Bem-vindos!

Bons amigos, valorosos guerreiros da espada e da magia, nobres bardos e todos aqueles com quem tiver o prazer de cruzar meu caminho nesta valorosa, emocionante e por vezes trágica jornada em que me encontro! É com grande alegria e prazer que lhes dou as boas-vindas, e os convido a lerem e compartilharem comigo as crônicas e canções que tenho registradas em meu cancioneiro e em meu diário...Aqui, contarei histórias sobre valorosos heróis, batalhas épicas e grandes feitos. Este é o espaço para que tais fatos sejam louvados e lembrados como merecem, sendo passados a todas as gerações de homens e mulheres de coração bravo. Juntos cantemos, levando as vozes daqueles que mudaram os seus destinos e trouxeram luz a seus mundos a todos os que quiserem ouvi-las!Eu vos saúdo, nobres aventureiros e irmãos! Que teus nomes sejam lembrados...
(Arte da imagem inicial por André Vazzios)

Astreya Anathar Bhael

terça-feira, 10 de agosto de 2010

O Senhor dos Anéis - Valfenda

Posso-vos dizer que uma das cenas que mais encantou meu alter-ego mortal em O Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel, foi o primeiro vislumbre que se tem da bela Valfenda no filme. Trago-vos esta noite a canção que acompanha tal cena e que fez Valfenda se tornar ainda mais bela do que imaginávamos...






Many meetings - The Lord of The Rings Soundtrack (Howard Shore)

E por falar nisso, Valfenda e Rohan foram as locações favoritas de meu alter-ego mortal em O Senhor dos Anéis (em termos estéticos, digamos assim). Quais foram as vossas, bravos visitantes e aventureiros?

sábado, 7 de agosto de 2010

As Crônicas de Elgalor - Capítulo 12: O gnomo, a bruxa e o demônio (Parte 3).


Nobres e caros amigos! Com grande alegria, trago-vos esta noite o décimo segundo capítulo das Crônicas de Elgalor, sob a benção e a pena de Odin! Mais uma vez temos ilustres convidados e fatos deveras emocionantes. Não deixem de conferir!


As Crônicas de Elgalor - Capítulo 12: O gnomo, a bruxa e o demônio (Parte 3).


Por Odin.


Em meio à escuridão repentina e ao vento cortante que tomou a sala, todos ouviram uma forte gargalhada, seguida por uma voz alta e perturbadora, que parecia ecoar diretamente na mente de cada um deles:
- Há quanto tempo, velho Nubling... E você, bastardinha estraga prazeres, achou que seus avisos histéricos poderiam salvar vocês de mim?
- Quem ou o que é este idiota? – perguntou Oyama.
- O novo guardião, eu suponho – disse Aramil enquanto conjurava sutilmente uma magia para tentar descobrir se tudo aquilo se tratava de uma ilusão ou se a criatura realmente estava entre eles.
- Estes são realmente os ventos de pandemônio – disse Hargor em tom severo – mas não consigo sentir o foco de toda a energia profana que está ao redor de nós.
- Isto é porque – disse Selwyna em tom de desafio à criatura – ele não pode sair da torre, a menos que um ritual seja realizado.
- E este ritual logo será realizado - respondeu a criatura com uma malícia absurda – Não vai me cumprimentar, Nubling?
- Você... – disse Nubling remoendo memórias e colocando seus pensamentos em ordem – eu não conheço. E se achas que sou tolo a ponto de dizer teu nome e intensificar assim sua presença em minha casa, você também não sabe com quem está falando!
- Esta criatura seguiu você até aqui, feiticeira? – perguntou Erol olhando na direção de Selwyna.
- Não, ranger, ele seguiu vocês – respondeu Selwyna – eu fui alertada pelos espíritos que habitam o Lago de Cristal, e vim para cá o mais rápido que pude.
- Demônio, a menos que você vá descer aqui para ser espancado – disse Oyama estralando os nodosos dedos de suas mãos - suma logo porque estamos no meio de uma refeição.
- Hahahahahahaha – você vai ser o primeiro, monge imundo – gargalhou a criatura.

