Bem-vindos!

Bons amigos, valorosos guerreiros da espada e da magia, nobres bardos e todos aqueles com quem tiver o prazer de cruzar meu caminho nesta valorosa, emocionante e por vezes trágica jornada em que me encontro! É com grande alegria e prazer que lhes dou as boas-vindas, e os convido a lerem e compartilharem comigo as crônicas e canções que tenho registradas em meu cancioneiro e em meu diário...Aqui, contarei histórias sobre valorosos heróis, batalhas épicas e grandes feitos. Este é o espaço para que tais fatos sejam louvados e lembrados como merecem, sendo passados a todas as gerações de homens e mulheres de coração bravo. Juntos cantemos, levando as vozes daqueles que mudaram os seus destinos e trouxeram luz a seus mundos a todos os que quiserem ouvi-las!Eu vos saúdo, nobres aventureiros e irmãos! Que teus nomes sejam lembrados...
(Arte da imagem inicial por André Vazzios)

Astreya Anathar Bhael

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Feliz 2012! Lutemos contra o apocalipse!

A alegria dos quatro cavaleiros do apocalipse
Animem-se nobres moradores da terra! Elgalor já esteve várias vezes à beira da destruição e sempre deu-se um jeito. Espero que 2012 traga um gostinho de aventura para as monótonas vidas dos habitantes de Midgard (afinal, sair um pouco da rotina trabalhar-comer-dormir para enfrentar o fim do mundo deverá ser divertido).

Brincadeiras a parte, espero que esse 2012 seja um ótimo ano cheio de bençãos para todos nós!

E para esse final de ano, uma canção que acho que todos nós deveríamos ouvir no início de uma nova jornada ou naqueles dias em que parece que tudo está errado. Ânimo, bravos leitores!



"And for any day that stings
Two better days it brings
Nothing is as bad as it seems!"

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Feliz Natal com Metal!

O Cancioneiro anda parado, em ritmo de férias, mas o Feliz Natal não poderia faltar, com toda a "epicidade" do metal para nos acompanhar. Nessa noite trago-vos a bela versão da banda Kamelot para um clássico natalino: We three kings (Conhecida como "Três Reis Magos" em nossa língua portuguesa). Esta é uma de minhas canções natalinas favoritas, e no final Kamelot ainda nos presenteia com uma bela versão de "God Rest you Merry, Gentleman" (a partir do 2:24 até o 2:55), outra de minhas prediletas.

Desejo a todos os leitores de meu humilde cancioneiro um Feliz Natal e um ano vindouro repleto de muita paz, alegrias e amor, o sentimento supremo que move o mundo. Espero com todas as minhas forças que todo o bem que cada um de vocês fez retorne em dobro e que todos sejam cobertos de bençãos e boa fortuna. Obrigada por mais um ano, nobres aventureiros! E que venha 2012 com um apocalipse para combatermos apenas em nossas mesas de jogo.


Kamelot - We three kings

FELIZ NATAL!

domingo, 18 de dezembro de 2011

Guerra nos Nove Mundos

Saudações, nobres aventureiros! Hoje venho a vocês divulgar, com muita alegria, o lançamento do primeiro conto que se passa na ambientação Nove Mundos, a ser lançada por Odin em um futuro próximo.

Escrito pelo talentoso escaldo Jaco Galtran, Guerra nos Nove Mundos está disponível na loja da editora RedBox. Diagramado por Frodo Bacchi (a capa também é de autoria de nosso amigo hobbit), o e-book é totalmente GRATUITO! Para adquiri-lo e ter acesso a mais um trabalho de qualidade da literatura fantástica nacional, basta clicar AQUI!

Esta barda que vos fala já leu e garante: não irão se arrepender de conferir esta emocionante história. Deixo-vos com a sinopse:

"Os cavaleiros de Niflheim espalham terror por onde passam. Gigantes, orcs e toda a sorte de criaturas malignas multiplicam-se pelos Nove Mundos como pragas. Contando com a fé nos deuses antigos e no deus Balder, e guiados pela ímpeto aventureiro digno dos mais nobres heróis, não faltam aqueles que optam por viverem em defesa da justiça. O choque entre essas as duas forças gera constantes guerras nos Nove Mundos. Mas em algum lugar dos subterrâneos, um incomum grupo trava uma guerra ainda mais profunda e terrível: o confronto com seu passado. Uma batalha feroz contra suas fraquezas, medos e inseguranças. Uma jornada em busca de um propósito para suas existências, uma paz interior que talvez possa ser o único consolo em um mundo em que as guerras parecem não ter fim."

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Canção do dia - Ten years Kashmir II


Eu conhecia a canção Kashmir originalmente tocada por Led Zeppelin, mas achei essa versão instrumental feita pela Corner Stone Cues maravilhosamente épica, com direito a orquestra e coral! Perfeita para aventuras desérticas!


Ten years Kashmir II - Corner Stone Cues

E para os fãs das películas de Tony Stark, achei esta montagem feita com a canção muito bacana:



Que os ventos da boa fortuna estejam com todos nós, nobres aventureiros!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

As Crônicas de Elgalor - comunicado

Saudações nobres leitores! Nesta noite de quinta-feira venho lhes trazer um comunicado (e também uma canção ao final deste pergaminho!). Aqueles de vós que entram em meu Cancioneiro e leem as Crônicas de Elgalor devem estar sentindo falta dos próximos capítulos. Digo-vos que as crônicas não morreram! O alter-ego de Odin está apenas atarefado demais com seus compromissos como professor e retomará a escrita a partir de janeiro. Enquanto isso convido-os mais uma vez para fazer o download gratuito da primeira parte dessa saga! Basta clicar AQUI!

Convido-os a virar a página, sempre que possível, para conhecer novos mundos!



Turn the page - Blind Guardian

Até breve, nobres aventureiros!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Canção do dia - Temple of the Moon


Uma perfeita canção élfica, composta por David Arkenstone, vinda de World of Warcraft, e cantada por Kate Covington, uma excelente barda que divulga sua voz no oráculo youtube, fazendo arranjos e compondo letras para vários tipos de canções.


Temple of the moon - Kate Covington

Certamente cantarei essa canção em Sírhion...

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Canção do dia - Strangely Beautiful

Essa canção relaxante e misteriosa pode ser uma boa música ambiente para alguma situação de aventura... Ruinas de uma cidade élfica? Um templo abandonado?


Strangely Beautiful - Amethystium

Espero que gostem, nobres aventureiros!

sábado, 19 de novembro de 2011

Globus

Recentemente descobri mais uma fonte de inspiração musical para nossas aventuras, caros leitores.Há algum tempo eu conhecia o nome Globus graças à canção Europa, que descobri em um vídeo, mas pensava se tratar de uma banda. Na verdade, como eu vim a saber, Globus é um nome para um grupo composto por produtores,  músicos e vocalistas, pertencente à Immediate Music, uma companhia que produz canções para trailers de filmes. Os compositores principais que encabeçam esta interessante iniciativa são Yoav Goren e Jeffrey Fayman.

