Bem-vindos!

Bons amigos, valorosos guerreiros da espada e da magia, nobres bardos e todos aqueles com quem tiver o prazer de cruzar meu caminho nesta valorosa, emocionante e por vezes trágica jornada em que me encontro! É com grande alegria e prazer que lhes dou as boas-vindas, e os convido a lerem e compartilharem comigo as crônicas e canções que tenho registradas em meu cancioneiro e em meu diário...Aqui, contarei histórias sobre valorosos heróis, batalhas épicas e grandes feitos. Este é o espaço para que tais fatos sejam louvados e lembrados como merecem, sendo passados a todas as gerações de homens e mulheres de coração bravo. Juntos cantemos, levando as vozes daqueles que mudaram os seus destinos e trouxeram luz a seus mundos a todos os que quiserem ouvi-las!Eu vos saúdo, nobres aventureiros e irmãos! Que teus nomes sejam lembrados...
(Arte da imagem inicial por André Vazzios)

Astreya Anathar Bhael

domingo, 23 de outubro de 2011

O melhor presente de aniversário

Saudações, nobres visitantes! Primeiramente peço desculpas pela falta de postagens, mas prometo que este problema logo se corrigirá. No entanto, hoje venho lhes mostrar o encantador presente de aniversário ganho por meu alter-ego, o resultado de um "conluio" muito positivo entre o alter-ego de Odin e Angela, amiga e ilustradora dona do blog vizinho Ange Ilustradora.  

Primeiramente, devo dizer que meu alter-ego sempre quis ter um desenho de sua personagem - eu mesma, Astreya, junto com meu amado Coran. Ela vivia professando sua vontade para o marido (pobrezinho), e eis que ele e Angela trataram de combinar desde o dia dos namorados deste ano - praticamente 4 meses antes de meu aniversário - de fazer não um desenho, e sim uma pintura em tela que atendesse à minha singela vontade. E assim, meu alter-ego ganhou o melhor presente de aniversário de sua vida, que foi mantido em estrito segredo até o dia 19 deste mês:


Perdoem-me ser má fotógrafa, mas posso lhes dizer que o quadro, agora pendurado na parede do quarto de meu alter-ego e seu marido, ficou extremamente lindo, ainda contando com a presença da linda Kimi, a cachorrinha de meu alter-ego e o de Odin, devidamente vestida com uma armadura.

Muito obrigada, Angela, por ter me pintado tão bonita e  num momento tão feliz, e por ter representado tão delicadamente parte da história não apenas minha, mas de meu alter-ego e seu amado. 

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

As Crônicas de Elgalor Capítulo VIII: A Guerra dos Reis (Parte Final)


Saudações, bravos companheiros. Chegamos hoje à parte final do tenso capítulo "A Guerra dos Reis". Espero que apreciem e guardem vossas orações aos que tombaram e foram feridos em alma e espírito por esses acontecimentos. Sem mais delongas, vamos ao texto.

As Crônicas de Elgalor Capítulo VIII: A Guerra dos Reis (Parte Final)

Por ODIN.

Meliann estava orgulhosa de si mesma até aquele ponto da história de Astreya; ela não sentira vontade de chorar ou tapar os ouvidos, e apesar de criar imagens mentais de cada acontecimento narrado pela trovadora real de Sírhion, ela manteve seu medo totalmente sob controle. Até o momento em que Astreya disse: “Depois disso, o inferno caiu sobre nós”.

Neste momento Astreya fez uma pequena pausa para sentir como Meliann estava reagindo à história. A princesa de Sindhar começou a enrolar compulsivamente uma mecha de seus belos cabelos dourado-prateados enquanto sentia seu coração começar a parar. Apesar disso, ela se manteve firme e fez um gesto gentil com a mão para que Astreya continuasse. E assim fez a meio elfa:

“ De onde eu estava era difícil ver o que acontecia em todo o campo de batalha, mas as tropas de Thurxanthraxinzethos e de seu mestre avançaram impiedosamente sobre os exércitos de Darakar, que também não mostraram piedade contra seus recém chegados inimigos. Agora, os exércitos dos elfos faziam o possível para atravessar o turbilhão de orcs que formava o gigantesco exército de Skarr. Evan avançou com as tropas de Sírhion de maneira implacável, e seu lobo celestial decapitou pelo menos quarenta orcs pelas contas de Tallin. Bheleg conduziu pessoalmente as forças de Sindhar em uma formação de ponta de lança, tentando rasgar as linhas de defesas dos orcs de forma que não fossem cercados e massacrados pelos flancos. Ele e Evan trabalharam bem juntos, e conseguiram impedir que nossos exércitos fossem completamente “destroçados”, como diria Oyama. Aramil, para minha surpresa, ficou no combate até o final, protegendo nossas tropas contra os sopros dos dragões ao lado dos magos reais de Sindhar e de um contingente de clérigos anões. A situação não era tão desesperadora quanto poderia ser, mas houve momentos em que mesmo Tallin e eu, que estávamos mais na retaguarda, estávamos banhadas em sangue e tropeçando em membros decepados. Por duas vezes, eu quase vomitei. Mas no fundo sabia que cada orc que eu conseguisse derrubar com minha espada ou com meus encantamentos (não foram muitos) era um orc a menos que flanquearia meus amigos no instante seguinte.

Vi pouco da batalha de Balderk contra o Rei Dragão. Pelo que Hargor me descreveu mais tarde, os dois se mantiveram em uma disputa equilibrada por poucos minutos, pois o Rei Dragão era mesmo poderoso como um semi-deus. Após diversos bloqueios e troca de golpes de ambos os lados, A lança do Rei Dragão emitiu um forte brilho vermelho, e foi capaz de atravessar o escudo e a armadura de Balderk e perfurar impiedosamente o coração do nobre rei. Antes de tombar, Balderk rasgou o lado direito do rosto do Rei Dragão arrancando-lhe o olho e um dos chifres. Mas, para o nosso horror, a lança do Rei Dragão brilhou mais uma vez, e a alma de Balderk foi sugada, presa em uma das jóias incrustadas na lâmina da arma. Após matar Balderk, o Rei Dragão simplesmente desapareceu do campo de batalha, ao som de gargalhadas de deboche.

Naquele momento, os anões pareceram explodir em um turbilhão de ódio e vingança, e uma matança ainda maior ocorreu naquele local. Oyama, Bulma e Hargor lutavam com todas as forças para deter o avanço do exército de meio dragões de Thurxanthraxinzethos. Segundo Hargor, Oyama matou mais de dez meio dragões mesmo depois que teve seu braço esquerdo quebrado, e Bulma estava em um estado de fúria tão medonho que após ser engolida por um dos dragões no meio do combate, ela de alguma forma rasgou o ventre da criatura de dentro para fora com seu machado, e mesmo estando com ossos quebrados e com os músculos rasgados pelas presas do dragão, ainda lutou e conseguiu matar mais três meio dragões. O combate de Durin e Thurxanthraxinzethos estava absurdamente acirrado pelo que ouvi. Ambos lutaram por muito tempo, mas não houve vencedor no embate.

Agora... o que realmente prendeu minha atenção... Após abrir caminho entre bárbaros orcs e guerreiros élficos, Coran e Skarr se encontraram no campo de batalha. Lembro-me que Skarr gargalhou e lançou um insulto à memória de Thingol, mas antes de terminar teve que se esquivar bruscamente para não ser decapitado pela espada de Coran. O machado de Skarr era poderoso, mas a espada de Coran, a Lâmina de Gelo, é a arma mais poderosa já forjada pelos elfos de Sírhion, e foi capaz de resistir ao machado de Skarr da mesma forma que o machado de Balderk fizera antes. Tentei me aproximar para ajudar Coran, mas quase fui pisoteada até a morte no meio do caminho. E se não fosse por Tallin e depois pela magia de Aramil que nos tirou daquele local e nos levou para uma colina próxima, eu não estaria aqui. Coran e Skarr lutaram em um embate tão equilibrado quanto o de Durin e Thurxanthraxinzethos. Ambos eram combatentes extremamente experientes. Veteranos de inúmeros campos de batalha e os melhores homens de armas que suas raças tinham a oferecer. Contudo, após quase cortar fora o braço esquerdo de Skarr com sua espada, Coran foi atingido por um murro da manopla de ferro de Skarr. Coran foi capaz de resistir à magia desintegradora da manopla, mas teve seu nariz esmagado e perdeu a visão por uma fração de segundo. Isto foi o suficiente para que Skarr o derrubasse com uma rasteira e desferisse um ataque devastador com seu machado. Devido ao reflexo ou à experiência, Coran bloqueou o golpe com o escudo, mas foi arremessado para trás com o impacto e teve seu braço direito quebrado no processo.