No instante seguinte, o vento parou de soprar, e as luzes novamente se acenderam.
- Por Corellon, Nubling, o que foi isso? – perguntou Astreya.
- Um antigo conhecido - respondeu o gnomo pensativo – que se perdeu completamente em seu caminho.
- Meio humana, você disse que ele veio atrás de nós – disse Aramil olhando com desconfiança para Selwyna – e há um ritual que supostamente irá liberá-lo da torre. O que você sabe sobre...
- “Meio humana” – interrompeu Selwyna – está insinuando alguma coisa, mago?
- Perdão, talvez eu deva chamá-la de bruxa mirim – respondeu Aramil irritado.
Enfurecida, Selwyna se aproximou de Aramil com o punho fechado e desferiu um soco, quando sentiu a mão forte de Hargor segurando gentil, mas firmemente seu pulso.
- Ele não vale o esforço, minha jovem – disse o anão olhando severamente para Aramil.
- Aramil – gritou Astreya – nós somos convidados aqui!
- Humph – resmungou o mago – eles sabem muito mais do que estão nos dizendo, sua tola. Mas como queiram...
- Peço desculpas a ti, nobre feiticeira meio- ELFA – disse Aramil fazendo uma reverência a Selwyna – Agora, se puderes, por gentileza explicar qual a relação que este monstro tem conosco...
- Guarde suas desculpas hipócritas para si mesmo, mago – disse Selwyna aborrecida.
- Querida, por favor... – disse Nubling ainda tenso, tentando acalmar sua sobrinha.
- A relação entre vocês e este demônio, arqui-mago de Sindhar – disse Selwyna olhando fixamente nos olhos de Aramil - é que vocês precisam passar por ele para chegar ao topo da Torre do Desespero, e ele precisa devorar o coração de cinco de vocês para ficar livre em nosso mundo. Este é o ritual, e esta é a relação.
- Ele realmente veio atrás de nós... – disse Astreya – nos desculpe pelo incômodo, senhor Nubling, e obrigada por nos orientar, Selwyna.
- Se me permite perguntar, Selwyna, mais por necessidade do que por desconfiança – disse Hargor – como você soube de tudo isso? Que ele precisa do coração de cinco de nós para se libertar?
- Tenho o dom de fazer premonições, e sempre que algo importante está para acontecer, os espíritos do lago de cristal me chamam, e o contato com eles “direciona” e amplifica minhas premonições – respondeu Selwyna.
- Nossa... – disse Astreya sorrindo – tenho um dom semelhante também – parece que temos muito em comum além de agüentar as provocações de Aramil.
Selwyna sorriu, pela primeira vez naquele dia, mas logo em seguida se voltou para Nubling, que estava sentado sério e compenetrado.
- Qual é o problema, Gnomo? – perguntou Bulma, aborrecida por não poder ainda cravar seu machado no crânio do demônio.
- Amigo, se ele aparecer aqui, nós protegemos vocês – disse Oyama dando um tapa amigável no ombro de Nubling.

Nubling ficou em silêncio por um instante. Cruzou as mãos à frente do queixo e disse:
- Se eu consertar o orbe, vocês irão à torre e serão mortos por ele. Depois, aquele monstro ficará solto em nosso mundo. Se eu não consertar, vocês não entrarão na torre, e ele ficará preso eternamente, mas enquanto o Tomo lá dentro estiver aberto, nosso mundo será gradualmente tragado pela escuridão.
- Há uma terceira opção – disse Erol – e você sabe disso.
- Vocês vencerem? – disse Nubling desanimado – pouco provável, amigo ranger.
- Conserte o orbe – disse Hargor – nós cuidaremos do resto.
- Mas se não cuidarem... – interrompeu Nubling, extremamente preocupado.
- Selwyna, eu sei o que isto significa para vocês, - disse Astreya se voltando para a jovem bruxa - e que há coisas aqui que são dolorosas de serem sequer lembradas, mas por favor, confiem em nós.
- Tio... – disse Selwyna após considerar as palavras de Astreya – faça o que pedem. Deixemos o destino correr seu curso natural.

Após um longo silêncio, Nubling se levantou com um sorriso e disse:
- Muito bem, farei isso. Precisarei de algumas horas, mas o orbe será consertado. Não temos muitos quartos aqui, mas podemos acomodar todos razoavelmente bem.

Nem tanto. Quando a noite caiu, os aventureiros descobriram que havia apenas um quarto disponível, além do quarto de Selwyna. No quarto da jovem, ficaram ela, Astreya e Bulma. Entediada, a meio orc rapidamente adormeceu, mas, as duas meio elfas passaram várias horas conversando sobre visões e principalmente, sobre pessoas queridas e importantes. Pessoas com que se queria estar, mas por algum motivo ou outro, este desejo era momentaneamente negada pelo destino.