Parece-me que o grupo Globus foi formado em 2006, já que a Immediate Music recebia muitos pedidos de fãs de seu trabalho para que suas canções de estilo grandioso e distinto fossem de alguma forma lançadas em CDs para que ficassem disponíveis ao público.

Apenas a título de curiosidade, a Immediate Music compôs trilhas para trailers de filmes como Avatar, Homem de Ferro, Hellboy III, Homem Aranha, Coraline, Cruzada, Harry Potter, Piratas do Caribe, entre outros. Percebe-se que o trabalho da Immediate de fato conta com qualidade, e que os trailers de películas precisam ter canções especialmente destinadas a eles para que instiguem curiosidade e a tensão necessárias. Interessante, não?

Sem mais delongas, deixo-vos com três canções do grupo Globus, entre elas aquela que me fez conhecê-lo:


Europa - Globus (gosto muito da letra desta canção)


Diem Ex Dei - Globus (minha favorita, um estilo épico-sublime! Tenha paciência pois a música começa de fato aos 30 segundos no vídeo).


Preliator - Globus (100% épica, lembra-me de Carmina Burana!).

Espero que apreciem as canções, nobres aventureiros!

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Para quem ainda não sabe..

Olá nobres visitantes. Meu alter-ego não é muito dado a divulgar coisas que tenham a ver com ela, mas achei que poderia dizer, para aqueles que ainda não sabem, que recentemente publicamos um livro, intitulado O Enigma da Lua - A centésima vida. Trata-se de um romance em pdf que está a venda na loja da Redbox, a Redstore, e também por meio de meu correio de pergaminhos: astreya.bhael@gmail.com. Posso dizer que é uma obra modesta mas foi escrita com bastante carinho, ao longo de 8 penosos anos em que meu alter-ego reescreveu várias vezes sua própria história. Bem, de qualquer modo, estendo novamente um convite para que visitem nosso outro blog e conheçam mais a fundo um pouco deste humilde projeto.

Agradeço a todos pela paciência e digo-vos que a programação normal com canções logo estará de volta!

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

10 canções épicas


Encontrei uma compilação deveras interessante de canções que não pude deixar de compartilhar com vocês. 10 canções épicas que passam por vários gêneros, do clássico ao eletrônico. Muito interessante (e qualquer lista que tiver Carmina Burana me deixa feliz!).



terça-feira, 8 de novembro de 2011

Meu Sonho

E falando em fantasmas... há tempos atrás tive a oportunidade de encontrar os escritos de um poeta deveras talentoso, e posto a vocês hoje uma de suas obras, praticamente meu poema favorito.

Ainda em clima de Halloween e dia de los muertos, apresento-lhes "Meu Sonho", de Alvares de Azevedo.

EU
Cavaleiro das armas escuras,
Onde vais pelas trevas impuras
Com a espada sanguenta na mão?
Por que brilham teus olhos ardentes
E gemidos nos lábios frementes
Vertem fogo do teu coração?

Cavaleiro, quem és? — O remorso?
Do corcel te debruças no dorso...
E galopas do vale através...
Oh! da estrada acordando as poeiras
Não escutas gritar as caveiras
E morder-te o fantasma nos pés?

Onde vais pelas trevas impuras,
Cavaleiro das armas escuras,
Macilento qual morto na tumba?...
Tu escutas... Na longa montanha
Um tropel teu galope acompanha?
E um clamor de vingança retumba?

Cavaleiro, quem és? que mistério...
Quem te força da morte no império
Pela noite assombrada a vagar?

O FANTASMA
Sou o sonho de tua esperança,
Tua febre que nunca descansa,
O delírio que te há de matar!..

Hoje mesmo encontrei um heróico professor de literatura (o que não fazem os professores para chamar a atenção de seus alunos?) que musicou e cantou esse belo poema. Eu particularmente achei o resultado deveras bacana!


Meu Sonho - Fabiano Fontes

terça-feira, 1 de novembro de 2011

O Fantasma da Ópera

Ainda em espírito de Halloween, lembrei-me recentemente que nunca falei de um de meus contos favoritos e também de uma canção que me é muito cara.

"O Fantasma da Ópera" é muito mais conhecido mundialmente por sua famosa versão musical feita por Andrew Lloyd Webber. No entanto, a história original foi escrita por Gaston Leroux, sendo uma autêntico romance gótico. No livro, o Fantasma é realmente uma criatura assustadora, que assombra cada canto da ópera em que reside, sendo no entanto um gênio musical e detentor de uma belíssima voz, que treina em segredo sua protegida, a inocente e bela Christine Daaé. Filha de um famoso violinista que morreu quando Christine ainda era jovem, ela acredita que o Fantasma seja um anjo enviado por seu pai, a quem ela chama de "O anjo da música", personagem provindo de um conto escandinavo que seu pai costumava contar para ela. O Fantasma, no entanto, é apaixonado por sua protegida e a treina até que ela consiga colocar "sua alma em sua voz". Christine realmente atinge perfeição em seu canto, para orgulho de seu mentor. No entanto, os problemas começam quando Christine se vê dividida entre a lealdade a seu mentor, Erik (no livro, o Fantasma tem um nome!) e seu amor pelo amigo de infância, o Visconde Raoul de Chagny. Raoul provoca a ira e o ciúme do Fantasma, que passa a fazer de tudo para manter Christine sob seu jugo.

Christine, achando que o cara mascarado que entra no quarto dela à noite é um "anjo". Expulsão, por favor! #Morredeabo

Existem certas diferenças entre o livro e o musical, especialmente no que diz respeito à figura do Fantasma. No musical temos um Fantasma muito menos deformado e de certa forma belo, enquanto está com sua máscara. No livro, Erik é muito mais assustador, e conhecemos mais de sua genialidade. Ele constrói labirintos e câmaras nos subsolos do teatro, e compõe com verdadeira maestria sua obra, o "Don Juan triunfante".

Como o Fantasma da Ópera é um romance gótico, temos elementos característicos, como a pureza dos personagens principais, Christine e Raoul, enlevados em seu amor delicado, em oposição à escuridão que o Fantasma representa. Aliás, acredito que o germe destes vilões carismáticos ou anti-heróis que temos em profusão atualmente em histórias e séries, originou-se nestes romances. Erik é uma figura perturbadora, mas é quase impossível não se identificar com seu tormento e seus conflitos, sua paixão impossível por Christine - esta praticamente uma representação da luz e da normalidade desejadas pelo Fantasma, uma criatura que foi obrigada a viver na escuridão por não representar os ideais de aparência e comportamento aceitos pela sociedade. Erik traz a tona o ideia de que todos nós possuímos nossas chagas e deformações, no entanto, podendo escondê-las, elas se tornam aceitáveis.

E falando em "O Fantasma..." existe uma canção do musical que adoro, e que de fato é bastante conhecida. "The Phantom of the Opera" é uma melodia bastante impactante, e creio que combina bastante com o espírito da história. A versão do novo filme é a minha favorita, embora muitos acreditem que a de Sarah Brightman seja melhor. E devo dizer que, apesar de não apreciar muito os trabalhos de Joel Schumacher, gosto do filme de 2004...


