Bem-vindos!

Bons amigos, valorosos guerreiros da espada e da magia, nobres bardos e todos aqueles com quem tiver o prazer de cruzar meu caminho nesta valorosa, emocionante e por vezes trágica jornada em que me encontro! É com grande alegria e prazer que lhes dou as boas-vindas, e os convido a lerem e compartilharem comigo as crônicas e canções que tenho registradas em meu cancioneiro e em meu diário...Aqui, contarei histórias sobre valorosos heróis, batalhas épicas e grandes feitos. Este é o espaço para que tais fatos sejam louvados e lembrados como merecem, sendo passados a todas as gerações de homens e mulheres de coração bravo. Juntos cantemos, levando as vozes daqueles que mudaram os seus destinos e trouxeram luz a seus mundos a todos os que quiserem ouvi-las!Eu vos saúdo, nobres aventureiros e irmãos! Que teus nomes sejam lembrados...
(Arte da imagem inicial por André Vazzios)

Astreya Anathar Bhael

domingo, 22 de agosto de 2010

As Crônicas de Elgalor - Capítulo 14: Thurxanthraxinzethos


Estimados companheiros! É com grande honra e alegria que trago-vos hoje o décimo quarto capítulo das Crônicas de Elgalor, mas uma vez sob a benção e a pena de Odin!
Boa leitura, e que os ventos da boa sorte sempre soprem em vosso favor.

As Crônicas de Elgalor - Capítulo 14: Thurxanthraxinzethos


Levados pela magia de teletransporte de Aramil, o grupo de heróis foi conduzido para a Grande Floresta de Elvanna, lar dos elfos silvestres. Para o espanto de todos, o local estava em chamas, e era mais fácil ver fogo e fumaça do que árvores naquele local.

- Chegamos muito tarde? – Exclamou Astreya temendo pelo pior.
- Não... – respondeu Erol examinando atentamente o ambiente a seu redor – o fogo começou a se alastrar a pouco tempo. Ainda podemos fazer alguma coisa.
Aramil ergueu seu cajado dourado e começou a recitar uma magia:
- Nobres filhos da água e do vento, atendam agora meu chamado. Que vós e vossas crianças dancem intensamente nesta grande floresta, e que o fogo recue perante vossa força.
Instantes depois, o cajado do mago brilhou, e dois grandes elementais, um de água e outro de vento, seguidos por dezenas de espíritos elementais menores, se espalharam e começaram gradualmente a apagar o fogo daquela região.
- Os espíritos não serão capazes de apagar todo o fogo, mas impedirão que ele se alastre – disse Aramil – ao menos nessa região.
- A situação é bem pior do que eu imaginava – comentou Hargor com um semblante ainda mais sério no rosto – Segundo as lendas, Elvanna possui um encantamento semelhante àquele que protege Sindhar, uma barreira poderosa que impede qualquer um que não tenha sangue élfico de colocar os pés na floresta. Se o teletransporte conseguiu trazer Oyama, Bulma e a mim para dentro, significa que a barreira já foi destruída.
- É provável – respondeu Aramil em um tom sombrio.


Erol se abaixou, deslizou seus dedos sobre o solo e estudou-o por alguns instantes. Quando se deu por satisfeito, levantou-se e olhou para seus companheiros.

- Um grupo grande de criaturas bípedes e pesadas passou por aqui há menos de meia hora – disse o ranger - Cerca de vinte, e provavelmente estavam armaduradas. Uma delas, a maior de todas, estava visivelmente na frente, como se conduzisse a pequena tropa. Se formos rápido, podemos interceptá-los.
- Isso será difícil se corrermos no meu ritmo - resmungou Hargor – Oyama, Bulma e Erol são os mais rápidos e devem ir na frente para ganharmos tempo. Astreya, Aramil e eu seguimos logo atrás.
- Não é sábio nos separarmos, mas dada a situação – ponderou Aramil – não temos escolha.
- É verdade – respondeu Astreya – Vão, amigos, o mais rápido que puderem!

