Bem-vindos!

Bons amigos, valorosos guerreiros da espada e da magia, nobres bardos e todos aqueles com quem tiver o prazer de cruzar meu caminho nesta valorosa, emocionante e por vezes trágica jornada em que me encontro! É com grande alegria e prazer que lhes dou as boas-vindas, e os convido a lerem e compartilharem comigo as crônicas e canções que tenho registradas em meu cancioneiro e em meu diário...Aqui, contarei histórias sobre valorosos heróis, batalhas épicas e grandes feitos. Este é o espaço para que tais fatos sejam louvados e lembrados como merecem, sendo passados a todas as gerações de homens e mulheres de coração bravo. Juntos cantemos, levando as vozes daqueles que mudaram os seus destinos e trouxeram luz a seus mundos a todos os que quiserem ouvi-las!Eu vos saúdo, nobres aventureiros e irmãos! Que teus nomes sejam lembrados...
(Arte da imagem inicial por André Vazzios)

Astreya Anathar Bhael

domingo, 15 de abril de 2012

As Crônicas de Elgalor Capítulo IX: A caminho do Abismo



Depois de muito brigar pedir ao Odin, ele finalmente escreveu mais um capítulo das Crônicas de Elgalor!! Eu pelo menos já estava com muita saudade. Espero que gostem e apreciem esse novo capítulo de uma história que marcou o mundo de Elgalor. Com vocês, mais uma parte de A Caminho do Abismo! Não lembra do que aconteceu nos últimos tempos? Dê uma olhada AQUI!

As Crônicas de Elgalor Capítulo IX: A caminho do Abismo

Nos salões de Guerra de Sírhion, o Senhor dos Ventos explicou detalhadamente o que os heróis deveriam fazer para que os povos livres tivessem uma chance de impedir o Rei Dragão de subjugar todos os povos de Elgalor.

- O grande Mycen era sábio. – explicou o Senhor dos Ventos – Ele cogitou a possibilidade de servos das trevas liberarem a alma do Rei Dragão. Por conta disto, ordenou que seus seguidores mais poderosos preparassem amuletos mágicos que continham parte de sua própria alma e essência. Após criar os artefatos, os seguidores de Mycen os mantiveram em segurança máxima. Caso o Rei Dragão um dia retornasse, haveria um meio de derrotá-lo.
- E o que houve com estes guardiões? - perguntou Astreya.
- Criaram uma ordem poderosa – respondeu o Senhor dos Ventos – a Ordem da Chama Azul – que atualmente é liderada por um grande arqui-mago do reino de Kamaro, um homem sábio chamado Sahlam.
- Já ouvi falar muito desta ordem e do mago que a lidera – disse Astreya – eles são grandes guardiães de nosso mundo, e possuem membros espalhados por toda Elgalor.
- Se para conseguir os amuletos fosse preciso apenas conversar com o mago – interrompeu Aramil – você não teria nos procurado. O que aconteceu com o tal Sahlam?
- Após um grande ataque de arqui-demônios que destruiu a sede principal da Ordem da Chama Azul, Sahlam simplesmente desapareceu - disse o Senhor dos Ventos com pesar na voz – isso foi há mais de um mês atrás, e apenas recentemente descobri o paradeiro dele.
- E quanto aos amuletos? – perguntou Hargor – estão perdidos?
- Não – respondeu o Senhor dos Ventos – Estou certo de que Sahlam os guardaria em um local menos óbvio, e ainda mais bem protegido.
- E onde ele está agora? – Perguntou Evan.
- No coração do mundo dos demônios – disse o Senhor dos Ventos – na dimensão que nós chamamos de Abismo.

Aramil, Hargor e Astreya já possuíam um conhecimento considerável sobre o local. Não que já tivessem ousado colocar os pés lá, mas seus estudos sobre o assunto lhes renderam informações tenebrosas, e a mera menção do nome aliada à constatação óbvia que eles teriam que se dirigir para lá fez com que os três sentissem um forte calafrio na espinha.
- Hahaha – zombou Aramil - você só pode estar brincando!
- Aramil! – repreendeu Astreya.
- Se ele está lá, não temos escolha alguma – disse Evan – partiremos o quanto antes.
- Fale por você, paladino! – disse Aramil zangado – não há nada além de fogo e morte naquele local, e se o mago realmente estava lá, ou já partiu, ou está morto.
- Se estivesse morto, nós saberíamos – respondeu Hargor – e poderíamos nos comunicar com seu espírito se fosse o caso. Ele provavelmente está sendo mantido preso em algum lugar para evitar justamente isso.
- Sim... – respondeu o Senhor dos Ventos – nas catacumbas subterrâneas de Magtherimoth.
- Magtherimoth é uma lenda – disse Aramil – A suposta Cidadela Comercial dos demônios e lordes Efreets é apenas uma lenda para atrair aventureiros tolos para os mercados de escravos existentes no Abismo.
- A cidadela é real, posso lhe garantir – respondeu o Senhor dos Ventos - Eu mesmo já estive lá uma vez.
- Então, já resolvemos o problema de achar o lugar – disse Hargor – mas as catacumbas...
- O que têm elas, Hargor? – perguntou Oyama.
- Segundo as lendas, existem 666 catacumbas abaixo de Magtherimoth – disse Astreya – e cada catacumba é mais ou menos do tamanho de Sírhion.
- De que tamanho é esta cidade? – perguntou Evan.
- SE ela existir mesmo – disse Aramil aborrecido – as lendas contam que seu tamanho equivale à área das Terras Sombrias.
- E por que seria tão difícil encontrar uma cidade deste tamanho e ver se ela realmente existe? - Perguntou Bulma já cansada de olhar para a lâmina de seu machado.
- Porque o abismo é cerca de 100 vezes maior do que o nosso mundo – Disse Hargor.
- E porque a cidade muda de lugar a cada mês, e é magicamente protegida contra detecções “indesejáveis” - Completou Astreya.
- Eu estou certo de que senti a presença de Sahlam sob as construções de Magtherimoth.
- Bom, então vamos para lá encontrar o mago e terminar logo com isso! – disse Oyama.
- Claro, e depois podemos aproveitar e destruir os Lordes do Inferno também... –ridicularizou Aramil – Vocês estão Loucos!
- É a única forma, Aramil - disse Astreya.
- Esta é uma missão suicida! – retrucou o mago.
- Então fique aqui trocando a fralda das crianças, covarde! – disse Bulma se levantando.
- Hahaha – gargalhou Oyama – Mas tome cuidado porque elas podem morder, Aramil! Talvez fosse melhor você pedir um destacamento de guerreiros para te proteger...
- Bulma, por que você não pega o Oyama e vão ambos para...
- Ele irá conosco! – disse Evan antes que Aramil terminasse o comentário que provavelmente eclodiria em uma pequena guerra naquele local – A rainha Meliann pediu que ele acompanhasse nossa comitiva, e Aramil não irá desonrar seu povo fugindo agora.
- Certamente que não – respondeu Hargor para encerrar o assunto – o que precisamos para sobreviver lá, Senhor dos Ventos?
- Aquela cidade é um dos poucos lugares respiráveis e não diretamente fatais dentro do abismo – Respondeu o sábio - Vocês poderão respirar normalmente, e a menos que deixem a cidade ou as catacumbas abaixo dela, o ambiente hostil do abismo não os afetará... muito.
- Como assim? – perguntou Oyama.
- Aquele local é impregnado de energia maligna, e haverá diversas criaturas ali que tentarão corrompê-los – respondeu o Senhor dos Ventos – vocês devem buscar informações da maneira mais discreta possível, e tentar encontrar Sahlam em menos de 4 dias.
- Por que “4 dias”? – questionou Hargor.
- Porque após isso, a cidade irá se mover novamente, e eu não tenho garantia nenhuma que seria capaz de encontrá-la novamente.
- Então se não sairmos em 4 dias... – disse Oyama.
- Teremos um novo e belo lar pelo resto de nossas vidas – respondeu sarcasticamente Aramil – não que isto será muito tempo, é claro.

- Eu não lhes pediria isto se houvesse outra forma de resolver o problema – disse o Senhor dos Ventos – sejam discretos, e não ofereçam nenhum tipo de pagamento por informações que não seja ouro ou jóias. Dever favores para aquelas criaturas se mostrará fatal, e na pior hora possível.
- E acima de tudo – continuou o sábio – Mantenham distância da bruxa conhecida como Babaiagha.

2 comentários:

  1. Oh não. Eu me lembro do que vem depois. Depois de tanto revisar aquele contrato...

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  2. Eu também me lembro. Quanto horror!!

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