The Phantom of the Opera - Gerard this is Sparta! Butler e Emmy Rossum

No musical, percebe-se que Christine possui um amor puro e reconfortante por Raoul, sentindo também uma paixão profunda e um certo fascínio pelo Fantasma. No entanto, no final ela deve escolher apenas um dos dois. E agora, outras de minhas versões favoritas:


The Phantom of the opera - Nightwish


The Phantom of the opera - Holyhell feat. Erick Adams - Vejam bem que Erick tem até o mesmo nome do Fantasma, não poderiam ter feito escolha melhor (Ele e Tarja juntos também ficariam ótimos!).

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Feliz Halloween!

Ainda que esteja atrasada, desejo a todos um feliz Halloween!


All Souls Night - Loreena Mckennitt

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Promoção "Os 7 tiram o teu sono"

Saudações Amigos! Hoje venho divulgar a promoção do amigo Druida-Filid, do blog parceiro RPGames Brasil. Confiram e participem!

"Promoção de Halloween no RPGames Brasil
(por Filipe L. Dias)

Os Sete é um romance, dentro do gênero Horror, escrito pelo aclamado escrito brazuca André Vianco.

O livro narra à descoberta de uma caravela portuguesa naufragada há cinco séculos no litoral brasileiro. Dentro dela, encontram-se sete cadáveres aprisionados em uma caixa de prata, acusados, na época, de bruxaria. Universitários, da faculdade de Porto Alegre irão estudar os cadáveres, que estão em perfeito estado de conservação... Algo inexplicável pela ciência moderna. É, no mínimo uma história de arrepiar.

Se você não leu e curtiu a sinopse do livro, ou mesmo que tenha lido não possui Os Sete, basta comentar e concorrer a um exemplar. No dia 2 de novembro, às 20 horas, o RPGames Brasil vai sortear um exemplar entre os membros do blog que cumprirem o seguinte regulamento:
Ser participante público do blog.
Comentar essa postagem contando uma historia de horror que já viveu ou soube.
Ser residente no Brasil.

O sorteio será realizado somente entre aqueles que participam do blog publicamente e tiverem comentado a postagem. Por isso, se não é um membro basta começar a participar e deixar o seu comentário.

Boa sorte! Hahahahahahahahaha"

Para participar basta clicar AQUI!

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Video Game Concert

Talvez tenha sido o saudosismo de meu alter-ego que a fez acreditar que o Sr. Olivier Sirois, um músico que posta suas composições no youtube sob o pseudônimo de ubergrau, estava fazendo um trabalho muito divertido ao transformar estas canções nostálgicas em peças instrumentais. Aposto que pelo menos uma dessas melodias vocês, nobres aventureiros, irão reconhecer.


Angel Island - Sonic 3


Sky Chase Zone - Sonic 2


Streets od Rage II (o famoso Briga de Rua) - The Industry


Golden Axe 2 - Boss Theme



Aquatic Ruin Zone - Sonic 2

domingo, 23 de outubro de 2011

O melhor presente de aniversário

Saudações, nobres visitantes! Primeiramente peço desculpas pela falta de postagens, mas prometo que este problema logo se corrigirá. No entanto, hoje venho lhes mostrar o encantador presente de aniversário ganho por meu alter-ego, o resultado de um "conluio" muito positivo entre o alter-ego de Odin e Angela, amiga e ilustradora dona do blog vizinho Ange Ilustradora.  

Primeiramente, devo dizer que meu alter-ego sempre quis ter um desenho de sua personagem - eu mesma, Astreya, junto com meu amado Coran. Ela vivia professando sua vontade para o marido (pobrezinho), e eis que ele e Angela trataram de combinar desde o dia dos namorados deste ano - praticamente 4 meses antes de meu aniversário - de fazer não um desenho, e sim uma pintura em tela que atendesse à minha singela vontade. E assim, meu alter-ego ganhou o melhor presente de aniversário de sua vida, que foi mantido em estrito segredo até o dia 19 deste mês:


Perdoem-me ser má fotógrafa, mas posso lhes dizer que o quadro, agora pendurado na parede do quarto de meu alter-ego e seu marido, ficou extremamente lindo, ainda contando com a presença da linda Kimi, a cachorrinha de meu alter-ego e o de Odin, devidamente vestida com uma armadura.

Muito obrigada, Angela, por ter me pintado tão bonita e  num momento tão feliz, e por ter representado tão delicadamente parte da história não apenas minha, mas de meu alter-ego e seu amado. 

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

As Crônicas de Elgalor Capítulo VIII: A Guerra dos Reis (Parte Final)


Saudações, bravos companheiros. Chegamos hoje à parte final do tenso capítulo "A Guerra dos Reis". Espero que apreciem e guardem vossas orações aos que tombaram e foram feridos em alma e espírito por esses acontecimentos. Sem mais delongas, vamos ao texto.

As Crônicas de Elgalor Capítulo VIII: A Guerra dos Reis (Parte Final)

Por ODIN.

Meliann estava orgulhosa de si mesma até aquele ponto da história de Astreya; ela não sentira vontade de chorar ou tapar os ouvidos, e apesar de criar imagens mentais de cada acontecimento narrado pela trovadora real de Sírhion, ela manteve seu medo totalmente sob controle. Até o momento em que Astreya disse: “Depois disso, o inferno caiu sobre nós”.

Neste momento Astreya fez uma pequena pausa para sentir como Meliann estava reagindo à história. A princesa de Sindhar começou a enrolar compulsivamente uma mecha de seus belos cabelos dourado-prateados enquanto sentia seu coração começar a parar. Apesar disso, ela se manteve firme e fez um gesto gentil com a mão para que Astreya continuasse. E assim fez a meio elfa:

“ De onde eu estava era difícil ver o que acontecia em todo o campo de batalha, mas as tropas de Thurxanthraxinzethos e de seu mestre avançaram impiedosamente sobre os exércitos de Darakar, que também não mostraram piedade contra seus recém chegados inimigos. Agora, os exércitos dos elfos faziam o possível para atravessar o turbilhão de orcs que formava o gigantesco exército de Skarr. Evan avançou com as tropas de Sírhion de maneira implacável, e seu lobo celestial decapitou pelo menos quarenta orcs pelas contas de Tallin. Bheleg conduziu pessoalmente as forças de Sindhar em uma formação de ponta de lança, tentando rasgar as linhas de defesas dos orcs de forma que não fossem cercados e massacrados pelos flancos. Ele e Evan trabalharam bem juntos, e conseguiram impedir que nossos exércitos fossem completamente “destroçados”, como diria Oyama. Aramil, para minha surpresa, ficou no combate até o final, protegendo nossas tropas contra os sopros dos dragões ao lado dos magos reais de Sindhar e de um contingente de clérigos anões. A situação não era tão desesperadora quanto poderia ser, mas houve momentos em que mesmo Tallin e eu, que estávamos mais na retaguarda, estávamos banhadas em sangue e tropeçando em membros decepados. Por duas vezes, eu quase vomitei. Mas no fundo sabia que cada orc que eu conseguisse derrubar com minha espada ou com meus encantamentos (não foram muitos) era um orc a menos que flanquearia meus amigos no instante seguinte.