Erol concordou acenando a cabeça e o ranger, Oyama e Bulma se adiantaram rapidamente na frente. Apesar da grande dificuldade que era seguir rastros enquanto se está correndo, Erol era um ranger bastante experiente e conhecia bem aquela floresta. Por onde passavam, ele deixava uma marca com sua espada, para que Astreya, Aramil e Hargor pudessem saber para onde ele e seu grupo estavam indo.

Após alguns minutos de marcha rápida através de um caminho muito tortuoso, Erol e seus companheiros já podiam ouvir sons de gritos e espadas se chocando. Agora, sem a necessidade de seguir rastros, os três combatentes correram com todas as forças de suas pernas, e puderam ver uma grande clareira, e uma feroz batalha em curso.

Os vigorosos elfos silvestres, usando bem trabalhadas e resistentes armaduras verdes escuro, brandiam habilmente suas belas espadas élficas contra um exército de guerreiros meio dragões de couro vermelho, que trajavam pesadas armaduras peitorais e portavam grandes espadas curvadas e escudos. Ao lado dos elfos, vários animais como lobos, ursos e até leões batalhavam ferozmente. No chão, jaziam os corpos de pelo menos cinqüenta guerreiros e guerreiras élficas, e um número semelhante de meio dragões e animais selvagens. Apesar do combate parecer equilibrado naquele local, mais e mais meio dragões vermelhos pesadamente armadurados adentravam o campo de batalha.
- Eles estão vindo por todos os lados – disse Erol sacando suas espadas enquanto corria na direção de um meio dragão.
- Ótimo! – gritou Bulma enquanto rosnava e entrava em um estado de fúria sanguinária.
Oyama, que era capaz de correr ainda mais rápido que seus companheiros, avançou, deu um salto para frente e desferiu um poderoso chute circular que atingiu a cabeça de uma meio dragão com a força de dez martelos. A criatura baqueou, rosnou e furiosamente desferiu um golpe de sua pesada espada contra o monge.
- Isso não vai ser fácil – resmungou Oyama para si mesmo enquanto se esquivava do golpe de seu inimigo e desferia um soco certeiro bem na garganta do meio dragão, que por muito pouco não permaneceu de pé – isso não vai ser fácil...

Sabendo que o couro dos meio dragões era extremamente resistente, e que além disso eles estavam bastante armadurados, Erol conteve sua velocidade e permitiu que o meio dragão que enfrentava atacasse primeiro. O meio dragão desferiu uma mordida que teria arrancado o braço do ranger se ele não tivesse desviado, e em seguida, golpeou furiosamente com sua espada. Erol bloqueou com dificuldade o golpe de seu inimigo com a espada de sua mão esquerda, firmou sua base, e com o braço direito enterrou sua outra espada no olho do meio dragão, que uivou de dor e em seguida caiu morto no chão.

Bulma correu na direção de um meio dragão completamente sedenta por sangue. Ela já estava há dias sem lutar e desejava compensar todo este período de morosidade neste combate. O meio dragão, ao reconhecer que aquela era uma oponente que poderia fazer frente a sua força física, respirou fundo e lançou um sopro de fogo em direção à bárbara meio orc. Bulma apenas protegeu os olhos com os braços e continuou em frente, sentindo seu corpo queimar, mas sem diminuir o ritmo de seu ataque em momento algum. Surpreso, o meio dragão posicionou seu escudo e se preparou para desferir uma poderosa estocada no peito da bárbara. Bulma, no entanto, por puro instinto se esquivou do golpe de espada e baixou ferozmente seu machado sobre o braço do meio dragão, arrancando-o impiedosamente. Tomado pela dor e pela surpresa, o meio dragão cambaleou, e quando se posicionou novamente, foi apenas para ver o feroz machado de Bulma atravessando seu pescoço com uma força indescritível.

O combate prosseguiu intenso por mais alguns minutos; nobres guerreiros elfos, animais selvagens e poderosos meio dragões caiam um a um em meio a uma imensa carnificina, até no fim só restarem Oyama, Erol e Bulma de pé no campo de batalha. De pé, mas extremamente feridos.

- Irmão... – disse um guerreiro elfo à Erol, com grande dificuldade. Ele estava caído no chão com um grave ferimento em seu abdômen - Vocês precisam salvar o rei Karanthir. Se Thurxanthraxinzethos chegar até ele, estaremos todos condenados...
- Quem? – perguntou Oyama.
- Provavelmente o líder dos meio dragões – respondeu Erol ao ver que o guerreiro elfo perecera devido à gravidade de seu ferimento – precisamos partir agora. O Grande Carvalho do rei Karanthir fica a norte daqui. Porém...
- Porém o que, elfo? – interrompeu Bulma enquanto cuspia sangue.
- Se formos neste estado, não ajudaremos em nada – respondeu o ranger irritado, observando que os três mal conseguiam se manter de pé – precisamos esperar Hargor e Astreya.
- Não... – disse Oyama colocando a mão em uma pequena bolsa presa a seu pesado cinturão - Quando saímos de Darakar, Hargor meu deu isto para eventuais emergências.
O monge tirou três pequenas poções, abriu e tomou uma e deu as restantes para Erol e Bulma.
- Bebam – disse ele enquanto seus ferimentos lentamente se fechavam- Eu ainda tenho mais uma sobrando.
- Ótimo – respondeu Erol bebendo sua poção enquanto fazia uma pequena marca no chão com sua espada, para indicar a seus amigos o caminho que os três haviam seguido.
- Vamos logo – disse Bulma após tomar a poção e sentir suas forças retornarem – quero ver como é esse tal de Thurxanthraxinzethos...

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

O Cancioneiro está em festa!

Olá, nobres amigos e viajantes! A alvorada deste dia nos trouxe boas notícias e um pouco mais de luz para nossos corações! Depois de muita deliberação e discussão nos Salões de Odin, o julgamento de Selwyna Alhanadel, também conhecida como a Bruxa da Rosa Negra, terminou com o prevalecimento da justiça, mas também da misericórdia. Selwyna foi absolvida de seus crimes, e, como punição, deverá trabalhar 10 anos em prol da luz, lutando contra bruxos, demônios e feiticeiros que utilizem seus poderes arcanos para causar o mal, assim como foi proclamado em Valhalla. Tudo isso, juntamente ao paladino Aldharon, seu amado. Desejo que possam encontrar muita luz em seu novo caminho, e declaro que meu humilde cancioneiro está em festa!

Parabéns a todos aqueles que participaram, em especial àqueles que lutaram arduamente para que Selwyna fosse absolvida. Que Pelor e Corellon esteja convosco!

E, como comemoração, uma bela e alegre música se encontra nas minhas novas "Partituras do Cancioneiro", ao lado. Recomendo a vós que ouçam "Daughters of Erin" toda vez que estiverem tristes e desanimados. É um ótimo remédio. Além disso, não poderia deixar de trazer-vos novas canções neste pergaminho que vos escrevo:


Celtic Woman - Spanish Lady


Celtic Woman - Reels (jigas irlandesas nunca falham em deixar-nos felizes!)

Duas festivas músicas para vós, interpretadas pelas magníficas bardas do grupo Celtic Woman! Um brinde, e festejemos!

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Josephine Wall

Saudações, caros companheiros de jornada! Parece-me que compromissos profissionais e acadêmicos vem afetando todos os nossos alter-egos mortais, portanto, desculpo-me pela demora em disponibilizar-lhes um novo pergaminho. Neste dia, venho divulgar não alguma canção ou grupo de bardos, mas sim uma pintora que muito admiro!

Josephine Wall, nascida na Inglaterra em 1947, é uma talentosa pintora e escultura de temas relacionados à fantasia. Seu trabalhos me encantam pela mistura de cores e imagens que ela utiliza de maneira primorosa, de forma que suas pinturas oníricas parecem nos levar a uma dimensão diferente com sua beleza e vivacidade.

A artista já teve um livro lançado com suas pinturas e escritos "The Fantasy World of Josephine Wall" e decorou com elas uma bela pousada na Inglaterra, a Enchanted Manor. Se quiserem saber mais sobre esses feitos, conferir as obras da artista e conhecê-la mais de perto, visitem seu belo site clicando aqui.

Mas, se quiserem conferir as obras delas acompanhadas de uma bela canção, basta conferir o vídeo abaixo!





Que os ventos da fantasia estejam convosco, caros amigos!

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

As Crônicas de Elgalor - Capítulo 13: Fúria


Boa-noite, caros amigos! É com grande honra que trago-vos hoje, sob a pena e a benção de Odin, o décimo terceiro capítulo das Crônicas de Elgalor.


Boa leitura, e que os ventos da boa sorte e da amizade sempre vos acompanhem!


As Crônicas de Elgalor - Capítulo 13: Fúria

O teletransporte de Aramil levou o grupo até uma pequena colina, isolada em uma grande e cinzenta planície. O céu estava escuro, coberto por nuvens negras e mal cheirosas, enquanto o chão da colina parecia cinzento e completamente sem vida. Ao longe, os aguçados olhos dos elfos podiam ver uma imensa torre, cujo topo parecia rasgar impiedosamente o próprio céu.
- Aramil... – disse Oyama olhando para a vastidão ao redor deles – não dava para nos levar um pouco mais perto?
- Por que parar perto da torre quando podemos fazer uma caminhada agradável de vinte quilômetros nesta bela paisagem repleta de orcs, wargs e demônios que vivem no subterrâneo? – respondeu Aramil com um insuportável tom de sarcasmo.
- Era só falar que você não consegue nos levar para perto, mago – respondeu Oyama rindo em tom de provocação – nós compreendemos as suas limitações.
- Meus parabéns – retrucou Aramil – talvez algum dia eu seja capaz de compreender a extensão das suas também.
- Calem a boca – gritou Bulma – onde nós estamos?
- Nas Terras Sombrias – respondeu Astreya, demonstrando repentinamente estar sentindo-se um pouco tonta – uma grande guerra entre diabos e demônios ocorreu aqui eras atrás, e devastou invariavelmente toda a região a sul do Deserto de Kamaro. Se não lacrarmos o Tomo dos Cânticos Profanos na Torre do Desespero, esta paisagem vai se espalhar por toda Elgalor dentro de alguns anos.
- Você está bem, jovem? – perguntou Hargor.

Antes que Astreya pudesse responder, ela perdeu os sentidos e caiu, sendo segurada às pressas pelo clérigo anão. Hargor deitou cuidadosamente a barda no chão, e percebeu que ela estava com muita febre.
- O que significa isso, Hargor? – perguntou Erol se aproximando – o ar deste lugar fez isso com ela?
- Não – respondeu Aramil – se ficarmos muito tempo aqui, realmente adoeceremos, mas isso levaria dias. Ela deve estar tendo alguma de suas visões.
- Sim – disse Oyama observando a barda – desde que nos reencontramos, ela não havia tido nenhuma visão, e eu até achei que elas tinham passado, mas...

Neste instante, Astreya emitiu um grito de pavor indescritível, e levantou seu tronco do chão, ficando sentada. Seus olhos estavam arregalados e sua boca parecia totalmente seca.
- Erol, Bulma, vigiem o perímetro – disse Hargor se abaixando e dando o cantil de água para Astreya – este grito pode ter chamado a atenção das criaturas deste lugar.
- “Pode” – disse Aramil olhando ao redor.
Erol e Bulma se posicionaram cada um de um lado diferente da colina com as armas em punho.
- Astreya, você está bem? – perguntou Oyama.
Vendo que a barda ainda parecia em choque, Hargor fez uma rápida oração e envolveu Astreya em uma tênue aura de energia, que lentamente fez com que a meio-elfa se acalmasse e recobrasse plenamente os sentidos.
- Obrigada, Hargor, e a você também, Oyama – disse a barda bebendo um pouco de água – Nós temos que sair daqui agora.
- O que você viu? – perguntou Aramil relutante, pois sabia que as visões de Astreya, apesar de confusas e enigmáticas, sempre traziam consigo uma verdade terrível – O demônio guardião da Torre?
- Não, não é nada relacionado à Torre – respondeu a barda se levantando – É algo muito mais sério, e muito pior.
- Muito bem, agora você conseguiu oficialmente me deixar preocupado – disse Oyama – O que está acontecendo, Astreya?
- Minha visão foi confusa, mas bastante real – respondeu a barda tentando organizar seus pensamentos para transmitir sua visão da maneira mais clara e coerente possível.

- Vi uma grande floresta, um imenso reino élfico – disse Astreya – não parecia Sindhar ou Sírhion. Um imenso dragão vermelho sobrevoou árvores de aparência milenar, e uma horda de orcs e meio dragões adentrou a floresta destruindo brutalmente os elementais e Ents que tentavam proteger o local. Os elfos lutaram, e destruíram praticamente todo o exército invasor, mas foram massacrados na batalha. O dragão queimou quase metade da imensa floresta, mas teve que fugir, pois percebeu que não era páreo para a fúria dos guardiões Ents que restaram. De pé, só havia duas pessoas. Um rei élfico, que usava uma coroa de madeira branca com uma safira incrustada, e um meio-dragão que trajava uma armadura negra e portava uma imensa espada flamejante. Por alguma razão, ele me assustava muito mais do que o dragão vermelho.

- Você está se referindo ao reino de Elvanna, o lar dos Elfos Silvestres – disse Erol, prestando atenção às palavras de Astreya enquanto vigiava – boa parte de meu treinamento como ranger se deu lá.
- Como suas visões sempre avisam sobre o que está para acontecer – observou Bulma – ainda temos tempo de chafurdar os desgraçados no próprio sangue. A torre pode esperar.
- Continue, Astreya – disse Hargor.
- O rei e o meio dragão lutaram – disse a barda – após uma luta intensa em meio às chamas, o meio dragão enterrou sua espada flamejante no peito do rei élfico e jogou seu corpo nas chamas. Logo depois disso...
- Astreya? – perguntou Oyama ao ver que sua amiga havia novamente ficado completamente pálida.
- ... depois disso – continuou Astreya se recompondo – o meio dragão arrancou a cabeça do rei élfico e gargalhou enquanto a levantava no ar. Tudo ficou escuro depois disto, e então...
- A profecia de Gruumsh – interrompeu Aramil completamente perplexo, ao entender onde a história de Astreya levaria – Se os malditos conseguirem a cabeça do rei Karanthir...
- Sim – gritou Astreya enquanto lágrimas escorriam de seu rosto – saindo da escuridão, eu vi a sombra de um orc caolho enorme, carregando um imenso machado e rumando com um exército gigantesco sobre Sírhion e Sindhar, matando e destruindo tudo o que podiam encontrar. Mulheres, crianças, TUDO!
- Não podemos deixar isso acontecer – disse Hargor furioso, imaginando que o mesmo poderia acontecer com seu povo se um rei anão também tombasse diante de tais inimigos – Aramil, você pode nos levar para Elvanna?
- Agora mesmo – disse o mago cheio de ódio em sua voz. Apesar de não dedicar sua vida em prol de seu povo, como os reis Coran e Thingol faziam, ele jamais permitiria que os membros de sua raça sofressem tamanha dor.
- Enxugue os olhos, Astreya – disse Bulma gentilmente (para seus padrões) enquanto abria um sorriso assustador – Vamos matar e desmembrar muitos orcs e meio-dragões. Deixe que eles derramem lágrimas enquanto imploram inutilmente por misericórdia. Hahahahahaha!
- Vamos – disse Erol com o frio olhar de um assassino – minhas espadas estão sedentas.
- É assim que se fala – disse Oyama vibrando com a expectativa da batalha que logo ocorreria – estes desgraçados não sabem com quem mexeram!
- Moradin, grande Senhor e Pai dos anões – gritou Hargor erguendo seu martelo – conceda-nos sua benção e sua fúria divina nesta batalha! Que a força de teu martelo e o vigor de tua bigorna preencham nossos corpos e espíritos.
- Sim, meus amigos – disse Astreya enxugando as últimas lágrimas de seu rosto – vamos dar um basta nisso.

Aramil conjurou mais um teletransporte e todos os bravos heróis desapareceram em um piscar de olhos. Coincidência ou não, um relâmpago rompeu no céu neste exato instante...

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

O Bardo e a Estrela

Bardos apaixonados são capazes de fazer belas coisas... Cathal McGarvey, provavelmente amando uma jovem de nome Rose McCann, compôs a letra para esta linda melodia que é uma de minhas canções de taverna favoritas. A balada, apesar de possuir uma letra que narra o ponto de vista de um jovem enamorado, fica surpreendentemente bela entoada pela voz feminina.


Espero que possam aproveitar e apreciar esta bela música da tradição irlandesa tanto quanto esta humilde barda que vos fala. Para vós, trago esta noite duas encantadoras versões de "Star of the County Down" (County Down é um dos seis condados da Irlanda do Norte).






Star of the County Down - Margaret Brennan and Sheoda



Star of the County Down - Celtic Experience



Sláinte! (Palavra comumente utilizada em brindes na Irlanda - em gaélico, significa "saúde").

terça-feira, 10 de agosto de 2010

O Senhor dos Anéis - Valfenda

Posso-vos dizer que uma das cenas que mais encantou meu alter-ego mortal em O Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel, foi o primeiro vislumbre que se tem da bela Valfenda no filme. Trago-vos esta noite a canção que acompanha tal cena e que fez Valfenda se tornar ainda mais bela do que imaginávamos...






Many meetings - The Lord of The Rings Soundtrack (Howard Shore)

E por falar nisso, Valfenda e Rohan foram as locações favoritas de meu alter-ego mortal em O Senhor dos Anéis (em termos estéticos, digamos assim). Quais foram as vossas, bravos visitantes e aventureiros?

sábado, 7 de agosto de 2010

As Crônicas de Elgalor - Capítulo 12: O gnomo, a bruxa e o demônio (Parte 3).


Nobres e caros amigos! Com grande alegria, trago-vos esta noite o décimo segundo capítulo das Crônicas de Elgalor, sob a benção e a pena de Odin! Mais uma vez temos ilustres convidados e fatos deveras emocionantes. Não deixem de conferir!


As Crônicas de Elgalor - Capítulo 12: O gnomo, a bruxa e o demônio (Parte 3).


Por Odin.


Em meio à escuridão repentina e ao vento cortante que tomou a sala, todos ouviram uma forte gargalhada, seguida por uma voz alta e perturbadora, que parecia ecoar diretamente na mente de cada um deles:
- Há quanto tempo, velho Nubling... E você, bastardinha estraga prazeres, achou que seus avisos histéricos poderiam salvar vocês de mim?
- Quem ou o que é este idiota? – perguntou Oyama.
- O novo guardião, eu suponho – disse Aramil enquanto conjurava sutilmente uma magia para tentar descobrir se tudo aquilo se tratava de uma ilusão ou se a criatura realmente estava entre eles.
- Estes são realmente os ventos de pandemônio – disse Hargor em tom severo – mas não consigo sentir o foco de toda a energia profana que está ao redor de nós.
- Isto é porque – disse Selwyna em tom de desafio à criatura – ele não pode sair da torre, a menos que um ritual seja realizado.
- E este ritual logo será realizado - respondeu a criatura com uma malícia absurda – Não vai me cumprimentar, Nubling?
- Você... – disse Nubling remoendo memórias e colocando seus pensamentos em ordem – eu não conheço. E se achas que sou tolo a ponto de dizer teu nome e intensificar assim sua presença em minha casa, você também não sabe com quem está falando!
- Esta criatura seguiu você até aqui, feiticeira? – perguntou Erol olhando na direção de Selwyna.
- Não, ranger, ele seguiu vocês – respondeu Selwyna – eu fui alertada pelos espíritos que habitam o Lago de Cristal, e vim para cá o mais rápido que pude.
- Demônio, a menos que você vá descer aqui para ser espancado – disse Oyama estralando os nodosos dedos de suas mãos - suma logo porque estamos no meio de uma refeição.
- Hahahahahahaha – você vai ser o primeiro, monge imundo – gargalhou a criatura.

No instante seguinte, o vento parou de soprar, e as luzes novamente se acenderam.
- Por Corellon, Nubling, o que foi isso? – perguntou Astreya.
- Um antigo conhecido - respondeu o gnomo pensativo – que se perdeu completamente em seu caminho.
- Meio humana, você disse que ele veio atrás de nós – disse Aramil olhando com desconfiança para Selwyna – e há um ritual que supostamente irá liberá-lo da torre. O que você sabe sobre...
- “Meio humana” – interrompeu Selwyna – está insinuando alguma coisa, mago?
- Perdão, talvez eu deva chamá-la de bruxa mirim – respondeu Aramil irritado.
Enfurecida, Selwyna se aproximou de Aramil com o punho fechado e desferiu um soco, quando sentiu a mão forte de Hargor segurando gentil, mas firmemente seu pulso.
- Ele não vale o esforço, minha jovem – disse o anão olhando severamente para Aramil.
- Aramil – gritou Astreya – nós somos convidados aqui!
- Humph – resmungou o mago – eles sabem muito mais do que estão nos dizendo, sua tola. Mas como queiram...
- Peço desculpas a ti, nobre feiticeira meio- ELFA – disse Aramil fazendo uma reverência a Selwyna – Agora, se puderes, por gentileza explicar qual a relação que este monstro tem conosco...
- Guarde suas desculpas hipócritas para si mesmo, mago – disse Selwyna aborrecida.
- Querida, por favor... – disse Nubling ainda tenso, tentando acalmar sua sobrinha.
- A relação entre vocês e este demônio, arqui-mago de Sindhar – disse Selwyna olhando fixamente nos olhos de Aramil - é que vocês precisam passar por ele para chegar ao topo da Torre do Desespero, e ele precisa devorar o coração de cinco de vocês para ficar livre em nosso mundo. Este é o ritual, e esta é a relação.
- Ele realmente veio atrás de nós... – disse Astreya – nos desculpe pelo incômodo, senhor Nubling, e obrigada por nos orientar, Selwyna.
- Se me permite perguntar, Selwyna, mais por necessidade do que por desconfiança – disse Hargor – como você soube de tudo isso? Que ele precisa do coração de cinco de nós para se libertar?
- Tenho o dom de fazer premonições, e sempre que algo importante está para acontecer, os espíritos do lago de cristal me chamam, e o contato com eles “direciona” e amplifica minhas premonições – respondeu Selwyna.
- Nossa... – disse Astreya sorrindo – tenho um dom semelhante também – parece que temos muito em comum além de agüentar as provocações de Aramil.
Selwyna sorriu, pela primeira vez naquele dia, mas logo em seguida se voltou para Nubling, que estava sentado sério e compenetrado.
- Qual é o problema, Gnomo? – perguntou Bulma, aborrecida por não poder ainda cravar seu machado no crânio do demônio.
- Amigo, se ele aparecer aqui, nós protegemos vocês – disse Oyama dando um tapa amigável no ombro de Nubling.

Nubling ficou em silêncio por um instante. Cruzou as mãos à frente do queixo e disse:
- Se eu consertar o orbe, vocês irão à torre e serão mortos por ele. Depois, aquele monstro ficará solto em nosso mundo. Se eu não consertar, vocês não entrarão na torre, e ele ficará preso eternamente, mas enquanto o Tomo lá dentro estiver aberto, nosso mundo será gradualmente tragado pela escuridão.
- Há uma terceira opção – disse Erol – e você sabe disso.
- Vocês vencerem? – disse Nubling desanimado – pouco provável, amigo ranger.
- Conserte o orbe – disse Hargor – nós cuidaremos do resto.
- Mas se não cuidarem... – interrompeu Nubling, extremamente preocupado.
- Selwyna, eu sei o que isto significa para vocês, - disse Astreya se voltando para a jovem bruxa - e que há coisas aqui que são dolorosas de serem sequer lembradas, mas por favor, confiem em nós.
- Tio... – disse Selwyna após considerar as palavras de Astreya – faça o que pedem. Deixemos o destino correr seu curso natural.

Após um longo silêncio, Nubling se levantou com um sorriso e disse:
- Muito bem, farei isso. Precisarei de algumas horas, mas o orbe será consertado. Não temos muitos quartos aqui, mas podemos acomodar todos razoavelmente bem.

Nem tanto. Quando a noite caiu, os aventureiros descobriram que havia apenas um quarto disponível, além do quarto de Selwyna. No quarto da jovem, ficaram ela, Astreya e Bulma. Entediada, a meio orc rapidamente adormeceu, mas, as duas meio elfas passaram várias horas conversando sobre visões e principalmente, sobre pessoas queridas e importantes. Pessoas com que se queria estar, mas por algum motivo ou outro, este desejo era momentaneamente negada pelo destino.

Já no quarto de Nubling, ficaram Oyama, Hargor, Erol e Aramil enquanto o gnomo trabalhava. Aramil se enfureceu com o fato e disse que Oyama só poderia entrar lá após tomar um banho; o monge, por mera diversão, fez questão de demonstrar os piores hábitos de higiene imagináveis e os quatro heróis passaram uma noite bastante conturbada em meio a gargalhadas, vinho, arrotos e ameaças de morte.

Ao amanhecer, o mago gnomo entregou à Aramil o olho e Charoxx completamente restaurado, e fora da caverna, frente ao mesmo rochedo onde os heróis encontraram Nubling pela primeira vez, todos se despediram.
- Muito obrigado por sua ajuda, nobre amigo – disse Hargor apertando a mão de Nubling – e não se preocupe, pois não falharemos.
- Confio em vocês – respondeu Nubling sorrindo – se vocês foram capazes de arrancar o olho de um dragão abissal, conseguirão superar isso também!
- É assim que se fala – disse Oyama dando um tapa nas costas do gnomo – este demônio vai virar esterco quando acabarmos com ele.
- Obrigada por tudo, Selwyna – disse Astreya à jovem feiticeira enquanto trocavam um forte abraço – Fique tranqüila, pois tudo dará certo.
- Espero que sim, minha amiga – respondeu Selwyna com um sorriso – e que logo possamos comemorar alguns casamentos também.

Ao terminar de preparar sua magia de teletransporte e reunir todo o grupo, Aramil se voltou para Nubling e disse:
- Você tem uma grande habilidade, Erkenwald; uma habilidade pouco vista mesmo entre os elfos. Obrigado, e adeus.

Quando o grupo desapareceu, Nubling se virou para Selwyna e disse:
- Você está preocupada.
- Não é nada... – respondeu a feiticeira, tentando esconder a tristeza.
- Eu conheço você, querida – disse Nubling segurando a mão de Selwyna - Diga-me o que há. Está preocupada com o desfecho do que há de ocorrer na Torre do Desespero?
- Não... – respondeu ela em tom sombrio.
- Então com o que? – perguntou Nubling com uma expressão bastante preocupada no rosto – o que você viu?

- Eles irão para um lugar antes de partirem para a Torre dos Desesperos – disse ela enquanto uma lágrima escorria pelo seu rosto – e neste lugar, um deles, não sei ainda quem, irá perecer de uma forma terrivelmente brutal.