Bem-vindos!

Bons amigos, valorosos guerreiros da espada e da magia, nobres bardos e todos aqueles com quem tiver o prazer de cruzar meu caminho nesta valorosa, emocionante e por vezes trágica jornada em que me encontro! É com grande alegria e prazer que lhes dou as boas-vindas, e os convido a lerem e compartilharem comigo as crônicas e canções que tenho registradas em meu cancioneiro e em meu diário...Aqui, contarei histórias sobre valorosos heróis, batalhas épicas e grandes feitos. Este é o espaço para que tais fatos sejam louvados e lembrados como merecem, sendo passados a todas as gerações de homens e mulheres de coração bravo. Juntos cantemos, levando as vozes daqueles que mudaram os seus destinos e trouxeram luz a seus mundos a todos os que quiserem ouvi-las!Eu vos saúdo, nobres aventureiros e irmãos! Que teus nomes sejam lembrados...
(Arte da imagem inicial por André Vazzios)

Astreya Anathar Bhael

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

As Crônicas de Elgalor – Capítulo 20: Uma Luz no fim do túnel

Olá amigos, companheiros e visitantes! Como prometido, é com grande honra e alegria que trago hoje com maior rapidez o vigésimo capítulo das Crônicas de Elgalor, capítulo especial por ser o de número 20 escrito pela pena de Odin, e também por concluir a batalha entre nosso grupo e o temível meio-dragão Thurxanthraxinzethos.

Boa leitura, e que os ventos da bravura e da amizade sempre soprem a vosso favor, bons amigos.


As Crônicas de Elgalor – Capítulo 20: Uma Luz no fim do túnel

Por Odin.

Thurxanthraxinzethos jogou Astreya no chão e se virou na direção do mago Aramil, que apontava seu cajado para ele com uma mão e com a outra segurava o pequeno, mas profundo ferimento em seu abdômen, que obviamente não foi feito pela espada flamejante do meio dragão.
- Então, sua “morte” foi um truque, maldito cheirador de flores? - Rosnou Thurxanthraxinzethos.
- Chama-se Som Fantasma, cria do inferno – respondeu Aramil com a habitual arrogância – se você não fosse tão inepto, teria percebido que nenhum mago seria idiota a ponto de entregar assim sua posição. Mas é claro, não posso esperar nada diferente de alguém que é mais feio e burro do que Oyama.
- A única coisa que você vai conseguir com seus insultos, verme – disse Thurxanthraxinzethos apontando a espada para Aramil – é uma morte mais lenta, mais grotesca e mais dolorosa. Mas admito que estou curioso...
- Com o que? – perguntou Aramil tentando esconder o fato de mal conseguir ficar de pé por conta do sangue que perdera.
- De todos os capachos do Senhor dos Ventos, você é o mais covarde e egoísta – continuou Thurxanthraxinzethos ainda sem sair do lugar – e a menos que seja um idiota completo, você sabe que não pode me vencer nem salvar ninguém aqui. Porque não fugiu depois que transformou o cadáver de Karanthir em um inseto?
- Para ganhar tempo – respondeu Aramil de maneira seca e prepotente – e para seu governo, porco mestiço, o único capacho que vejo de pé aqui é você, servo de orcs.

Furioso, Thurxanthraxinzethos avançou sobre Aramil, e o mago disparou mais um relâmpago com seu cajado. A magia de Aramil era potente, e sobrepujara sem problema as defesas naturais de Thurxanthraxinzethos, mas o mago sabia que nem mesmo o Alto Rei Thingol de Sindhar conseguiria abater Thurxanthraxinzethos com apenas um relâmpago. O meio dragão gritou quando foi atingido no peito, mas não diminuiu o ritmo de sua investida, e com um golpe perfeito, decepou os dois braços do mago elfo com sua espada flamejante, que cauterizou os cortes quase que instantaneamente.

Aramil urrou de dor e caiu no chão quase inconsciente. Thurxanthraxinzethos pisou no frágil peito do elfo e disse:
- Tudo isso foi para dar tempo para que o clérigo anão chegasse? Era para isso que você estava enrolando tanto, “grande” mago? Eu esperava mais do que isso.
- Não... se preocupe... – disse Aramil em seus últimos momentos de consciência enquanto sentia um forte pulso de energia arcana se manifestar do lado de fora da barreira - você não vai se desapontar...

- Desmaiou... – disse Thurxanthraxinzethos intrigado, tentando compreender o significado das palavras de Aramil – E “para seu governo”, elfinho, eu não sirvo nenhum orc imundo. Isto é apenas uma aliança de guerra.

- Bem... – disse Thurxanthraxinzethos para si mesmo com um sorriso ao ver todos os heróis brutalmente tombados no chão – vou espancar um pouco mais a meio-elfa e depois voltar para nossa fortaleza.

Quando se virou na direção de Astreya, Thurxanthraxinzethos ficou congelado por um instante. Apertou o cabo de sua espada e empurrou com o pé o corpo de Aramil para o lado.
- Então... – disse Thurxanthraxinzethos em voz alta com um sorriso sádico na boca – este era o plano de Aramil. O fracote deve ter usado sua magia para enviar um pedido de socorro antes de entrar aqui. Ele provavelmente esperava conseguir ficar vivo até vocês chegarem, mas...

Abaixado ao lado de Astreya, estava um guerreiro élfico de longos cabelos castanhos, armadura de batalha azul e prateada. Ele portava um bem polido escudo escuro, com nove estrelas prateadas, e uma coroa de prata na cabeça. O elfo parecia falar algo para a barda, e quando ele se levantou e encarou Thurxanthraxinzethos, o meio dragão pôde sentir um ódio avassalador partindo dos olhos do altivo guerreiro.

Ao lado dele, estava outro guerreiro élfico, loiro e de pele bem clara, trajando uma bem ornada cota de malha élfica marrom e um longo manto verde escuro. Este guerreiro portava dois sabres élficos cujas lâminas reluziam com uma tênue luz esmeralda, e em seu ombro, repousava uma águia celestial, cujas penas pareciam navalhas douradas.

- Sei quem vocês são – disse Thurxanthraxinzethos satisfeito – Coran Bhael, o rei élfico de Sírhion e Bheleg Aldalen, general e mestre de armas do Alto Rei Thingol de Sindhar – Os dois maiores guerreiros élficos de Elgalor. Eu sou Thurxanthraxinzethos, primeiro marechal e mestre de armas do Rei Dragão, mas se preferirem, podem me chamar de MORTE.

- Não vou perder meu tempo discutindo com um pedaço de lixo mestiço como você! – disse Bheleg de maneira fria e implacável, enquanto jogava seu manto no chão e sua águia voava para o alto – mas garanto que em menos de um minuto, você estará inutilmente implorando por sua vida miserável!

Bheleg assumiu posição de combate e se preparou para avançar. Ao observar o olhar frio e cruel com que o elfo o encarava, Thurxanthraxinzethos percebeu que aquele, como ele, era um veterano de incontáveis batalhas.
- Espere, Bheleg! – disse Coran colocando gentilmente a cabeça mutilada de Astreya no solo – Eu vou arrancar a cabeça deste assassino.

Coran sacou sua espada, a Lâmina do Gelo. A espada reluzia com um brilho cálido e mortal. Thurxanthraxinzethos sabia que Coran ostentava o título de mais habilidoso guerreiro élfico daquela era, e que o que estava em sua mão era a mais poderosa espada já criada pelos artífices elfos.
Por um instante, Thurxanthraxinzethos gargalhou.
Ele vibrou com a possibilidade de colocar aquela arma em sua já impressionante coleção. Sem contar que, se levasse a cabeça deste rei élfico, o ritual dos orcs funcionaria e ele teria suas cem virgens afinal. Só havia um problema.

Confiante como era, Thurxanthraxinzethos sabia que poderia derrotar ambos em um duelo singular, mas se eles resolvessem atacar juntos, até o arrogante meio dragão sabia que não sairia andando daquele campo de batalha.

- Perfeito... aceito seu “desafio”, rei de Sírhion – disse o meio dragão em tom de provocação enquanto se posicionava para lutar – mas considerando a coragem e habilidade em combate risíveis de sua raça, recomendo que venham os dois juntos.

Relutante, o orgulhoso Bheleg guardou suas espadas. Por mais que desejasse vingar a morte de Erol, um de seus maiores discípulos, sabia que a primazia do combate, segundo o código dos guerreiros de Sindhar e de Sírhion, pertencia sempre ao rei.

Coran caminhou na direção de Thurxanthraxinzethos, visivelmente tentando controlar o ódio que parecia que explodiria de seu peito a qualquer momento. Quando se aproximou mais, teve que tomar cuidado para não pisar em uma das pernas de Oyama.
- Hahaha! Cuidado para não pisar nos pedaços de lixo, vossa majestade – disse Thurxanthraxinzethos em meio a uma gargalhada gutural.
- Este “lixo” – gritou Coran em fúria – eram meus amigos, e quando eu terminar com você, não vai sobrar nem isto para enviar de volta a seu mestre!

Os dois guerreiros correram na direção um do outro de maneira furiosa, mas impecavelmente calculada. Thurxanthraxinzethos empunhava sua enorme espada com as duas mãos, aumentando ainda mais o poder já devastador de seus golpes. Se atingisse o rei de Sírhion de raspão com aquela força, o guerreiro élfico seria completamente despedaçado. Coran avançava com o escudo posicionado à frente, não para tentar aparar o ataque de Thurxanthraxinzethos, mas para bloquear o campo de visão do meio dragão por uma fração de segundo, tempo suficiente para ele afundar a Lâmina de Gelo no coração ou garganta de Thurxanthraxinzethos.

Quando ambos se aproximaram mais, houve um clarão, que jogou Coran para trás. Mesmo surpreso, o rei élfico rapidamente se recompôs, e percebeu que Thurxanthraxinzethos estava envolvido por uma redoma de fogo.

- Volte – disse uma voz imponente e autoritária que ecoava na mente de Thurxanthraxinzethos – O reino élfico de Elvanna caiu. Seu trabalho aqui está feito.
- Não! – gritou Thurxanthraxinzethos tão alto que até Coran e Bheleg ouviram – eu posso facilmente acabar com os dois, e teríamos a cabeça de um rei élfico como era planejado.
- Me responda novamente, e eu mesmo arrancarei cada osso do seu corpo – disse novamente a voz na mente de Thurxanthraxinzethos, mas desta vez, repleta de fúria – Os dragões vermelhos e mais da metade de seus exércitos foram destruídos no ataque, e em poucos minutos, todo o exército do rei Thingol estará ai. Volte agora.
- Está bem, meu senhor – respondeu Thurxanthraxinzethos – perdoe-me por minha insolência.

Contrariado, e ainda envolvido pela redoma de fogo, Thurxanthraxinzethos olhou fixamente para Coran e Bheleg.
- Estão com sorte, elfos – gritou Thurxanthraxinzethos embainhando sua espada nas costas – mas da próxima vez que nos encontrarmos, vou fazer com vocês o mesmo que fiz com estes vermes.

Mais um clarão se fez e Thurxanthraxinzethos desapareceu. Furiosos, Coran e Bheleg se entreolharam, mas sabiam que nada mais podia ser feito ali. Coran recolheu gentilmente o corpo inerte de Astreya e Bheleg mandou sua águia dar o sinal para que os clérigos que os acompanharam adentrassem a clareira para tentar fazer algo pelos feridos.

O outrora belo reino de Elvanna estava irremediavelmente destruído. O sábio rei Karanthir estava morto, e nem mesmo os deuses sabiam se os sobreviventes entre os nobres heróis de Elgalor iriam um dia se recuperar daquele dia de dor e massacre...

terça-feira, 5 de outubro de 2010

As Crônicas de Elgalor – Capítulo 19: O plano de Aramil



Com grande honra (e dor!) trago-vos esta noite o décimo nono capítulo das Crônicas de Elgalor, sob a benção e a pena de Odin!



Boa leitura e que os ventos da boa sorte estejam convosco...


As Crônicas de Elgalor – Capítulo 19: O plano de Aramil


Por Odin.

Como todo mago que viveu tempo o bastante para ser considerado experiente, Aramil era extremamente cauteloso; antes de adentrar a enfraquecida barreira que outrora guardava o trono do rei Karanthir, ele se tornou invisível, e caminhou por locais onde a vegetação era alta o bastante para ocultar a tênue trilha de sangue que seu ferimento no abdômen estava deixando. Ele se sentia tonto, seria difícil conjurar suas magias e sabia que dentro de poucos minutos perderia a consciência. Ainda assim, o orgulhoso elfo sabia que se seus inimigos levassem a cabeça do rei Karanthir (Aramil não era otimista ou tolo a ponto de ter esperanças que o rei dos elfos silvestres ainda estivesse vivo), um ritual nefasto seria completado e um avatar de Gruumsh surgiria trazendo ruína a seu povo. Ele jamais permitiria isto. Secundariamente, por mais que se esforçasse para não admitir, ele também estava preocupado com o destino de seus companheiros não elfos.

Realista como era, e vendo o estado da floresta, Aramil estava preparado para o pior. Mesmo assim, se surpreendeu com o que viu quando atravessou a barreira.

Oyama estava desacordado, provavelmente morto, com as duas pernas decepadas. Erol havia sido trespassado de cima para baixo com uma lâmina enorme. Bulma estava com o abdômen trespassado, totalmente imóvel. Astreya estava de pé, ao lado do corpo do rei Karanthir, com um semblante sério e seu arco apontado para Thurxanthraxinzethos, que gargalhava compulsivamente.
- Meio humana tola – pensou Aramil enquanto se posicionava melhor para avaliar a situação por completo – este arco vai fazer cócegas nele. Sua única chance são suas canções...

Neste momento, Aramil pôde ver todo o cenário da batalha, e seu aguçado intelecto concebeu em instantes o que poderia ter acontecido ali. Aos pés de Astreya jazia o escudo de Thurxanthraxinzethos e o cajado de cura da barda partido em dois. A garganta de Astreya estava com um imenso hematoma também. O meio dragão provavelmente arremessou o escudo contra a garganta da barda, que por reflexo usou o cajado para se proteger. Assim, Thurxanthraxinzethos se livrou do cajado de cura e das canções de Astreya. Oyama era o único com força e velocidade suficiente para correr rapidamente dali carregando alguém, por isso Thurxanthraxinzethos lhe cortou as pernas. Erol estava morto, mas seu ferimento grotesco não estava cauterizado como os de Oyama ou o de Bulma, o que significava que outra arma enorme havia matado seu amigo. Muito provavelmente, o machado da bárbara. Evidentemente, seu inimigo não era um amador. Quando tentou conjecturar como a bárbara havia tombado, Aramil percebeu que Thurxanthraxinzethos parou de rir e começou a andar na direção de Astreya.

- Você deve estar brincando, não é minha futura concubina – zombou Thurxanthraxinzethos caminhando lentamente em direção a Astreya – vou levar o corpo deste verme para os malditos orcs, e você vem comigo para o meu Harem, junto com a bárbara, se ela sobreviver...

Tomada por grande ódio e repulsa, Astreya disparou uma flecha no meio do rosto de Thurxanthraxinzethos, mas o meio dragão bloqueou o disparo levando seu braço fortemente armadurado à frente. Ela queria gritar ou usar seus encantamentos, mas não podia, pois o ataque do escudo de Thurxanthraxinzethos a impedira de usar sua voz.
- Isso...- gosto das bravinhas, HAHAHAHA – zombou ainda mais Thurxanthraxinzethos, que caminhava devagar pois, pelo que estudara sobre a barda, sabia que ela não fugiria deixando o corpo de Karanthir e seus amigos para trás.

Astreya jogou seu arco no chão e sacou sua cimitarra mágica. Thurxanthraxinzethos parou e começou a gargalhar novamente.
- É melhor eu guardar isto – disse ele em zombaria enquanto embainhava sua poderosa espada flamejante em suas costas – ou vou acabar cortando você no meio sem querer, belezinha.

Neste momento, um raio negro rompeu do nada e atingiu em cheio o peito de Thurxanthraxinzethos. O meio dragão gritou, mas logo se recompôs, com um grande ódio nos olhos.
- Mago desgraçado... – quase me esqueci de você – disse Thurxanthraxinzethos sacando novamente sua espada – não posso te ver, mas quando pegar seu cheiro, você vai ficar pior do que o elfo que sua amiga matou.

- Era meu último raio de desintegração, e era óbvio que o maldito resistiria a ele... – pensou Aramil consigo mesmo - bem, não custava tentar. Agora só há uma coisa a fazer.
- Pense rápido, Astreya! – gritou Aramil enquanto conjurava uma magia.
Neste instante, Thurxanthraxinzethos se virou em direção à voz e arremessou sua espada com grande fúria e precisão. Aramil emitiu um grito terrível, e ainda no ar, a espada de Thurxanthraxinzethos girou e voltou para a mão de seu mestre.
- Humph – resmungou Thurxanthraxinzethos – odeio matar pessoas invisíveis. Nunca dá para ver as tripas ou o sangue espirrando...

Neste momento, Thurxanthraxinzethos se calou. A magia de Aramil havia sido conjurada antes que o mago tombasse.

Aos pés de Astreya, onde jazia o corpo do rei Karanthir, estava o corpo de um inseto, pouco maior do que um besouro das florestas.
- Barda, estou avisando, se você ... – ameaçou Thurxanthraxinzethos.

Inutilmente.

Astreya pisou na criatura esmagando-a completamente. Mesmo que conseguissem reverter o corpo de rei Karanthir à forma original, a cabeça já havia sido irremediavelmente destruída. O ritual não poderia ser completado.

- Rameira desgraçada! Eu iria receber cem virgens por este trabalho! – gritou Thurxanthraxinzethos completamente fora de si enquanto avançava sobre Astreya.
A barda tentou se defender, mas foi inútil. Thurxanthraxinzethos usou a chapa da lâmina de sua espada na coluna de Astreya, quebrando a espinha da barda como um graveto com a força do impacto. Antes que ela caísse ao chão, o meio dragão segurou sua cabeça com a mão e a bateu violentamente contra o chão. Astreya sentiu seu nariz quebrar com o impacto, e não podia sentir nada da cintura para baixo. Thurxanthraxinzethos esmagou a cabeça da barda contra o chão mais uma vez e ela sentiu como se seu crânio fosse romper a qualquer momento.
- Não se preocupe que eu vou te curar depois disso, vadia – disse Thurxanthraxinzethos - afinal, você vai ter que me compensar pelas cem virgens que me fez perder.

- Chega! – gritou uma voz vinda de longe, seguida por um poderoso relâmpago que explodiu contra as costas de Thurxanthraxinzethos. Era Aramil, e ele estava totalmente visível.


Continua dentro de pouco tempo...

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Os bardos e os jogos

Boa-noite, bravos aventureiros!Ultimamente, tenho notado interessantes ocorrências em Midgard que gostaria de compartilhar convosco: a união de bravos grupos de bardos à jogos on-line que muitas vezes contemplam temas muito ligados a nosso querido hobbie, o RPG. Nos últimos tempos, fiz duas descobertas em relação a esse tipo de aliança. O Within Temptation, grupo ao qual ainda dedicarei um pergaminhos aqui, juntou-se ao jogo Spellborn, e o Van Canto, sobre quem fiz um post recente, uniu-se ao Runes of Magic para a composição de algumas canções para a trilha sonora de ambos. Os resultados vós podeis conferir abaixo!


The Howling – Within Temptation


Magic Taborea – Van Canto


Quest for roar – Van Canto

Belas canções, e belas imagens! Aproveitem para aventurar-se nesses mundos se estas melodias despertarem em vós essa vontade!

Que os ventos da boa música e do divertimento estejam sempre convosco, bravos aventureiros!

domingo, 3 de outubro de 2010

Divulgação - aniversário Dragões do Sol Negro!

Olá amigos! Infelizmente meu número de pergaminhas decaiu ultimamente, mas é certo que após a passagem de um nefasto teste no final de outubro, conseguirei retornar a me dedicar a meu amado cancioneiro com mais frequência. Hoje, trago a vós com muita alegria a divulgação de uma empolgante promoção que está acontencendo na casa dos Dragões do Sol Negro, por conta do aniversário deste ótimo blog! Parabéns a estes excelentes parceiros, e que os ventos da boa fortuna sempre vos acompanhem, bravos dragões!


"Mês de outubro é o mês dos Dragões do Sol Negro, faremos dia 28 de outubro um ano de blog. E para presentear você que nos prestigia afinal você merece!


Dragões do Sol Negro Juntos com as empresas:

- Editora Ithala

- Editora Verus

- Jambo

- Léo Lins

- T7 Informática

- World RPG



Vamos dar, 5 livros, um mousepad, 5 mouses, 8 miniaturas, 12 dados, 6 posters quadripaper, 6 calendários de mesa e uma camiseta exclusiva dos Dragoes do Sol Negro. Para participar, as regras você pode encontrar em Promoção ANIVERSÁRIO PREMIADO do blog Dragões do Sol Negro (http://www.dragoesdosolnegro.blogspot.com/).


Obrigado e aguardo você".

Corram, confiram e participem!

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Willow

Ao ouvir no oráculo youtube uma ótima compilação da belíssima trilha sonora de meu conto de infância favorito, "Willow na terra da magia", não pude deixar de emocionar-me e compartilhá-la convosco. Estas composições estão entre minhas melodias favoritas, por sua delicadeza, fantasia, e capacidade de trazer-me ainda o mesmo sentimento que invadia meu coração quando ainda pequenina, ouvia este conto na famosa "sessão da tarde"... bons tempos! Posso dizer que este singelo conto de amor, amizade e bravura foi um dos primeiros a plantar em meu alter-ego a vontade de jogar RPG e a paixão por histórias e fantasia...










"Willow na terra da magia" conta a história de um anão(seria um halfling?) apirante a feiticeiro, Willow Ufgood, que encontra um bebê humano, a encantadora Elora Dannan, e a partir daí se vê envolvido em uma empreitada para salvar a pequena Elora das mãos da maligna rainha Bavmorda. É que Elora é uma criança especial, nascida com uma marca que indica que ela será a princesa capaz de por fim ao reinado maligno de Bavmorda. Para proteger Elora, Willow conta com a ajuda do guerreiro falastrão Madmartigan, da poderosa feiticeira Fin Raziel e da própria filha de Bavmorda, Sorsha, que ao se apaixonar pelo guerreiro citado acima, passa a acompanhar os bravos aventureiros. Diversão garantida...

A bela trilha sonora é do excelente bardo James Horner, a quem ainda dedicarei um pergaminho inteiro nesse cancioneiro...

Que os ventos da nostalgia e da inocência estejam convosco, bravos aventureiros!

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

As Crônicas de Elgalor - Capítulo 18: Contagem de corpos


Amigos e visitantes. Mal tenho palavras para descrever o novo capítulo das Crônicas de Elgalor. Com grande honra as trago sob a benção e a pena de Odin.

Boa leitura... e que os ventos da boa sorte estejam com todos vós.

As Crônicas de Elgalor - Capítulo 18: Contagem de corpos.
Por Odin.

Erol estava morto, com a cabeça partida ao meio pelo machado de Bulma.
Bulma estava no chão com o abdômen trespassado pela espada de Thurxanthraxinzethos.
Astreya estava inconsciente, com a traquéia parcialmente esmagada.
Não havia sinal de Aramil ou Hargor; ambos poderiam já estar mortos.

Oyama sabia que estava sozinho contra Thurxanthraxinzethos, um monstro cruel e astuto que certamente o mataria com apenas um golpe, e o faria da maneira mais perversa e dolorosa possível. Mesmo assim, Oyama não sentia medo. Apenas ódio.

Muito ódio.

Oyama gritou com toda a força de seus pulmões e disparou em uma investida suicida contra Thurxanthraxinzethos. O meio dragão sorriu e correu na direção do monge, com sua enorme espada preparada para desferir um ataque circular que partiria o corpo de Oyama com a mesma dificuldade que uma faca corta um pedaço de manteiga. Em um feito digno de ser lembrado pelas canções dos bardos, Oyama saltou e desferiu um poderoso chute frontal que atingiu como um martelo a boca de Thurxanthraxinzethos, arrancando mais três dentes do meio dragão. O meio dragão foi arrastado um metro para trás com a força do impacto, mas antes que Oyama chegasse ao chão e atacasse novamente, Thurxanthraxinzethos agarrou a perna do monge com sua mão direita e girou sua espada flamejante impiedosamente, em um ataque terrível que decepou a perna que Oyama usara para golpeá-lo duas vezes.
Oyama caiu no chão cerrando os dentes para não dar a Thurxanthraxinzethos o prazer de ouvi-lo gritar; as chamas da espada de Thurxanthraxinzethos haviam cicatrizado o terrível corte, mas a dor que Oyama sentia era absolutamente indescritível.
- Gosta de me chutar, meretriz dos anões? – zombou Thurxanthraxinzethos cuspindo sangue enquanto decepava a outra perna do monge em um acesso de risos que refletia a mais pura crueldade – vamos ver se consegue fazer isso de novo.
O bravo Oyama não desferiu um grito sequer; cerrou os dentes e se virou, tentando morder a perna de Thurxanthraxinzethos. Nisso, o monge viu a sombra da enorme pata armadurada do meio dragão descer sobre sua cabeça, e tudo ficou escuro.

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Hargor e o meio dragão Ar- Zerakk lutavam ferozmente. A resistente armadura de batalha do anão já possuía inúmeras rachaduras, graças aos poderosos golpes da lança profana de Ar- Zerakk, e o sangue que escorria do corte que sofrera na testa comprometia cada vez mais a visão do clérigo. Um dos joelhos de Ar- Zerakk já havia sido esmagado pelo martelo de Hargor, e o meio dragão só conseguia se manter de pé graças à força de sua cauda. Quando Ar- Zerakk conseguiu se aproximar o suficiente do anão, abriu a boca e desferiu seu poderoso sopro de fogo no rosto de Hargor. O clérigo, por puro reflexo, levou seu escudo ao rosto ainda a tempo de se proteger do jato de fogo que certamente incineraria sua cabeça se o atingisse. Quando Hargor ergueu seu martelo para realizar um contra-ataque, sentiu a lança de Ar- Zerakk varando sua armadura e atravessando seu diafragma. O robusto anão rosnou e se curvou de dor conforme a lança mágica de Ar- Zerakk penetrava ainda mais sua carne, enquanto espinhos se abriam de sua ponta causando severos danos internos ao já castigado corpo do clérigo.
- Você durou bastante, mas nunca teve chance, anão maldito – disse Ar- Zerakk sadicamente enquanto afundava devagar sua lança no tronco de Hargor – E ainda por cima escolheu a pior morte. Deveria ter deixado minhas chamas arrancarem sua cabeça imunda. Teria sido mais rápido.
Hargor rosnou como um animal selvagem à beira da morte. Por mais que se esforçasse, não conseguia mais manter seu martelo erguido. Como um último gesto de resistência, agarrou a lança de Ar- Zerakk com a mão que segurava o escudo e apertou firme o cabo de seu martelo.
- Isso mesmo, anão – gargalhou Ar- Zerakk enquanto cuspia no rosto de Hargor – resista bastante. Quero aproveitar bem este momento. Afinal, posso passar o dia inteiro vendo você se contorcer enquanto os espinhos de minha lança rasgam você de dentro para fora.
- E só para constar – continuou Ar- Zerakk girando a lança lentamente para provocar ainda mais dor ao clérigo anão – vou tornar você meu morto-vivo de estimação depois disso.
Em um acesso de fúria, Hargor gritou o nome de Moradin e ergueu se martelo. Ar- Zerakk riu e puxou a lança para fora do corpo do anão, mas percebeu que Hargor a mantinha presa com a outra mão que a segurava; quando Ar- Zerakk se deu conta de que àquela distância o martelo de Hargor poderia atingi-lo, já era tarde demais.
- Lembra-se do que eu disse sobre seu crânio? – gritou o anão enquanto baixava seu martelo furiosamente na cabeça de Ar- Zerakk.

O impacto do martelo de Hargor foi terrível; o crânio de Ar- Zerakk rachou, e quando o meio dragão sentiu tudo a sua volta começar a girar, percebeu mais uma forte martelada abrir seu crânio ao meio. Antes de morrer amaldiçoando todos os filhos de Moradin, Ar- Zerakk sentiu o martelo de Hargor explodir mais quatro vezes contra sua cabeça.

- Estou indo, meus irmãos – disse Hargor cuspindo sangue enquanto caia sobre o corpo de seu inimigo. Não havia forças para conjurar uma magia de cura, apenas o suficiente para esboçar um leve sorriso de satisfação ao ver o que restou do crânio de Ar- Zerakk.

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Aramil andava com dificuldade em direção à barreira tênue que anteriormente protegia o trono do rei Karanthir. Ao seu redor, o mago via a outrora majestosa floresta dos elfos silvestres se desfazer em chamas. Quando olhava para baixo, percebia que seu manto esmeralda estava repleto de sangue. Seu sangue. Colocando a mão sobre o enorme corte em seu abdômen, ele prosseguiu se lembrando de sua batalha contra o feiticeiro meio dragão. Uma batalha rápida e dolorosamente mortal.

Aramil se protegeu dentro de uma muralha de energia, e sabia que seu inimigo se teletransportaria para dentro dela. E foi realmente isso que aconteceu.

Quando ficou de frente para o mago elfo, o meio dragão desferiu um devastador sopro de fogo. Aramil havia predito isso também, tanto que invocou a proteção elemental de um Espírito da Água, e saiu ileso do ataque de seu inimigo.

Rapidamente, Aramil contra-atacou, usando uma de suas mais poderosas magias, o raio negro da desintegração. Seu raio atingiu em cheio o meio dragão, mas um instante antes de se desintegrar, ele esfaqueou o elfo com uma adaga mágica do sangramento. Se não fosse devidamente tratado, Aramil sangraria até morrer. Isso, nem mesmo o arqui-mago de Sindhar pôde prever.

Aramil não deu um único passo sem pensar em se teletransportar para Sindhar, mas ele sabia que enfraquecido como estava, não poderia garantir que chegaria a seu destino, e sabia que as coisas aqui não estavam bem. Hargor não os alcançou como prometera e nenhum dos outros saiu da barreira.
- Raças inferiores – cuspiu o mago enquanto caminhava debilmente apoiando-se em seu cajado – não fazem nada direito.

Apesar da arrogância, Aramil sabia que dificilmente conseguiria obter êxito onde todos os seus companheiros haviam provavelmente falhado. Contudo, ele tinha um plano de emergência.

E esperava viver tempo suficiente para descobrir se ele seria frutífero ou não...

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Van Canto

Boa-noite, caros amigos. Esta noite presto um pequeno tratado sobre um grupo de bardos que ultimamente vem ocupando meu alaúde... o Van Canto.

Uma das coisas que mais me chamou atenção sobre estes escaldos foi a forma como fazem sua música: usam basicamente suas vozes, mesclando o estilo a cappella (música vocal sem acompanhamento instrumental) com o power/heavy metal. Os mais puristas podem até dizer que o estilo deste grupo nada tem a ver com o heavy metal, mas esta barda não se importa: importa-me apenas o fato de que toda vez que os ouço, sinto-me revigorada como fico quando ouço boa música, seja ela de qual estilo for!

O Van Canto é um grupo de bardos alemão que, desconfio, era préviamente uma banda cover (essa informação nunca li em qualquer local), pois em seu cancioneiro constam várias canções regravadas de outras bandas. No entanto, eles passaram a desenvolver seu próprio repertório, com canções belas e empolgantes. O único instrumento que mantiveram para tocar suas canções é a bateria: os próprios riffs de guitarra são feitos por vozes de integrantes da banda, que são distorcidas em amplificadores para soarem exatamente como o instrumento. Seu primeiro CD foi "A Storm to come", lançado em 2006, o que os configura como um grupo deveras novo no cenário musical! Recentemente, a banda fez participações especiais em álbuns das bandas Blind Guardian (At the Edge of Time), Grave Digger e da cantora Tarja (What lies beneath, na faixa "Anteroom of Death"). Parcerias mais do que bem-vindas!

Mesmo que o estilo a cappella não vos agrade, vale a pena conferir as canções deste grupo... espero que esta pequena seleção vos seja útil e agradável!




Take to the Sky - uma linda e empolgante colaboração de Van Canto e Blind Guardian




Speed of light - Van Canto (por dias não consegui parar de ouvi-la).




Lost Forever - Van Canto - como barda, gosto muito de ver irmãos de profissão empolgados ao interpretar suas canções. É engraçado ve-los interpretando os instrumentos!




Last night of the kings - Van Canto - Esta bela música já esteve aqui, mas ela me agrada tanto que não me contive e a coloquei em meu humilde cancioneiro novamente.

Por fim, é certo que o Van Canto possui um estilo diferente... mas muito me agradam suas canções! E com certeza elas podem ser utilizadas para animar uma sessão de RPG...