Vi pouco da batalha de Balderk contra o Rei Dragão. Pelo que Hargor me descreveu mais tarde, os dois se mantiveram em uma disputa equilibrada por poucos minutos, pois o Rei Dragão era mesmo poderoso como um semi-deus. Após diversos bloqueios e troca de golpes de ambos os lados, A lança do Rei Dragão emitiu um forte brilho vermelho, e foi capaz de atravessar o escudo e a armadura de Balderk e perfurar impiedosamente o coração do nobre rei. Antes de tombar, Balderk rasgou o lado direito do rosto do Rei Dragão arrancando-lhe o olho e um dos chifres. Mas, para o nosso horror, a lança do Rei Dragão brilhou mais uma vez, e a alma de Balderk foi sugada, presa em uma das jóias incrustadas na lâmina da arma. Após matar Balderk, o Rei Dragão simplesmente desapareceu do campo de batalha, ao som de gargalhadas de deboche.

Naquele momento, os anões pareceram explodir em um turbilhão de ódio e vingança, e uma matança ainda maior ocorreu naquele local. Oyama, Bulma e Hargor lutavam com todas as forças para deter o avanço do exército de meio dragões de Thurxanthraxinzethos. Segundo Hargor, Oyama matou mais de dez meio dragões mesmo depois que teve seu braço esquerdo quebrado, e Bulma estava em um estado de fúria tão medonho que após ser engolida por um dos dragões no meio do combate, ela de alguma forma rasgou o ventre da criatura de dentro para fora com seu machado, e mesmo estando com ossos quebrados e com os músculos rasgados pelas presas do dragão, ainda lutou e conseguiu matar mais três meio dragões. O combate de Durin e Thurxanthraxinzethos estava absurdamente acirrado pelo que ouvi. Ambos lutaram por muito tempo, mas não houve vencedor no embate.

Agora... o que realmente prendeu minha atenção... Após abrir caminho entre bárbaros orcs e guerreiros élficos, Coran e Skarr se encontraram no campo de batalha. Lembro-me que Skarr gargalhou e lançou um insulto à memória de Thingol, mas antes de terminar teve que se esquivar bruscamente para não ser decapitado pela espada de Coran. O machado de Skarr era poderoso, mas a espada de Coran, a Lâmina de Gelo, é a arma mais poderosa já forjada pelos elfos de Sírhion, e foi capaz de resistir ao machado de Skarr da mesma forma que o machado de Balderk fizera antes. Tentei me aproximar para ajudar Coran, mas quase fui pisoteada até a morte no meio do caminho. E se não fosse por Tallin e depois pela magia de Aramil que nos tirou daquele local e nos levou para uma colina próxima, eu não estaria aqui. Coran e Skarr lutaram em um embate tão equilibrado quanto o de Durin e Thurxanthraxinzethos. Ambos eram combatentes extremamente experientes. Veteranos de inúmeros campos de batalha e os melhores homens de armas que suas raças tinham a oferecer. Contudo, após quase cortar fora o braço esquerdo de Skarr com sua espada, Coran foi atingido por um murro da manopla de ferro de Skarr. Coran foi capaz de resistir à magia desintegradora da manopla, mas teve seu nariz esmagado e perdeu a visão por uma fração de segundo. Isto foi o suficiente para que Skarr o derrubasse com uma rasteira e desferisse um ataque devastador com seu machado. Devido ao reflexo ou à experiência, Coran bloqueou o golpe com o escudo, mas foi arremessado para trás com o impacto e teve seu braço direito quebrado no processo.

Skarr já não conseguia usar o machado com ambos os braços por causa do ferimento que sofrera, mas avançou furiosamente, e mesmo empunhando sua arma com apenas uma das mãos, a força de seu ataque e sua precisão ainda eram devastadoras. Quando ele chegou a cerca de um metro de Coran, desferiu um golpe mortal antes que ele pudesse levantar-se. Neste instante, Coran usou toda a força que tinha para se levantar, e se desviou alguns centímetros para a direita. O machado de Skarr rompeu a armadura de Coran, atravessou seu ombro direito e lhe arrancou o braço que estava quebrado. Neste exato momento, Coran usou seu outro braço para cravar sua espada de baixo para cima na cabeça de Skarr. A Lâmina azulada de Coran atravessou a mandíbula de Skarr e rompeu pelo crânio do maldito. Os dois caíram no chão completamente destruídos.

O local onde Coran tombou quase morto foi envolvido por uma sombra escura e avermelhada, que o envolveu totalmente e deixou uma marca vermelha na forma de uma terrível cicatriz no lado direito de seu rosto. Coran estava inconsciente, mas mesmo assim urrou de dor. Eu gritei desesperada, e quando achei que nada poderia piorar, Skarr começou a se levantar e gargalhar, com uma cicatriz idêntica à de Coran.

Foi apenas neste instante que a jóia que o Senhor dos Ventos me deu começou a brilhar. Eu a empunhei, e ela emitiu uma luz branca que parecia envolver todos naquele campo de batalha. Senti que poderia fazer um único desejo e que se este fosse “certo”, a jóia iria atendê-lo. O Senhor dos Ventos havia me avisado que o poder da jóia era alimentado por amor, e que eu não poderia ser egoísta. Chorei e sufoquei o ódio que sentia por Skarr e pelo Rei Dragão. Removi temporariamente a imagem de Coran agonizando e desejei que todos ali voltassem para seus locais de origem.

A luz se intensificou, e a próxima coisa que vi foram Evan, Tallin e o corpo de Coran ao meu lado nas casas de cura de Sírhion. Thamior já estava lá como se pressentisse algo, e curou rapidamente o corpo de Coran. Mas mesmo com todo seu poder e conhecimento, ele ainda não foi capaz de determinar o que é esta marca no rosto de Coran e qual sua ligação com Skarr. Poucas horas depois descobri que Aramil e Bheleg estavam bem em Sindhar, da mesma forma que Hargor, Oyama, Bulma e Durin em Darakar. Todos os soldados, vivos ou mortos, reapareceram magicamente em seus reinos de origem graças ao poder da jóia. Não tivemos notícias do Rei Dragão, Thurxanthraxinzethos ou de Skarr.

Como você já sabe, os reinos de Sírhion, Sindhar e Darakar estão em um luto de três dias, no qual serão velados e honrados todos os nossos guerreiros tombados. Pelo que Hargor me disse, Durin realizou aquilo que os anões denominam “Chamado do Trovão”, uma convocação que todos os anões em Elgalor responderam e se dedicarão à guerra de extermínio de todos os inimigos dos anões. O Alto Conselho de Sindhar ainda não tomou nenhuma decisão em relação a isto e estamos esperando que Coran acorde para saber qual será a posição de Sírhion.”


- Isso foi tudo que aconteceu durante sua ausência, princesa Meliann – disse Astreya enxugando as lágrimas que começavam a se formar em seus olhos.

