Charoxx – respondeu o mago ainda sentindo os efeitos do relâmpago que o atingira – ele está drenando nossa proteção Elemental, e ao mesmo tempo protegendo o dragão contra quaisquer magias que nós lancemos. Posso superar a resistência natural que Charoxx tem contra magias, mas não a resistência que o olho lhe confere. Se não o anularmos, não teremos chance alguma.

Hargor se posicionou ao lado de Oyama, e Bulma golpeou ferozmente o abdômen do dragão com seu machado, fazendo um corte profundo nas resistentes escamas de Charoxx, apesar do dragão não esboçar nenhuma feição de dor. Oyama desferiu mais uma série de socos que poderiam pulverizar rochas, mas que não tiveram efeito algum contra a couraça de Charoxx.
- Você está fazendo cócegas, monge maldito – zombou Charoxx chicoteando Oyama com sua poderosa cauda, enquanto avançava com suas garras sobre Erol, estranhamente ignorando Bulma.
Estando próximo de Oyama, o clérigo anão usou sua lança na cauda de Charoxx. O dragão mais uma vez uivou de dor, mas ainda assim foi capaz de derrubar tanto o monge quanto o anão com a força de seu golpe. Como navalhas, suas garras atingiram Erol, que mesmo se protegendo com a lança, teve o peito quase rasgado pelas garras de Charoxx e tombou com a força do impacto. Bulma avançou novamente, e o dragão abissal sorriu.

Quando a bárbara estava perto o bastante, Charoxx virou a cabeça velozmente e cravou suas presas no corpo da bárbara, que agora urrava de fúria e dor. Veterano de muitas batalhas, o dragão sabia que se tentasse morder Hargor ou Erol, eles usariam as lanças para frustrar o ataque, e ainda golpeariam o interior de sua boca com as armas de haste. Feito extremamente difícil de se conseguir quando está se empunhando um machado ou espada. Charoxx levantou sua cabeça e pressionou novamente o corpo de Bulma entre suas presas afiadas.

- Pelo menos estamos livres de mais um sopro por enquanto – disse Aramil enquanto concentrava energia em seu cajado.
- Vou fingir que não ouvi isso! – respondeu Astreya furiosa pegando seu arco de prata.
- Acerte uma flecha no olho direito – disse o mago ignorando a fúria de sua companheira – mesmo que pegue apenas de raspão já será o suficiente.
“Mesmo de raspão”, resmungou Astreya para si mesma enquanto retesava seu arco mágico. Erol poderia fazer um disparo como este, mas ela...
- Não é hora para ter dúvidas – disse Astreya enquanto mirava – como Oyama disse, agora é matar ou morrer. Nisso, a barda disparou, e uma flecha prateada composta de pura energia rasgou o ar.

E atingiu em cheio o peito de Charoxx, deixando um pequeno chamuscado nas escamas do dragão.
- Vocês meio-humanos não conseguem fazer nada direito, não é? – disse o mago elfo.
- Aramil... – respondeu Astreya rangendo os dentes e preparando mais uma flecha.