Skarr já não conseguia usar o machado com ambos os braços por causa do ferimento que sofrera, mas avançou furiosamente, e mesmo empunhando sua arma com apenas uma das mãos, a força de seu ataque e sua precisão ainda eram devastadoras. Quando ele chegou a cerca de um metro de Coran, desferiu um golpe mortal antes que ele pudesse levantar-se. Neste instante, Coran usou toda a força que tinha para se levantar, e se desviou alguns centímetros para a direita. O machado de Skarr rompeu a armadura de Coran, atravessou seu ombro direito e lhe arrancou o braço que estava quebrado. Neste exato momento, Coran usou seu outro braço para cravar sua espada de baixo para cima na cabeça de Skarr. A Lâmina azulada de Coran atravessou a mandíbula de Skarr e rompeu pelo crânio do maldito. Os dois caíram no chão completamente destruídos.

O local onde Coran tombou quase morto foi envolvido por uma sombra escura e avermelhada, que o envolveu totalmente e deixou uma marca vermelha na forma de uma terrível cicatriz no lado direito de seu rosto. Coran estava inconsciente, mas mesmo assim urrou de dor. Eu gritei desesperada, e quando achei que nada poderia piorar, Skarr começou a se levantar e gargalhar, com uma cicatriz idêntica à de Coran.

Foi apenas neste instante que a jóia que o Senhor dos Ventos me deu começou a brilhar. Eu a empunhei, e ela emitiu uma luz branca que parecia envolver todos naquele campo de batalha. Senti que poderia fazer um único desejo e que se este fosse “certo”, a jóia iria atendê-lo. O Senhor dos Ventos havia me avisado que o poder da jóia era alimentado por amor, e que eu não poderia ser egoísta. Chorei e sufoquei o ódio que sentia por Skarr e pelo Rei Dragão. Removi temporariamente a imagem de Coran agonizando e desejei que todos ali voltassem para seus locais de origem.

A luz se intensificou, e a próxima coisa que vi foram Evan, Tallin e o corpo de Coran ao meu lado nas casas de cura de Sírhion. Thamior já estava lá como se pressentisse algo, e curou rapidamente o corpo de Coran. Mas mesmo com todo seu poder e conhecimento, ele ainda não foi capaz de determinar o que é esta marca no rosto de Coran e qual sua ligação com Skarr. Poucas horas depois descobri que Aramil e Bheleg estavam bem em Sindhar, da mesma forma que Hargor, Oyama, Bulma e Durin em Darakar. Todos os soldados, vivos ou mortos, reapareceram magicamente em seus reinos de origem graças ao poder da jóia. Não tivemos notícias do Rei Dragão, Thurxanthraxinzethos ou de Skarr.

Como você já sabe, os reinos de Sírhion, Sindhar e Darakar estão em um luto de três dias, no qual serão velados e honrados todos os nossos guerreiros tombados. Pelo que Hargor me disse, Durin realizou aquilo que os anões denominam “Chamado do Trovão”, uma convocação que todos os anões em Elgalor responderam e se dedicarão à guerra de extermínio de todos os inimigos dos anões. O Alto Conselho de Sindhar ainda não tomou nenhuma decisão em relação a isto e estamos esperando que Coran acorde para saber qual será a posição de Sírhion.”


- Isso foi tudo que aconteceu durante sua ausência, princesa Meliann – disse Astreya enxugando as lágrimas que começavam a se formar em seus olhos.

Meliann estranhamente não chorava. Ela estava em um estado de choque tão profundo que parecia não sentir absolutamente nada a seu redor.
- Eu... eu sinto muito – disse Meliann se levantando e abraçando Astreya como se tudo aquilo fosse um grande pesadelo.
- Tudo... – vai ficar bem – disse Astreya mais para si mesma do que para Meliann.

- Com licença – ambas ouviram uma voz familiar do outro lado da porta do quarto. Era Evan.
- Entre – disse Astreya se levantando.
Evan entrou e fez uma reverência na direção da cama onde estava Coran.
- Sei que esta é uma hora de pesar e tristeza – disse o paladino da forma mais suave possível – mas algo terrível está acontecendo nas Terras Sombrias. O Senhor dos Ventos está no Salão de Guerra de Sírhion e precisa que saiamos em missão urgentemente.

- Detesto dizer isso, Astreya – continuou o paladino – mas não nos será permitido orar por nossos mortos e cuidar de nossos feridos agora. Por mais difícil que seja, precisamos nos reunir e partir em missão imediatamente...

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Canção do dia - Finlandia


"Perca" 8 minutos de seu dia para ouvir uma maravilhosa canção. Uma das mais belas obras clássicas que já ouvi. Recomendo que a ouçam inteira para apreciar cada uma de suas nuances e surpresas. E duvido que ninguém consiga pensar em uma cena RPGística que possa ser ilustrada com pelo menos parte desta melodia!

Finlandia - Sibelius

Destaque para a magnífica melodia que se inicia depois dos 5:23 minutos.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Canção do Dia - Shadow of the Moon


Infelizmente, conheci essa canção apenas hoje. Com isso, estou concluindo que preciso dar mais atenção ao Blackmore's Night. Já publiquei essa canção no meu outro blog, mas não podia deixar de partilhá-la com os leitores do Cancioneiro!


Shadow of the moon - Blackmore's Night

In the shadow of the moon,
She danced in the starlight
Whispering a haunting tune
To the night...

Velvet skirts spun 'round and 'round
Fire in her stare
In the woods without a sound
No one cared...

Through the darkened fields entranced,
Music made her poor heart dance,
Thinking of a lost romance...
Long ago...

Feeling lonely, feeling sad,
She cried in the moonlight.
Driven by a world gone mad
She took flight...

"Feel no sorrow, feel no pain,
Feel no hurt, there's nothing gained...
Only love will then remain,"
She would say.

Shadow of the Moon... Shadow of the Moon...

Somewhere just beyond the mist
Spirits were seen flying
As the lightning led her way
Through the dark...

Shadow of the Moon...

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Aniversário Premiado Dragões do Sol Negro - Participe!


Saudações, nobres leitores! Esta noite venho apenas divulgar o aniversário premiado dos parceiros Dragões do Sol Negro! Posso dizer que a promoção está maravilhosa e conta até com o ASGARD RPG como prêmio! Participar é fácil! O que estão esperando? Cliquem AQUI e garantam suas chances!!

Parabéns aos grandes dragões por dois anos de vida!

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

As Crônicas de Elgalor Capítulo VIII: A Guerra dos Reis (Parte 13)


Saudações nobres viajantes. Nesta noite trago mais um capítulo das Crônicas de Elgalor. Sem mais delongas, boa leitura e que os ventos da boa fortuna vos acompanhem!

As Crônicas de Elgalor Capítulo VIII: A Guerra dos Reis (Parte 13)

Por ODIN.


Meliann se sentou ao lado de Astreya e pela primeira vez realmente se deu conta de que o rei Coran Bhael, o mas poderoso guerreiro élfico de Elgalor, jazia inconsciente em sua cama, coberto por um lençol branco e com uma terrível cicatriz vermelha que lhe cortava o lado direito do rosto e provavelmente privara o rei de um de seus olhos. Meliann sentiu um imenso desconforto, e um grande ímpeto de perguntar o que havia acontecido com ele. Mas a princesa sabia que quando fosse a hora, Astreya contaria tudo.
- Por favor – disse Meliann respirando fundo – comece a história. Prometo que não a interromperei até que termine.

Astreya olhou uma última vez para Coran e começou a história mais triste que já teve que registrar em toda sua vida:

“Pouco depois que Skarr... matou seu valoroso pai, o machado sangrento voltou para sua mão e começou a regenerar um pouco de seus ferimentos, como se o sangue derramado do nobre rei Thingol estivesse curando o monstro. Quando se sentiu em condições de andar, praguejou algo em seu idioma, algo que não pude ouvir, e se aproximou do corpo já inerte de seu pai, para castigá-lo ainda mais. Foi neste momento que você desmaiou.

Neste instante, uma luz dourada rompeu do céu e envolveu o corpo de Thingol. Skarr tentou se aproximar, mas a luz parecia queimá-lo ao menor toque, o que o fez recuar. A luz brilhou mais forte, e quando desapareceu, o corpo de seu pai também havia desaparecido junto. Apenas neste momento, a barreira que isolava a “arena” onde Skarr e os reis lutaram se desfez.

Orcs, elfos e anões gritaram ferozmente, e um combate como eu nunca havia antes presenciado teve início. Posso estar enganada, mas a fúria de todos ali era tão grande, que após os primeiros segundos de confronto já se podia contar dezenas de corpos queimados, decapitados e desmembrados no chão. Os orcs lutavam como bestas selvagens e sanguinárias, mas elfos e anões também não demonstraram nenhuma misericórdia. Bheleg entregou você com cuidado a um de seus magos reais, Alenonn, eu creio, e pediu que Alenonn a tirasse dali enquanto ele ordenou a seus arqueiros que abatessem Skarr naquele exato instante, antes que o monstro pudesse ser restaurado. Contudo, o caos já havia tomado conta do campo de batalha, e não foi possível encontrar Skarr no meio da multidão, até que vimos um imenso pulso de energia avermelhada rompendo do chão enquanto diversos orcs morriam queimados em agonia. Como Hargor posteriormente me explicou, aquilo era um ritual de sacrifício empreendido por algum clérigo orc, onde diversos orcs tiveram suas energias vitais consumidas de forma macabra para que Skarr fosse plenamente curado.

Ao final do rápido ritual Skarr gargalhou e se lançou no coração da batalha como uma besta do inferno, matando inclusive os homens de seu exército que estavam no caminho. Havia literalmente centenas, talvez milhares de orcs que inconscientemente formavam uma barreira entre nossos guerreiros mais poderosos - Balderk, Durin, Coran e Bheleg - e o maldito Skarr. Ainda assim, os quatro imaginaram que se Skarr não fosse abatido logo, muitos elfos e anões valorosos teriam suas vidas ceifadas. Naquele momento, cada um tentou abrir caminho e encurtar a distância entre si e o monstro.

Na ocasião eu estava perto de Coran e Bheleg, e Coran ordenou a Evan que liderasse a vanguarda das forças de Sírhion em outro fronte enquanto ele avançava para interceptar Skarr. Eu implorei para que ele me deixasse ir junto, mas ele insistiu que eu voltasse junto com Alennon e você para Sindhar. Recusei e quando tentei segui-lo, senti o braço de Evan me puxando, dizendo que eu seria mais útil curando nossos soldados feridos, e que eu não teria condições de atravessar aquele corredor de orcs sem atrasar muito Coran. Frustrada, me juntei à Tallin e fiquei próxima a Evan enquanto ele conjurava seu lobo celestial e conduzia as forças de Sírhion a um ataque ao flanco leste dos orcs. Compreendendo que apenas ele poderia liderar as forças de Sindhar, Bheleg praguejou, desistiu de tentar alcançar Skarr, e conduziu seus homens ao flanco sul dos orcs. Considerando que os exércitos de Darakar já haviam tomado o flanco norte e oeste com a ajuda de Bulma, Oyama e Hargor, os orcs seriam sumariamente esmagados assim que o cerco se completasse, mesmo estando em um número quase duas vezes maior do que o nosso. Seria uma batalha ainda mais dura e impiedosa, perderíamos muitos de nossos bravos soldados e não saberíamos quem chegaria à Skarr, mas nossa “vitória”, apesar de cara, parecia uma mera questão de tempo.