Meliann estranhamente não chorava. Ela estava em um estado de choque tão profundo que parecia não sentir absolutamente nada a seu redor.
- Eu... eu sinto muito – disse Meliann se levantando e abraçando Astreya como se tudo aquilo fosse um grande pesadelo.
- Tudo... – vai ficar bem – disse Astreya mais para si mesma do que para Meliann.

- Com licença – ambas ouviram uma voz familiar do outro lado da porta do quarto. Era Evan.
- Entre – disse Astreya se levantando.
Evan entrou e fez uma reverência na direção da cama onde estava Coran.
- Sei que esta é uma hora de pesar e tristeza – disse o paladino da forma mais suave possível – mas algo terrível está acontecendo nas Terras Sombrias. O Senhor dos Ventos está no Salão de Guerra de Sírhion e precisa que saiamos em missão urgentemente.

- Detesto dizer isso, Astreya – continuou o paladino – mas não nos será permitido orar por nossos mortos e cuidar de nossos feridos agora. Por mais difícil que seja, precisamos nos reunir e partir em missão imediatamente...

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Canção do dia - Finlandia


"Perca" 8 minutos de seu dia para ouvir uma maravilhosa canção. Uma das mais belas obras clássicas que já ouvi. Recomendo que a ouçam inteira para apreciar cada uma de suas nuances e surpresas. E duvido que ninguém consiga pensar em uma cena RPGística que possa ser ilustrada com pelo menos parte desta melodia!

Finlandia - Sibelius

Destaque para a magnífica melodia que se inicia depois dos 5:23 minutos.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Canção do Dia - Shadow of the Moon


Infelizmente, conheci essa canção apenas hoje. Com isso, estou concluindo que preciso dar mais atenção ao Blackmore's Night. Já publiquei essa canção no meu outro blog, mas não podia deixar de partilhá-la com os leitores do Cancioneiro!


Shadow of the moon - Blackmore's Night

In the shadow of the moon,
She danced in the starlight
Whispering a haunting tune
To the night...

Velvet skirts spun 'round and 'round
Fire in her stare
In the woods without a sound
No one cared...

Through the darkened fields entranced,
Music made her poor heart dance,
Thinking of a lost romance...
Long ago...

Feeling lonely, feeling sad,
She cried in the moonlight.
Driven by a world gone mad
She took flight...

"Feel no sorrow, feel no pain,
Feel no hurt, there's nothing gained...
Only love will then remain,"
She would say.

Shadow of the Moon... Shadow of the Moon...

Somewhere just beyond the mist
Spirits were seen flying
As the lightning led her way
Through the dark...

Shadow of the Moon...

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Aniversário Premiado Dragões do Sol Negro - Participe!


Saudações, nobres leitores! Esta noite venho apenas divulgar o aniversário premiado dos parceiros Dragões do Sol Negro! Posso dizer que a promoção está maravilhosa e conta até com o ASGARD RPG como prêmio! Participar é fácil! O que estão esperando? Cliquem AQUI e garantam suas chances!!

Parabéns aos grandes dragões por dois anos de vida!

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

As Crônicas de Elgalor Capítulo VIII: A Guerra dos Reis (Parte 13)


Saudações nobres viajantes. Nesta noite trago mais um capítulo das Crônicas de Elgalor. Sem mais delongas, boa leitura e que os ventos da boa fortuna vos acompanhem!

As Crônicas de Elgalor Capítulo VIII: A Guerra dos Reis (Parte 13)

Por ODIN.


Meliann se sentou ao lado de Astreya e pela primeira vez realmente se deu conta de que o rei Coran Bhael, o mas poderoso guerreiro élfico de Elgalor, jazia inconsciente em sua cama, coberto por um lençol branco e com uma terrível cicatriz vermelha que lhe cortava o lado direito do rosto e provavelmente privara o rei de um de seus olhos. Meliann sentiu um imenso desconforto, e um grande ímpeto de perguntar o que havia acontecido com ele. Mas a princesa sabia que quando fosse a hora, Astreya contaria tudo.
- Por favor – disse Meliann respirando fundo – comece a história. Prometo que não a interromperei até que termine.

Astreya olhou uma última vez para Coran e começou a história mais triste que já teve que registrar em toda sua vida:

“Pouco depois que Skarr... matou seu valoroso pai, o machado sangrento voltou para sua mão e começou a regenerar um pouco de seus ferimentos, como se o sangue derramado do nobre rei Thingol estivesse curando o monstro. Quando se sentiu em condições de andar, praguejou algo em seu idioma, algo que não pude ouvir, e se aproximou do corpo já inerte de seu pai, para castigá-lo ainda mais. Foi neste momento que você desmaiou.

Neste instante, uma luz dourada rompeu do céu e envolveu o corpo de Thingol. Skarr tentou se aproximar, mas a luz parecia queimá-lo ao menor toque, o que o fez recuar. A luz brilhou mais forte, e quando desapareceu, o corpo de seu pai também havia desaparecido junto. Apenas neste momento, a barreira que isolava a “arena” onde Skarr e os reis lutaram se desfez.

Orcs, elfos e anões gritaram ferozmente, e um combate como eu nunca havia antes presenciado teve início. Posso estar enganada, mas a fúria de todos ali era tão grande, que após os primeiros segundos de confronto já se podia contar dezenas de corpos queimados, decapitados e desmembrados no chão. Os orcs lutavam como bestas selvagens e sanguinárias, mas elfos e anões também não demonstraram nenhuma misericórdia. Bheleg entregou você com cuidado a um de seus magos reais, Alenonn, eu creio, e pediu que Alenonn a tirasse dali enquanto ele ordenou a seus arqueiros que abatessem Skarr naquele exato instante, antes que o monstro pudesse ser restaurado. Contudo, o caos já havia tomado conta do campo de batalha, e não foi possível encontrar Skarr no meio da multidão, até que vimos um imenso pulso de energia avermelhada rompendo do chão enquanto diversos orcs morriam queimados em agonia. Como Hargor posteriormente me explicou, aquilo era um ritual de sacrifício empreendido por algum clérigo orc, onde diversos orcs tiveram suas energias vitais consumidas de forma macabra para que Skarr fosse plenamente curado.

Ao final do rápido ritual Skarr gargalhou e se lançou no coração da batalha como uma besta do inferno, matando inclusive os homens de seu exército que estavam no caminho. Havia literalmente centenas, talvez milhares de orcs que inconscientemente formavam uma barreira entre nossos guerreiros mais poderosos - Balderk, Durin, Coran e Bheleg - e o maldito Skarr. Ainda assim, os quatro imaginaram que se Skarr não fosse abatido logo, muitos elfos e anões valorosos teriam suas vidas ceifadas. Naquele momento, cada um tentou abrir caminho e encurtar a distância entre si e o monstro.

Na ocasião eu estava perto de Coran e Bheleg, e Coran ordenou a Evan que liderasse a vanguarda das forças de Sírhion em outro fronte enquanto ele avançava para interceptar Skarr. Eu implorei para que ele me deixasse ir junto, mas ele insistiu que eu voltasse junto com Alennon e você para Sindhar. Recusei e quando tentei segui-lo, senti o braço de Evan me puxando, dizendo que eu seria mais útil curando nossos soldados feridos, e que eu não teria condições de atravessar aquele corredor de orcs sem atrasar muito Coran. Frustrada, me juntei à Tallin e fiquei próxima a Evan enquanto ele conjurava seu lobo celestial e conduzia as forças de Sírhion a um ataque ao flanco leste dos orcs. Compreendendo que apenas ele poderia liderar as forças de Sindhar, Bheleg praguejou, desistiu de tentar alcançar Skarr, e conduziu seus homens ao flanco sul dos orcs. Considerando que os exércitos de Darakar já haviam tomado o flanco norte e oeste com a ajuda de Bulma, Oyama e Hargor, os orcs seriam sumariamente esmagados assim que o cerco se completasse, mesmo estando em um número quase duas vezes maior do que o nosso. Seria uma batalha ainda mais dura e impiedosa, perderíamos muitos de nossos bravos soldados e não saberíamos quem chegaria à Skarr, mas nossa “vitória”, apesar de cara, parecia uma mera questão de tempo.

Até que o céu escureceu por completo e um anel de fogo se formou atrás do destacamento principal dos anões. Naquele momento, o vento começou a soprar mais forte e trouxe consigo gritos de desesperos, choros e palavras nefastas carregadas do mais puro ódio. Do anel de fogo surgiu uma legião com quase três mil guerreiros enormes e fortemente armadurados. Eram meio dragões, que usavam armaduras negras e vermelhas, e carregavam lanças, machados e espadas; seus rostos eram cobertos por elmos em forma de crânio desfigurados por cicatrizes macabras, À frente das tropas, não havia ninguém menos do que o maldito Thurxanthraxinzethos. Mas não foi ele, ou aquele enorme exército que realmente nos assustou.

O chão se abriu poucos metros à frente de Thurxanthraxinzethos e de seu terrível exército, criando uma nuvem fétida de fogo e fumaça. Quando a fumaça se dissipou, pudermos ver um ser enorme, com mais de três metros de altura, trajando uma armadura negra repleta de farpas metálicas e crânios cravados como se formassem grotescas ombreiras. Seu elmo fechado tinha a forma do rosto de um demônio, com longos chifres verticais. Os olhos da criatura eram vermelhos e incandescentes, e ele possuía imensas asas negras, idênticas às de um morcego, mas muito maiores. Em sua mão esquerda ele carregava um escudo de corpo negro que exibia dezenas de rostos desfigurados em um constante movimento de pura agonia. Em sua mão direita, uma gigantesca lança machado coberta de runas mágicas e encantamentos profanos. Mesmo estando há mais de um quilômetro de distância dele, pude ver sua imagem com uma exatidão terrível e perturbadora. Pior, tive a impressão que todos naquele campo de batalha haviam visto o mesmo que eu, pois depois percebi que a criatura estava fisicamente ali, mas, além disso, havia de alguma forma projetado sua imagem macabra dentro de nossas almas e corações.

Aquele era o Rei Dragão, o mestre de Thurxanthraxinzethos e aquele que, de acordo com as profecias do Senhor dos Ventos, cobriria nosso mundo com uma mortalha de escuridão. Ele apontou sua lança na direção de Balderk, e o bravo rei dos anões, já curado por seus clérigos olhou em desafio a ele como poucos ali seriam capazes e aceitou o desafio, enquanto o recém chegado exército da escuridão se juntava aos orcs contra elfos e anões. No meio do caos e da morte, Durin se lançou em combate singular contra Thurxanthraxinzethos, pouco antes do machado de Balderk encontrar a lança do Rei Dragão. Skarr gargalhou e começou a ir em direção a Coran.

Depois disso, o inferno caiu sobre nós..”

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Canção do dia - Forevermore

Uma bela sugestão do amigo Jaco Galtran, a canção Forevermore é uma boa pedida para aventureiros enamorados e apreciadores da boa música em geral. Espero que apreciem!


Forevermore- Derdian

Everyday I stay behind the window of the world.
All the times you are inside my fantasy
Run away far from your life or rise again so strong?
I can see you turn around my destiny

Now I want a chance to tell you
What I feel inside

Forevermore
I will try to take your heart
I won't close the door
Every night I'll wait the time to come
And now I fall
In the silence of my life
Looking for your eyes
Till the end of time, forevermore

I would like to change the time and bring you your true soul
But I see your eyes, there's so much emptyness
Throglor is your biggest ruin, and now you play your role
And forever you will show your thankfullness

Now another chance to tell you
What I feel inside

Forevermore
I will try to take your heart
I won't close the door
Every night I'll wait the time to come
And now I fall
In the silence of my life
Looking for your eyes
Till the end of time, forevermore


sexta-feira, 23 de setembro de 2011

As Crônicas de Elgalor Capítulo VIII: A Guerra dos Reis (Parte 12)


Depois de um longo e sofrido hiato, com pesar em meu coração pelos trágicos acontecimentos narrados abaixo, trago-vos nesta noite mais um capítulo das Crônicas de Elgalor. Boa leitura, e que os ventos do sucesso vos acompanhem, amigos...

As Crônicas de Elgalor Capítulo VIII: A Guerra dos Reis (Parte 12)

Por ODIN.

- NÃÃÃÃOOO! - gritou Meliann com toda sua força ao ver o machado de Skarr partindo ao meio o corpo de seu pai. A jovem princesa começou a chorar e soluçar compulsivamente, e tudo começou a girar ao redor dela.

Uma profunda escuridão tomou conta de Meliann, de forma que a última coisa que a bela barda viu foi o enorme machado sangrento retornar magicamente às mãos desfiguradas de Skarr, que apesar de toda a dor e de mal conseguir permanecer de pé, exibia um largo e sádico sorriso em seu rosto completamente destroçado pelas lâminas de gelo da magia final de Thingol Shaeruil. Quando a escuridão finalmente tomou conta de Meliann, ela apenas ouviu gritos, tambores e cornetas de guerra. Os sons ensurdecedores logo cessaram, e ela pôde apenas sentir os braços de Bheleg a segurando enquanto suas pernas subitamente perderam toda a força.

Após isto, o inferno literalmente tomou conta do Vale do Escudo Partido, e a bela princesa de Sindhar não via, ouvia ou sentia mais absolutamente nada.

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- O... o que aconteceu – disse Meliann abrindo os olhos e sentindo uma leve brisa e um fino raio de sol tocando a pele de seu rosto. Ela olhou ao redor e viu que estava deitada em sua cama, nos seus aposentos reais de Sindhar.

- Sente-se melhor? – ecoou uma suave voz vinda da porta. Meliann não teve dificuldades para saber quem era.
- Elenna – disse a princesa se levantando, ainda sentindo as pernas tremerem – por todos os deuses, me diga que eu apenas tive um pesadelo e que nada aconteceu!
- Sinto muito – disse a jovem elfa baixando cabeça.
- Meu pai... – disse Meliann levando as mãos ao rosto enquanto lágrimas vertiam intensamente de seus belos olhos verdes – meu pai está morto...
Elenna se aproximou para confortar Meliann, quando a princesa saltou desesperada da cama e agarrou os braços da amiga.
- Onde está Bheleg?! – perguntou Meliann desesperada, como se pressentisse algo terrível – Onde está ele?!
- Meu tio está bem, Meliann – respondeu Elenna calmamente, vendo que parecia que a amiga entraria em colapso a qualquer momento – ele está bem. Só não está aqui porque está em uma reunião com o Conselho de Magos.

Ao ver que Meliann parecia um pouco mais calma, Elenna continuou:
- Lorde Aramil possui uma espécie de testamento que seu pai deixou, e nele havia instruções caso... o pior ocorresse, que ajudariam você a governar Sindhar até que...
- Eu não quero saber de nada disso agora – interrompeu Meliann de maneira violenta – eu quero ver o corpo de meu pai e saber TUDO o que aconteceu quando eu desmaiei como se fosse uma criança idiota...
Elenna observou a reação de Meliann e notou que agora uma grande raiva e sentimento de culpa cresciam no coração da amiga.
- Eu sei como se sente – disse Elenna – quando os orcs começaram a avançar e os demônios e dragões surgiram do nada...
- Demônios e dragões? – interrompeu Meliann novamente.
- Sim – continuou Elenna – quando tudo começou, Cardhan, um de nossos magos reais, me teletransportou de volta para cá com mais alguns jovens guerreiros que ainda não haviam participado de uma batalha real. Eu também não fiz absolutamente nada.
- E quanto a meu pai? – perguntou Meliann sentindo-se um pouco mais calma ao ver a expressão de decepção estampada no rosto de Elenna.
- Um feixe de luz dourada surgiu do céu – disse Elenna - e levou o corpo dele antes que Skarr pudesse... desrespeitá-lo.
- Eu quero este desgraçado morto! – disse Meliann novamente enxugando os olhos enquanto outro surto de raiva incendiava seu coração – mas agora quero apenas saber o que houve. Há alguém aqui além dos altos magos ou seu tio que possa me explicar?
- Não... – respondeu Elenna – mas eu conheço alguém que pode.
- Quem? – questionou Meliann enquanto tirava sua camisola e vestia um de seus belos vestidos reais.
- Astreya Annathar. A trovadora real de Sírhion.
- Por favor, chame um mago e peça para que ele me leve até lá em alguns minutos – disse Meliann enquanto terminava de se aprontar e pentear seus cabelos.
- Pode deixar – disse Elenna virando-se e saindo do quarto. Ela estava realmente incomodada por causa da maneira fria e egoísta como a amiga havia se comportado, mas sabia que a dor que Meliann sentia naquele momento era imensa, e que com o tempo a princesa voltaria a seu estado normal.

Assim, pelo menos, Elenna esperava.


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- Vá descansar, Astreya – disse o clérigo Thamior – eu cuidarei do rei, e você pode terminar isto amanhã.
- Obrigada, mas não – disse Astreya sentada em uma bela escrivaninha com uma pena prateada na mão, e vários potes de tinta ao lado, enquanto escrevia quase que compulsivamente um enorme pergaminho – Não sairei de perto de Coran até que ele abra os olhos, e só vou parar de escrever quando não houver mais tinta ou quando meus dedos caírem.

Astreya e Thamior estavam no quarto do rei Coran. O rei jazia deitado inconsciente em sua cama, com uma terrível cicatriz vermelha que cortava o lado direito de seu rosto, e que aparentemente havia tirado a visão do olho direito de Coran.
- Já fizemos tudo o que podíamos, Astreya – disse Thamior gentilmente colocando a mão sobre o ombro da barda – se houver alguma melhora eu lhe aviso. Agora, por favor, volte para seus aposentos e durma um pouco.
- Você conseguiria dormir se estivesse no meu lugar, Thamior? – perguntou Astreya tentando não descontar no amigo o peso que a tristeza e o cansaço estavam lhe impondo.
- Muito bem – disse o clérigo por fim – irei me retirar e deixá-la sozinha com o rei. Se precisar de algo, basta chamar.
- Obrigada, disse a barda voltando-se para o pergaminho onde registrava minuciosamente tudo o que havia ocorrido no dia anterior.

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Três horas haviam se passado desde que Thamior deixara Astreya sozinha. A barda sentia sua visão começar a falhar por causa da exaustão causada pelo fato de ter passado a noite anterior em claro ao lado de seu amado, mas só parava de escrever para acariciar os cabelos de Coran ou para cantar um pouco para ele. Quando a barda se levantou para pegar um copo de água da jarra que se localizava ao lado da cama do rei, ela ouviu alguém bater à porta.
- Pode entrar – respondeu Astreya com educação, mas sem nenhum ânimo.
- Com licença – disse Meliann de forma polida ao entrar no aposento.

Meliann de imediato viu o estado do rei Coran, e ao ver a expressão no rosto de Astreya se deu conta de que ela não era a única pessoa que estava sofrendo por causa do que havia ocorrido. “Devo desculpas a Elenna” pensou a princesa de Sindhar.
- Eu sinto muito pelo seu pai, Meliann – disse Astreya com suavidade e sinceridade – ele era um grande homem.
- Sim, ele era – respondeu a princesa com a cabeça baixa – e eu sinto muito pelo que ocorreu com o rei Coran.
- Obrigada – disse Astreya – mas o que veio fazer aqui, vossa alteza?
- Não me chame assim – disse Meliann bruscamente – eu sou apenas a filha de um grande rei. Isto por si só não me torna uma verdadeira princesa.
- Acho que entendo o que lhe aflige... – disse Astreya após alguns momentos de silêncio – mas você não deve ser dura demais consigo mesma. Você não teve culpa nenhuma do que aconteceu ou por ter desmaiado. Eu mesma quase desmaiei naquele momento.
- Mas não desmaiou – interrompeu Meliann – e apesar de agradecer sua gentileza e compaixão, não foi por isso que vim até aqui.
Meliann virou um pouco o rosto e olhou para o longo pergaminho que Astreya escrevia.
- Entendo... – disse Astreya.
- Imagino como você está se sentindo por causa do rei Coran – disse Meliann fitando os olhos de Astreya – mas por favor, eu PRECISO saber o que houve, e porque mais da metade dos soldados de meu pai perderam suas vidas.
- Muito bem – respondeu Astreya empurrando uma bela cadeira na direção de Meliann – sente-se, pois esta é uma longa história.
- Muito obrigada – disse Meliann sentando-se de frente para Astreya.
- Não me agradeça, Meliann – disse Astreya em um tom triste e melancólico – porque o que vou lhe contar provavelmente vai ficar gravado em sua mente por toda sua vida, por mais que você tente esquecer...

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Camelot


Não assisti a nenhum episódio desta série (que pelo que me parece foi cancelada, e confesso que a caracterização de Arthur não me agradou a primeira vista pelas fotos), mas achei a trilha sonora muito bem feita e ótima para acompanhar aventuras medievais...


Camelot Main Titles - Michael e Jeff Dana

E se houver um casamento, esta é uma bela trilha...


Be my light (Wedding song) - Michael e Jeff Dana

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Stardust


Um de meus filmes favoritos, com uma trilha sonora deveras graciosa e aventureira. Não poderia deixar de compartilhar.


Suite for Stardust - Ilan Eshkeri

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Canção do dia


Ainda no espírito "Queen", compartilho uma bela versão em violino de "Who wants to live forever", em uma incrível performance do violinista David Garret. Vale a pena escutar!


Who wants to live forever - David Garret

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Para relembrar...

Se estivesse vivo, hoje (ainda está valendo), dia 5 de setembro, Freddie Mercury estaria completando 65 anos de idade. É uma pena que uma voz tão talentosa e marcante tenha ido embora tão cedo. Para relembrar, trago-vos uma das minhas canções favoritas do grupo:


I want it all - Queen

Parabéns a este companheiro bardo, onde quer que ele esteja.

E para terminar, uma homenagem dos bardos do Blind Guardian, com a bela regravação de "Spread your wings".



Que os ventos da boa música sempre vos acompanhem, nobres aventureiros!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

As Crônicas de Elgalor Capítulo VIII: A Guerra dos Reis (Parte 11)


Saudações amigos. Hoje trago-vos o incrível desfecho do combate entre Skarr e Thingol. Sem mais delongas digo-vos que leiam rapidamente; valerá muito a pena. Que os ventos da fortuna soprem sempre a vosso favor, caros aventureiros!

As Crônicas de Elgalor Capítulo VIII: A Guerra dos Reis (Parte 11)

Por ODIN.

Skarr era arrogante, mas definitivamente não era tolo ou burro. Sabia que Thingol ainda tinha algum truque escondido, e decidiu que não daria tempo para que o mago o colocasse em prática. Apesar de sua fúria assassina encobrir de forma muito eficaz a dor que sentia, Skarr se irritava ao perceber que sua mente ainda estava lenta por causa da névoa de Thingol. Esta constatação apenas aumentou a fúria do poderoso orc, que rugiu como um leão e disparou na direção de Thingol como um predador a instantes de destroçar sua presa.

Thingol sabia que além de mortalmente forte, Skarr era muito rápido; o machado do orc estaria trespassando seu corpo em poucos instantes, e nem mesmo suas magias mais poderosas seriam capazes de destruir o corpo de Skarr em um intervalo de tempo tão curto. O Alto Rei dos elfos respirou fundo tentando ignorar a tontura e fraqueza que sentia por causa do ferimento que sofrera. Thingol estendeu sua mão para Skarr e com absoluta frieza e convicção proferiu algumas palavras no idioma dos elfos. Quando Skarr estava a menos de nove metros de Thingol, ele sentiu todos os músculos e ossos de seu corpo travarem, e bruscamente parou sem conseguir mais avançar.

- MALDITO! - rosnou Skarr ainda mais furioso e frustrado por não conseguir se mover – meu cinturão... deveria me proteger... disto...
- E protegeria – respondeu Thingol friamente – SE sua mente não estivesse entorpecida por causa de minha névoa.
Apesar de estar próximo demais de Skarr, Thingol sabia que simplesmente andar para trás iria abrir ainda mais seus ferimentos, e ele não poderia se dar ao luxo de conjurar mais uma magia para se afastar de Skarr magicamente pois ele se arriscava a desmaiar de exaustão a cada novo encantamento que conjurava por causa do sangramento constante que drenava rapidamente suas energias. Ele teria que terminar aquilo agora.
- Quando eu ... colocar as mãos em você... – rosnou Skarr reunindo toda sua força de vontade para se libertar – você vai implorar pela morte...
- Cale-se verme – disse Thingol sentindo uma forte vertigem enquanto estendia novamente sua mão na direção de Skarr – cale-se e morra!

Com a mão estendida e totalmente aberta, Thingol começou a recitar um encantamento no idioma dos elfos. Apesar de seus esforços, ele não foi capaz de esconder a grande dor que sentia e os mais atentos percebiam que as pernas do rei élfico já começavam a tremer por causa da fraqueza. Aquela certamente seria sua última magia.
O ar ao redor de Skarr começou a se tornar frio e lentamente congelou completamente o chão e os pés do feroz orc enquanto pequenos cristais de gelo começaram a se formar ao redor dele.
- HAHAHA – gargalhou Skarr com desprezo – acha... que uma prisão de gelo vai... ser capaz de me matar?
- Não – respondeu secamente Thingol – mas isto vai.
Subitamente, os cristais de gelo começaram a se multiplicar e a crescer; em poucos instantes, Skarr estava cercado por centenas, e depois por milhares de cristais do tamanho de punhais, e tão afiados quanto. Ao ver aquilo, Skarr rugiu e novamente tentou se libertar.

Mas não conseguiu.
- Morra! – disse Thingol lentamente fechando sua mão.
Quando a mão de Thingol se fechou completamente, todos os cristais de gelo se lançaram contra o corpo de Skarr, perfurando impiedosamente cada centímetro do seu corpo. Skarr urrou de dor enquanto sentia as lâminas de gelo atravessarem seus olhos, rins, pulmões e cada fibra de seu corpo.

- Muito bom – admitiu o rei Balderk a seus guerreiros enquanto assistia atentamente à batalha – pensei que Thingol não seria capaz de sair dali vivo, mas parece que o desgraçado realmente sabia o que estava fazendo.

- Nossa, esta deve ter doído muito – disse Oyama enquanto gargalhava – eu já estava quase apostando minha barba que Thingol não veria o sol nascer amanhã, mas...
- Se Skarr conseguir se libertar antes de morrer por causa de sua fúria, o elfo realmente não vai ver o sol nascer amanhã – disse Bulma em um tom sombrio e preocupado.
- Cale a boca, Bulma – respondeu Hargor em um tom seco e hostil, que demonstrava que ele também pensara naquilo.

- Isso, meu pai! – disse Meliann quase sentindo pena de Skarr, mas aliviada ao ver que seu pai detinha o controle da situação.
- Ainda não terminou – observou Bheleg ainda tenso – mas a vitória certamente será de nosso rei.
- Tenho fé nisso, Bheleg – disse Astreya ainda tensa enquanto apertava com força a mão de Coran.
- Evan, mantenha-se a postos – disse Coran observando atentamente os últimos momentos do combate – assim que Skarr tombar, seu exército irá cair como uma tempestade sobre nós.
- Estamos todos prontos – respondeu o paladino meio elfo – e tenho certeza que os guerreiros de Bheleg e de Balderk também estão.
Bheleg apenas assentiu com a cabeça, enquanto tentava observar Meliann e Thingol ao mesmo tempo.

- Pelos deuses – disse Elenna impressionada com os gritos de Skarr, mas extremamente atenta ao estado de Thingol – o rei está quase perdendo a consciência, mas ele certamente mandará este orc imundo para o inferno antes de dobrar os joelhos. Mas uma coisa eu não consegui entender até agora...
- