Bem-vindos!

Bons amigos, valorosos guerreiros da espada e da magia, nobres bardos e todos aqueles com quem tiver o prazer de cruzar meu caminho nesta valorosa, emocionante e por vezes trágica jornada em que me encontro! É com grande alegria e prazer que lhes dou as boas-vindas, e os convido a lerem e compartilharem comigo as crônicas e canções que tenho registradas em meu cancioneiro e em meu diário...Aqui, contarei histórias sobre valorosos heróis, batalhas épicas e grandes feitos. Este é o espaço para que tais fatos sejam louvados e lembrados como merecem, sendo passados a todas as gerações de homens e mulheres de coração bravo. Juntos cantemos, levando as vozes daqueles que mudaram os seus destinos e trouxeram luz a seus mundos a todos os que quiserem ouvi-las!Eu vos saúdo, nobres aventureiros e irmãos! Que teus nomes sejam lembrados...
(Arte da imagem inicial por André Vazzios)

Astreya Anathar Bhael

sexta-feira, 8 de abril de 2011

As Crônicas de Elgalor Capítulo VII: A Torre do Desespero (parte 9)


Saudações, nobres amigos e visitantes. Peço-vos desculpas pela falta de pergaminhos em meu humilde Cancioneiro, mas ao menos hoje venho vos trazer a continuação das emocionantes Crônicas de Elgalor. Sem mais delongas, boa leitura, e que os ventos da boa sorte sempre soprem a vosso favor!

As Crônicas de Elgalor Capítulo VII: A Torre do Desespero (parte 9)

Por ODIN.

- DESGRAÇADO! -gritou Bulma furiosa para Thurxanthraxinzethos enquanto se levantava confusa – Eu vou devorar seus olhos, cão maldito!
- Bulma, espere! – disse Evan colocando o braço na frente da bárbara – sei o que este maldito lhes causou, mas temos que entender o que está acontecendo primeiro.
- Ótimo raciocínio, paladino – ironizou Thurxanthraxinzethos – para um covarde.
- Não há nada que entender, Evan! – gritou Oyama – este filho de uma rameira causou a morte de um dos nossos e agora está bem aqui na nossa frente. É hora de pagar!
Bulma empurrou Evan para o lado, emitiu um grito de guerra que assustou até mesmo seus amigos e se lançou em direção a Thurxanthraxinzethos. Oyama rangeu os dentes de raiva e acompanhou a bárbara.
- Maldição! – gritou Evan - Não se atirem na frente dele desta forma!
- Não vamos conseguir entrar em formação, Evan – disse Hargor ao paladino – venha, antes que seja tarde demais.
Evan assentiu com um gesto da cabeça e ele e Hargor se apressaram para se juntar a Bulma e Oyama. Thurxanthraxinzethos apenas gargalhou.
- Acho que já vi esta peça – disse o meio dragão – mas não me importo em assisti-la de novo.
- Principalmente – continuou o meio dragão enquanto fez uma hábil esquiva para evitar o feroz machado de Bulma e posicionou seu escudo para tapar o campo de visão de Oyama – porque eu gosto MUITO do final.
Quando Thurxanthraxinzethos se preparou para atingir a coluna de Bulma com sua enorme espada, ele teve que usar sua arma no último instante para aparar o golpe de Evan, e evitar que a lança do paladino perfurasse sua garganta. Naquele momento, a cauda de Thurxanthraxinzethos já estava enrolada no tornozelo esquerdo de Oyama, provavelmente para lançá-lo contra a bárbara, mas um forte golpe do martelo de Hargor fez com que o meio dragão abandonasse sua estratégia.
- Parem de lutar como animais e concentrem-se! – gritou Hargor.
A voz grave do anão foi interrompida bruscamente pelo jato de fogo que Thurxanthraxinzethos cuspiu nos heróis. Bulma e Evan foram atingidos em cheio, Hargor conseguiu bloquear parte do fogo com o escudo em um ato reflexo e Oyama conseguiu se esquivar para o lado, mas não conseguiu encontrar uma boa brecha na defesa de Thurxanthraxinzethos para realizar um contra-ataque.

- O que diabos deu neles? – perguntou Tallin confusa – Bulma e Oyama estão se movendo tão rápido e fora de qualquer padrão que se eu disparar uma flecha será mais fácil atingi-los do que acertar o meio dragão.
- Idiotas agindo como macacos – disse Aramil preparando um encantamento – por Corellon, por que não estou surpreso?
- Cale-se Aramil! – repreendeu Astreya – se não trabalharmos todos juntos, o terror que aconteceu no Reino dos Elfos Silvestres vai se repetir.
Astreya começou a cantar, e sua poderosa melodia encheu o coração de seus companheiros com a força de mil trovões, tornando seus golpes mais rápidos e poderosos.

- Aramil, me deixe invisível – pediu Tallin.
- Ele vai sentir seu cheiro - respondeu Aramil com desinteresse enquanto se esforçava para finalizar seu encantamento -seria inútil.
- Espíritos da água, ouçam meu chamado - começou a recitar Aramil – protejam meus companheiros contra o fogo profano de nosso inimigo.
Quando Aramil terminou de falar, todos foram envolvidos por uma aura azulada.
- Aramil! – insistiu Tallin.
- Está bem! – respondeu Aramil – só não me culpe depois que ele rasgar você ao meio, tola!
O mago colocou a palma de sua mão no ombro de Tallin e a elfa de repente desapareceu.
- Você está passando tempo demais com humanos, Tallin – disse Aramil – isto não vai funcionar.
- Eu não te digo como fazer o seu trabalho, mago – respondeu a voz de Tallin lentamente se distanciando – não ouse me dizer como fazer o meu.

Thurxanthraxinzethos fez um giro lateral com sua espada mirando o pescoço de Evan, mas o paladino bloqueou o ataque com sua lança. Todavia, a força do golpe foi grande demais, e ele se desequilibrou um pouco para a esquerda, atrapalhando a linha de ataque Hargor. Pelo flanco direito, Oyama desferiu um forte soco na altura da mandíbula do meio dragão e ele ergueu seu escudo. No entanto, ele preferiu ser atingido pelo golpe do monge e aproveitar o escudo para desviar o golpe feroz de Bulma para a direita, fazendo com que a lâmina do machado da bárbara passasse a poucos centímetros do pescoço de Oyama. Mesmo em estado de fúria, Bulma parou por uma fração de segundo, lembrando de quando ela havia matado Erol acidentalmente com seu machado. Aproveitando a abertura, Thurxanthraxinzethos usou sua cauda para derrubar Bulma, e quando Oyama desferiu mais um soco, o meio dragão abriu no instante exato sua boca, e mordeu com seus dentes de navalha a mão do monge. Oyama rosnou de dor, mas não recuou. Com seu outro punho ele tentou desferir mais um soco em Thurxanthraxinzethos, mas este foi bloqueado pelo escudo do meio dragão, enquanto ele mantinha Hargor e Evan um pouco afastados com um giro de sua espada. Com um olhar sádico, ele fechou violentamente a boca e arrancou a mão de Oyama. Para sua surpresa, no entanto, o monge rosnou ainda mais alto e desferiu um chute preciso no joelho direito de Thurxanthraxinzethos, fazendo-o baquear por um instante. Neste momento, como guiados por uma força maior, os heróis começaram a trabalhar em equipe.

Ainda no chão, Bulma agarrou as pernas de Thurxanthraxinzethos, impedindo-o de se deslocar. Quando ele ergueu a espada para decapitar a bárbara, sentiu os dois punhais de Tallin se cravando em seus dois olhos. Hargor avançou e desferiu um poderoso golpe com seu martelo, sabendo que Thurxanthraxinzethos o bloquearia com seu escudo. Apesar do escudo de Thurxanthraxinzethos ser extremamente forte, o martelo anão de Hargor era mais. O escudo de Thurxanthraxinzethos ficou trincado em vários pontos, e neste momento Evan golpeou, com incrível precisão e força. A lança de Evan atravessou o escudo rachado de Thurxanthraxinzethos e atingiu em cheio a garganta do meio dragão, que não teve tempo sequer de gritar.

Neste momento, o corpo de Thurxanthraxinzethos explodiu violentamente, destruindo tudo e todos ali presentes.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

As Crônicas de Elgalor Capítulo VII: A Torre do Desespero (parte 8)


Boa-noite, amigos! Uma grande surpresa nos aguarda no final de mais um emocionante capítulo das Crônicas de Elgalor! Boa leitura e que os ventos da boa sorte soprem sempre a vosso favor!

As Crônicas de Elgalor Capítulo VII: A Torre do Desespero (parte 8)

Por ODIN.

- PAREM! - gritou Tallin com toda a força de seus pulmões – Oyama, Hargor, parem com isso AGORA!!!

- Hargor?! – disse Oyama tentando parar o chute em pleno ar – o que você está falando??

Quando o gigante do fogo jogou seu pesado martelo no chão, movido pelas palavras de Tallin, ele olhou para Oyama e colocou suas mãos para trás. Tallin ergueu sua mão que portava o anel que emitia uma poderosa luz azul e toda a luz fria e entorpecente que cobria o salão começou a se dissipar. Neste instante, Oyama viu que realmente estava lutando contra Hargor.
- Pelos meus punhos! – gritou o monge – o que houve com você, Hargor?
- Nada – respondeu o clérigo anão – nós fomos enganados por aquele desgraçado. Eu estava vendo você como um demônio de seis braços que não parava de uivar e babar.
- E eu estava te vendo como um gigante do fogo – respondeu Oyama coçando sua barba – Mas, apesar de quase termos nos matado, até que foi divertido.
- Claro.... – respondeu Hargor zangado – mas se eu não puder mais ter filhos por sua causa, eu juro que...
- Pessoal, será que vocês podem continuar isso depois? – interrompeu Tallin parecendo cada vez mais cansada por manter o anel azul em seu dedo emitindo o clarão luminoso que anulava os efeitos mentais e a luz sombria daquele salão.
- Claro... – disse Hargor se aproximando de Tallin para curar os ferimentos da elfa – por quanto tempo você pode manter esta luz?
- Por mais alguns minutos, eu acho – respondeu Tallin enquanto Hargor usava sua magia divina para curar seus ferimentos.
- Onde conseguiu este anel, Tallin? – perguntou Oyama.
- Eu... peguei emprestado de um arquimago de Kamaro chamado Shalan – respondeu a ladina tentando mudar de assunto – temos que sair daqui assim que Hargor tiver terminado de nos curar.
- Claro, pois em breve poderemos ter um arquimago em nossos calcanhares tentando reaver seu anel – resmungou Hargor enquanto terminava de curar Tallin.
- E o que você queria, anão? – retrucou Tallin – que eu o devolvesse e deixasse vocês se matarem?
- Está tudo bem, pessoal – disse Oyama se aproximando de Hargor para ser curado – a Astreya não está aqui e se vocês dependerem de mim para apartar uma briga, estamos todos mortos.
- Tem razão – disse Hargor – Tallin, suponho que o anel tenha trazido você aqui. Ele pode nos levar para cima ou tentar localizar os outros?
- Pode – respondeu a elfa ainda ofendida – mas precisaria de uma grande quantidade de energia, e seria como uma flechada no escuro. Poderíamos parar em qualquer lugar dentro da torre.
- Como conseguimos a energia de que precisamos? - perguntou Oyama.
- Canalizando energia mágica através do anel – disse Tallin – como a de Hargor, por exemplo. Depois, eu tento “direcionar” a vontade do anel e o fluxo da energia para nos levar para cima ou para encontrar os outros.
- Vamos procurar os outros primeiro – disse Hargor enquanto curava os ferimentos de Oyama.
- Concordo – consentiu o monge.

Depois de mais alguns instantes, Hargor terminou de curar Oyama e seus próprios ferimentos. Tallin colocou a mão com o anel à frente e Hargor e Oyama colocaram suas mãos sobre a dela.
- Concentrem-se – instruiu Tallin – talvez a força de vontade de vocês me ajude a direcionar o fluxo da magia.
- Sei que é uma pergunta meio boba – disse Oyama enquanto começava a se concentrar – Mas o que acontece se isto não der certo?
- Se você sabe que é uma pergunta boba – disse Tallin – então, não pergunte.
- Concentrem-se! – gritou Hargor.

De repente, o salão foi iluminado por um poderoso clarão azulado. Hargor sentiu que toda magia divina que estava contida em sua alma havia sido drenada, e Oyama e Tallin sentiram que perderam alguns anos de vida. Quando o clarão se apagou, os três viram-se em um grande salão repleto de crânios espalhados por todo o chão. As paredes pareciam sangrar através de milhares de cortes e exalavam o cheiro pútrido de dezenas de cadáveres. O ar era pesado, o vento soprava de maneira aguda e perturbadora, e eles sentiram como se estivessem dentro de um pesadelo, tamanha era a desorientação que o teletransporte abrupto havia lhes causado. Quando olharam para os lados, viram Astreya, Bulma, Aramil e Evan desorientados, como se tivessem sido violentamente transportados para aquele local.

E sorrindo, à frente deles, estava Thurxanthraxinzethos.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Ennio Morricone - A Missão


Ennio Morricone é um compositor e maestro italiano nascido em 10 de novembro de 1928. Foi responsável pela trilha de mais de 500 filmes e séries televisivas, e depois de muitos anos sendo apenas indicado ao oscar e nunca ganhá-lo, em 2007 recebeu uma das estuetas douradas, um oscar honorário entregue a ele por Clint Eastwood. No entanto, minha opinião é de que ele deveria ter ganho tal prêmio em 1986, por esta razão:


On Earth as it is in heaven - Ennio Morricone (The Mission)


Falls - Ennio Morricone (The Mission)


Brothers - Ennio Morricone (The Mission)

Uma das mais belas trilhas sonoras já composta.

terça-feira, 29 de março de 2011

Blind Guardian em nossas terras!


Recentemente, fiz a feliz descoberta de que os incríveis bardos do Blind Guardian estarão no Brasil para quatro apresentações em locais bem distintos:

Porto Alegre
Data: 6 de setembro (terça-feira)
Local: Opinião

São Luís
Data: 8 de setembro (quinta-feira)
Local: Trapiche

São Paulo
Data: 9 de setembro (sexta-feira)
Local: CTN (Centro de Tradições Nordestinas)
Venda online: Ticket Brasil

Curitiba
Data: 10 de setembro (sábado)
Local: Curitiba Master Hall
Venda online: www.diskingressos.com.br

Como não podia ser uma barda egoísta, espalho a notícia a quem ainda não sabia e deixo-lhes com uma canção do novo álbum da banda:


A Voice in the dark - Blind Guardian

sexta-feira, 25 de março de 2011

As Crônicas de Elgalor Capítulo VII: A Torre do Desespero (parte 7)


As Crônicas de Elgalor Capítulo VII: A Torre do Desespero (parte 7)

Por ODIN

Mesmo sentindo-se atordoado pelo efeito da luz púrpura que iluminava o salão, Oyama não hesitou e correu em direção ao gigante do fogo. O gigante rosnou e esperou pacientemente até que o monge estivesse próximo o bastante.

Quando julgou ser o momento certo, o gigante desferiu um poderoso golpe em forma de arco horizontal contra Oyama usando seu pesado martelo de ferro. Habilmente, Oyama projetou seu corpo para trás se abaixando, fazendo com que o martelo passasse a poucos centímetros de sua testa. Em seguida, o monge contraiu seus músculos e projetou seu corpo para frente, colocando-se novamente em posição de combate.
- Meu amigo Hargor me ensinou a lidar com sua escória, cão! – gritou Oyama dando um salto para frente para encurtar a distância entre ele e seu oponente já preparando um de seus poderosos chutes.
O gigante rosnou novamente e se esquivou para o lado no instante em que o chute de Oyama iria atingir seu joelho. Oyama se surpreendeu com a esquiva, mas já se virou novamente de frente para o gigante, apenas para receber o impacto do pesado martelo de ferro atingindo ferozmente suas costelas do lado esquerdo.
- Filho da... – praguejou Oyama enquanto era arremessado com a força do golpe do gigante.

Devido a sua vasta experiência em combate e graças aos treinos que recebeu em Darakar, Oyama fez um rolamento que amorteceu completamente o impacto que ele levaria na queda. Quando começou a se recobrar, viu o gigante caminhando pesadamente em sua direção. Neste instante, Oyama conteve seu impulso de se atirar novamente no gigante e esperou.

O gigante do fogo se aproximou de maneira lenta e bastante ordenada. Ao ver que Oyama não esboçava nenhuma reação, ele ergueu seu martelo e desferiu um golpe vertical de cima para baixo que esmagaria o crânio do monge. No instante exato, Oyama se deslocou para a esquerda apenas para evitar o impacto do martelo, e desferiu um soco com toda sua força na mão do gigante no instante em que o martelo atingiu o chão.

Oyama pôde ouvir o som dos dedos do gigante se quebrando enquanto ele largava o pesado martelo no chão. O gigante estava levemente abaixado, e quando Oyama se preparou para desferir mais um golpe no joelho direito do monstro, sentiu a enorme cabeça do gigante se chocando violentamente com a dele. A cabeçada que o gigante dera em Oyama fez com que o monge se desequilibrasse, e neste instante exato o gigante do fogo usou sua outra mão para tentar esmagar Oyama.

Mesmo com a cabeça sangrando e a visão começando a turvar, Oyama conseguiu se esquivar do pesado punho do gigante, e usando toda a força e equilíbrio que ainda possuía, deu um salto e desferiu um forte soco vertical de baixo para cima, fazendo seu punho explodir dolorosamente nas genitálias do gigante.

O gigante do fogo urrou de dor, mas ainda manteve presença de espírito suficiente para chutar Oyama violentamente em seu flanco direito, arremessando o monge para longe.

Oyama tentou fazer o rolamento como antes, mas agora, com suas costelas quebradas dos dois lados, caiu como uma pedra no chão. O gigante momentaneamente se ajoelhou de dor, e por mais que tentasse, não era capaz de carregar seu martelo com a mão direita, pois três de seus dedos foram completamente esmagados. Ele desferiu mais um grito de fúria, se levantou e agarrou o martelo com sua outra mão. Oyama lançou um cuspe cheio de sangue e também gritou quando se colocou de pé.

- HAHAHAHAHAHA - gargalhou sadicamente o demônio que observava tudo com um deleite completamente doentio – muito bom! Muito bom MESMO!

O gigante começou a caminhar em direção ao monge, mas desta vez, cambaleava e tropeçava, como se a dor lancinante que ele sentiu por causa do golpe de Oyama o fizesse ser mais afetado pela perturbadora luz púrpura.
- Quebrei sua concentração – sorriu Oyama enquanto cuspia um dente no chão – já é um começo...
Ignorando a dor, Oyama correu na direção do gigante. Ele sabia que teria apenas um golpe, mas contava que o gigante estaria mais lento agora e que não seria tão hábil usando o martelo com a mão esquerda. Se ele fosse capaz de saltar uma vez e se apoiar no joelho do gigante para um segundo salto, conseguiria fazer seu punho atravessar um dos olhos do gigante, acabando de uma vez por todas com o maldito.

Quando Oyama se aproximou e deu o primeiro salto, o gigante girou o corpo para trás, na tentativa de atingir Oyama em cheio nas costas, quebrando assim a espinha do monge. Em pleno salto, Oyama percebeu a estratégia do gigante, mas não havia nada a fazer; se ele fosse mais rápido, evitaria o martelo e mataria o gigante. Se não, ele teria mais um ou dois segundos de vida.

Neste instante, um pequeno clarão azulado surgiu no salão, e Oyama pôde ver Tallin saindo dele com seus trajes rasgados e um brilhante anel azul em um dos dedos.

- PAREM! - gritou a elfa com toda a força de seus pulmões – Oyama, Hargor, parem com isso AGORA!!!

terça-feira, 22 de março de 2011

A Cavalgada das Valquírias




Ela já foi usada em "Apocalypse Now" e não faltam referências a ela na cultura pop. Isso prova apenas que a famosa "A cavalgada das Valquírias", do compositor alemão Richard Wagner (1813 - 1883) não perdeu sua força e o impacto de sua bela melodia continua a maravilhar-nos!

Que as valquírias cavalguem nos céus de Asgard e Midgard e que esta canção possa povoar nossas mesas de RPG embalando grandes batalhas!

quinta-feira, 17 de março de 2011

As Crônicas de Elgalor Capítulo VII: A Torre do Desespero (parte 6)


Boa tarde, caros visitantes! Com grande honra, trago-vos neste dia a sexta parte do capítulo VII das Crônicas de Elgalor. Boa leitura e que os ventos da boa sorte estejam convosco!

As Crônicas de Elgalor Capítulo VII: A Torre do Desespero (parte 6)

Por ODIN.

- É o melhor que você pode fazer? – gritou Oyama em meio a mais absoluta escuridão – Eu já vi meretrizes que batem mais forte do que isso!

Oyama estava cercado por dúzias de corpos de criaturas humanóides disformes, repletas de tentáculos, garras e dentes afiados. O monge guerreiro estava meramente escoriado, e sua voz ecoava desafiadora por todo o salão escuro.
- É SÓ ISSO? - gritava Oyama.

- Está orgulhoso de si mesmo, “monge”? – ecoou uma voz sinistra vinda das paredes laterais do salão - Estes são os mais fracos de meus servos. Se quer mais desafio...

Neste momento, um portal avermelhado surgiu na frente de Oyama, a cerca de meio metro do monge.
- ... entre no portal e me enfrente – continuou o demônio.
Oyama deu um passo à frente. E em seguida, cuspiu dentro do portal.
- Ao contrário do que aquele mago maricas diz, eu não sou idiota – respondeu Oyama dando mais um cuspe - Não vou passar por este portal.
- Então você é um covarde? - provocou o demônio.
- Por que você não vem para cá então, todo poderoso arquilorde das trevas? -riu Oyama – Ah, me esqueci... Você só pode ficar tagarelando como uma lavadeira, não é?
- Eu poderia esmagá-lo como uma de suas pulgas, humano patético – respondeu o demônio - mas já que você não é homem o bastante para vir até mim, vou lhe dar um desafio mais adequado.

- Ande logo então – disse Oyama – não tenho o dia todo.
- Mas para o seu azar, capacho dos anões – respondeu o demônio ironicamente – eu tenho. Eu poderia mandar milhares de meus servos mais fracos até que eventualmente você caia de exaustão e seja devorado, mas isso dificilmente seria divertido de se ver.
- No seu lugar, eu me preocuparia mais em matar a gente do que me divertir – respondeu Oyama ficando impaciente – É por isso que sempre lavamos o chão com a sua corja. Vocês são tão arrogantes que ficam estúpidos. Mais estúpidos.
- Fala o “monge” que mal sabe recitar um mantra, e que passa mais tempo em brigas de taverna do que em reflexão sobre a própria existência ridícula – provocou o demônio.
- Normalmente deixo estas coisas frescas para o Aramil – disse Oyama – Se quiser conversar, sugiro que vá até ele, porque eu não tenho mais paciência nenhuma para agüentar suas baboseiras.

- Eu faria isto, mas Aramil está... indisponível no momento – gargalhou o demônio – de qualquer forma, vocês estão sendo muito egocêntricos. Acham mesmo que a razão de ser de todos os “maus” é matar vocês?
- Então o que você quer? – perguntou Oyama ainda mais impaciente.
- Saborear um pouco de caos e dor alheia – respondeu o demônio enquanto um portal púrpura se abria poucos metros à frente de Oyama.
- Você vai enfrentar agora a criatura que matou Bulma – continuou o demônio – e por favor, esforce-se para durar alguns segundos. A bárbara me propiciou uma diversão maravilhosa, e espero que você faça isso ao menos em parte.

- Não acredito que Bulma ou Aramil estejam mortos – disse Oyama enquanto observava atentamente o portal por onde ele agora via a sombra de um grande vulto.
- Isso não faz a menor diferença, “monge” – respondeu o demônio em um tom suave e irreverente – porque muito em breve, você também estará morto.

Oyama saiu do meio dos corpos das criaturas que ele havia derrubado e entrou em posição de combate. Ele lutaria a sério agora para acabar logo com aquilo e depois ridicularizar o maldito demônio. “Se eu derrotar logo esta criatura, é sinal que Bulma também o fez” pensou Oyama.

Um pequeno clarão rompeu no salão, que agora estava levemente iluminado por uma pálida e atordoante luz púrpura. Oyama percebeu que a luz perturbava um pouco seus sentidos e noção de espaço, mas não se importou. Ele destruiria o que quer que o demônio jogasse contra ele.

Nisso, um gigante do fogo negro e de barbas e cabelos incandescentes saiu do portal. Ele era extremamente musculoso e carregava um enorme martelo de ferro frio, adornado com dezenas de mechas de barbas de anões. O gigante cambaleou por causa do efeito da luz púrpura, mas logo se recobrou e rosnou de forma bestial.

- Tente agüentar vivo ao menos dois minutos, Oyama... – gargalhou o demônio enquanto o monge e o gigante gritavam e corriam um na direção do outro...