Até que o céu escureceu por completo e um anel de fogo se formou atrás do destacamento principal dos anões. Naquele momento, o vento começou a soprar mais forte e trouxe consigo gritos de desesperos, choros e palavras nefastas carregadas do mais puro ódio. Do anel de fogo surgiu uma legião com quase três mil guerreiros enormes e fortemente armadurados. Eram meio dragões, que usavam armaduras negras e vermelhas, e carregavam lanças, machados e espadas; seus rostos eram cobertos por elmos em forma de crânio desfigurados por cicatrizes macabras, À frente das tropas, não havia ninguém menos do que o maldito Thurxanthraxinzethos. Mas não foi ele, ou aquele enorme exército que realmente nos assustou.

O chão se abriu poucos metros à frente de Thurxanthraxinzethos e de seu terrível exército, criando uma nuvem fétida de fogo e fumaça. Quando a fumaça se dissipou, pudermos ver um ser enorme, com mais de três metros de altura, trajando uma armadura negra repleta de farpas metálicas e crânios cravados como se formassem grotescas ombreiras. Seu elmo fechado tinha a forma do rosto de um demônio, com longos chifres verticais. Os olhos da criatura eram vermelhos e incandescentes, e ele possuía imensas asas negras, idênticas às de um morcego, mas muito maiores. Em sua mão esquerda ele carregava um escudo de corpo negro que exibia dezenas de rostos desfigurados em um constante movimento de pura agonia. Em sua mão direita, uma gigantesca lança machado coberta de runas mágicas e encantamentos profanos. Mesmo estando há mais de um quilômetro de distância dele, pude ver sua imagem com uma exatidão terrível e perturbadora. Pior, tive a impressão que todos naquele campo de batalha haviam visto o mesmo que eu, pois depois percebi que a criatura estava fisicamente ali, mas, além disso, havia de alguma forma projetado sua imagem macabra dentro de nossas almas e corações.

Aquele era o Rei Dragão, o mestre de Thurxanthraxinzethos e aquele que, de acordo com as profecias do Senhor dos Ventos, cobriria nosso mundo com uma mortalha de escuridão. Ele apontou sua lança na direção de Balderk, e o bravo rei dos anões, já curado por seus clérigos olhou em desafio a ele como poucos ali seriam capazes e aceitou o desafio, enquanto o recém chegado exército da escuridão se juntava aos orcs contra elfos e anões. No meio do caos e da morte, Durin se lançou em combate singular contra Thurxanthraxinzethos, pouco antes do machado de Balderk encontrar a lança do Rei Dragão. Skarr gargalhou e começou a ir em direção a Coran.

Depois disso, o inferno caiu sobre nós..”

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Canção do dia - Forevermore

Uma bela sugestão do amigo Jaco Galtran, a canção Forevermore é uma boa pedida para aventureiros enamorados e apreciadores da boa música em geral. Espero que apreciem!


Forevermore- Derdian

Everyday I stay behind the window of the world.
All the times you are inside my fantasy
Run away far from your life or rise again so strong?
I can see you turn around my destiny

Now I want a chance to tell you
What I feel inside

Forevermore
I will try to take your heart
I won't close the door
Every night I'll wait the time to come
And now I fall
In the silence of my life
Looking for your eyes
Till the end of time, forevermore

I would like to change the time and bring you your true soul
But I see your eyes, there's so much emptyness
Throglor is your biggest ruin, and now you play your role
And forever you will show your thankfullness

Now another chance to tell you
What I feel inside

Forevermore
I will try to take your heart
I won't close the door
Every night I'll wait the time to come
And now I fall
In the silence of my life
Looking for your eyes
Till the end of time, forevermore