Já no quarto de Nubling, ficaram Oyama, Hargor, Erol e Aramil enquanto o gnomo trabalhava. Aramil se enfureceu com o fato e disse que Oyama só poderia entrar lá após tomar um banho; o monge, por mera diversão, fez questão de demonstrar os piores hábitos de higiene imagináveis e os quatro heróis passaram uma noite bastante conturbada em meio a gargalhadas, vinho, arrotos e ameaças de morte.

Ao amanhecer, o mago gnomo entregou à Aramil o olho e Charoxx completamente restaurado, e fora da caverna, frente ao mesmo rochedo onde os heróis encontraram Nubling pela primeira vez, todos se despediram.
- Muito obrigado por sua ajuda, nobre amigo – disse Hargor apertando a mão de Nubling – e não se preocupe, pois não falharemos.
- Confio em vocês – respondeu Nubling sorrindo – se vocês foram capazes de arrancar o olho de um dragão abissal, conseguirão superar isso também!
- É assim que se fala – disse Oyama dando um tapa nas costas do gnomo – este demônio vai virar esterco quando acabarmos com ele.
- Obrigada por tudo, Selwyna – disse Astreya à jovem feiticeira enquanto trocavam um forte abraço – Fique tranqüila, pois tudo dará certo.
- Espero que sim, minha amiga – respondeu Selwyna com um sorriso – e que logo possamos comemorar alguns casamentos também.

Ao terminar de preparar sua magia de teletransporte e reunir todo o grupo, Aramil se voltou para Nubling e disse:
- Você tem uma grande habilidade, Erkenwald; uma habilidade pouco vista mesmo entre os elfos. Obrigado, e adeus.

Quando o grupo desapareceu, Nubling se virou para Selwyna e disse:
- Você está preocupada.
- Não é nada... – respondeu a feiticeira, tentando esconder a tristeza.
- Eu conheço você, querida – disse Nubling segurando a mão de Selwyna - Diga-me o que há. Está preocupada com o desfecho do que há de ocorrer na Torre do Desespero?
- Não... – respondeu ela em tom sombrio.
- Então com o que? – perguntou Nubling com uma expressão bastante preocupada no rosto – o que você viu?

- Eles irão para um lugar antes de partirem para a Torre dos Desesperos – disse ela enquanto uma lágrima escorria pelo seu rosto – e neste lugar, um deles, não sei ainda quem, irá perecer de uma forma terrivelmente brutal.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Gaia

Em Midgard, Gaia, a deusa grega da terra, nasceu após Caos e era a segunda divindade primordial, com imensa força criadora, sendo a base que sustenta todas as coisas. A hipótese de Gaia vê a terra como um ser vivo, integrado, mãe de tudo e de todos. E pode-se dizer que não é de hoje a ideia de que a Terra e tudo que há nela está vivo e tem um espírito.... shamans e sacerdotes de vários povos e culturas são descritos como aqueles que evocam espíritos da natureza. Fadas, gnomos, ondinas (espíritos da água) e salamandras (espíritos do fogo) são mencionados, de formas variadas, em diversas culturas.

Em Elgalor, existem aqueles que pouco entendo mas muito admiro, que lidam com a natureza, suas formas e seus espíritos. Aos druidas, eu costumo cantar em homenagem a entidade de Gaia, a mãe-natureza, e aos elfos e fadas que tanto a prezam. E neste dia, trago-vos as canções que já entoei em louvor à pureza e ao poder da natureza e de seus habitantes.


Gaia - Maggie Reilly


Greenwaves - Secret Garden

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Aníron - I desire

Boa-tarde, caros amigos e visitantes. Continuando com meu humilde objetivo de dividir convosco algumas das pérolas compostas para a película cinematográfica de O Senhor dos Aneís, hoje trago-vos a bela Aníron, a balada de amor de Aragorn e Arwen.

Cantada pela famosa barda de ares célticos Enya, Aníron possuí uma linda letra em élfico, que evoca os sentimentos do nobre guardião e futuro rei de Gondor pela Estrela Vespertina, ou Undómiel, em élfico.



O môr henion i dhû:Ely siriar, êl síla.

Ai! Aníron Undómiel.

Tiro! Êl eria e môr.

I 'lîr en êl luitha 'úren.

Ai! Aníron...


'From darkness I understand the night:dreams flow, a star shines.

Ah! I desire Evenstar.

Look! A star rises out of the darkness.

The song of the star enchants my heart. Ah! I desire...'



Aníron - Enya



Uma bela e onírica canção...

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

O Senhor dos Anéis - Rohan

Que esse seja o início de mais uma bela tarde para vós, visitantes e companheiros! Trago-vos nesse dia ainda outra canção de Howard Shore para nosso amado épico O Senhor dos Anéis... Dessa vez, os instrumentos tocam a canção tema do povo de Rohan, que é uma das melodias mais belas feitas para esta emocionante saga, em minha humilde opinião...





Rohan - The Lord of the Rings Symphony


quinta-feira, 29 de julho de 2010

Nocturne

Boa-noite, bravos companheiros e amigos! Hoje trago-vos algumas belas melodias que me lembram do período mais escuro mas também deveras belo e pacífico de nossos dias... na noite refletimos, sonhamos e temos uma pequena noção da imensidão de nosso universo, quando olhamos as estrelas e enxergamos o quão vasto é o céu que nos abriga.





Vangelis - 12 o'clock



Secret Garden - Nocturne
Que os ventos da paz e da tranquilidade sempre vos acompanhem...

quarta-feira, 28 de julho de 2010

As Crônicas de Elgalor - Capítulo 11: O gnomo, a bruxa e o demônio (Parte 2)



Caros amigos e visitantes! É com grande honra que trago hoje novamente, sob a benção de Odin, o décimo primeiro capítulo das Crônicas de Elgalor, novamente trazendo participações especiais...

Espero que gostem, porque eu gostei muito!
Que os ventos da boa fortuna estejam sempre convosco, bravos aventureiros!

As Crônicas de Elgalor - Capítulo 11: O gnomo, a bruxa e o demônio (Parte 2).

Por Odin

Após percorrer uma trilha sinuosa na Floresta de Kharnat por mais de meia hora, os aventureiros se depararam com um grande rochedo, e com um gnomo que os saudou, se apresentando como Nubling Erkenwald.

O gnomo fez mais uma mesura aos aventureiros e disse:
- Espero que os guardiões da floresta de Kharnat não tenham lhes trazido problema. Com toda esta maldade que parece ter tomado conta de nosso mundo, eles estão mais alertas, e até um pouco paranóicos.
- Foi por isso que viemos – disse Astreya baixando a cabeça em sinal de respeito – Meu nome é Astreya, estes são meus amigos Erol, Aramil, Hargor, Bulma e Oyama. Viemos à sua procura, senhor Erkenwald.
- Entendo... – respondeu o gnomo coçando seu cavanhaque enquanto pensava por alguns instantes – bem, vamos entrar e tomar um chá enquanto vocês me contam toda a história.

Neste momento, Nubling se virou para o grande rochedo e fez gestos rápidos e precisos com sua pequena mão. Um portal esverdeado surgiu instantaneamente.
- Vamos, entrem – disse o gnomo sorrindo enquanto pulava no portal – não tenham medo!

Os aventureiros se entreolharam por alguns instantes e Astreya disse:
- Ele parece uma boa pessoa.
- Para você, qualquer um que não tenha um par de chifres e língua bifurcada parece uma boa pessoa, Astreya – resmungou Aramil.
- Já viemos até aqui – disse Hargor – vamos entrar.
- Espero que ele tenha mais do que chá para servir – disse Bulma – estou com fome.
- Haha - gargalhou Oyama – um pernil e um caneco de cerveja realmente cairiam bem agora...

Nisso os heróis passaram pelo portal. Ao chegar do outro lado, se surpreenderam, ao ver um imenso salão dentro da montanha, com diversas pedras exóticas que emitiam luzes de várias cores, estantes com centenas de livros e pergaminhos, um bem equipado laboratório de alquimia e muitos vidros contendo os mais variados tipos de poções. Satisfeito ao ver a expressão de espanto no rosto de todos os heróis, exceto Aramil, que se mostrava totalmente indiferente, Nubling conduziu todos até uma sala separada, que era iluminada por velas e pedras brilhantes, onde uma grande e bela mesa estava preparada, com oito pratos e xícaras, vários pães, uma cesta de biscoitos, muito queijo, duas grandes jarras brancas e três bules de chá.
- Você sabia que viríamos ou vive com mais alguém? – perguntou Erol desconfiado, ao pensar que seria impossível ter arrumado aquela mesa para tantas pessoas em tão pouco tempo.
- Na verdade, ranger – disse Nubling se sentando na ponta da mesa – tomei conhecimento da presença de vocês quando Astreya começou a cantar. Alguns animais amigos meus ouviram a bela canção e me avisaram que “amigos dos elfos” estavam na floresta. Mas, você está certo. Comigo, temos sete pessoas aqui e oito cadeiras.
- Então você vive com mais alguém? – perguntou Astreya.
- Minha sobrinha – respondeu Nubling se servindo de chá –ela logo se juntará à nós. Agora sentem-se, comam e me contem como eu posso ajudá-los.

Durante cerca de uma hora, Astreya, Oyama e Hargor cotaram toda a história à Nubling. Aramil permaneceu calado e taciturno o tempo todo, enquanto Oyama e Bulma devoravam os pães felizes ao saber que as jarras brancas continham vinho. Vinho anão.
Todos, exceto Aramil comeram e beberam.
- O vinho é ótimo – disse Hargor ao beber uma caneca inteira de uma vez.
- Sim, vem das Montanhas de Ferro – respondeu Nubling orgulhoso, pois vira que todos estavam apreciando muito sua refeição. Todos, exceto...
- Lorde Aramil – disse em tom de brincadeira Nubling - coma, garanto que não há nada envenenado hoje.
- Obrigado, mais não estou com fome – respondeu o elfo.
- Os.. os biscoitos estão uma delícia, senhor Nubling – disse Astreya sinceramente, mas envergonhada pelo comportamento de Aramil.
- Fui eu mesmo quem fiz! – exclamou Nubling – Então, vocês querem que eu conserte o olho do dragão, não é? Deixem-me vê-lo.
Aramil tirou de sua bolsa mágica o olho de Charoxx, que era maior do que uma bola de cristal. Nubling pegou o orbe nas mãos e observou-o atentamente. Por fim disse:
- Vocês fizeram bem em trazer isto a mim... ele está instável, e no máximo amanhã vai explodir se não for consertado. O que talvez vocês não saibam, é que este olho, além de uma chave mágica, é também a filactéria que contém a alma de um dragão lich.

Todos ficaram boquiabertos com a revelação. Nem mesmo Aramil conseguiu esconder seu espanto.
- O guardião da Torre do Desespero é um dragão lich que era ligado à Charoxx – disse Astreya – se a filactéria pertencer a ele...
- Podemos usar o orbe para abrir a Torre e depois destruí-lo – completou Hargor.
- Sim! – exclamou Nubling – parece que finalmente vocês tiveram um pouco de sorte.

- Não – ecoou uma voz doce, porém firme vinda das sombras de uma parede lateral – não tiveram.
Os aventureiros e Nubling se viraram para a sombra e viram uma bela jovem meio elfa, trajando um vestido vermelho e um longo manto negro. Sua pele era clara, seus cabelos ruivos e os olhos castanhos. Ela parecia séria, como se estivesse controlando um grande pavor.
- Esta é Selwyna, minha sobrinha adotiva – disse Nubling tentando amenizar um pouco o tenso clima que se instalara.
- Selwyna – disse Astreya como se estivesse se lembrando de algo – A profetisa, a Bruxa da Rosa Negra?
- A própria – respondeu Nubling olhando fixamente para a sobrinha, começando a ficar preocupado – o que houve, querida?
- Sabendo que o guardião original não teria condições de oferecer resistência – disse Selwyna enquanto se aproximava - o mestre da Torre do Desespero trouxe diretamente de Pandemônio, da Cidadela do Massacre de Erythnul, uma criatura terrível.
- Quem? – perguntou Hargor em tom severo.

Quando Selwyna abriu a boca para dizer o nome, as pedras brilhantes que iluminavam a sala repentinamente se apagaram. Um vento frio e cortante surgiu do nada, apagando as velas da mesa, deixando o recinto na mais completa escuridão.

Subitamente, o vento se tornou mais forte, e trazia consigo ruídos terríveis de mulheres e crianças agonizando enquanto eram brutalmente assassinadas, sons de ossos se partindo e gargalhadas. Muitas gargalhadas.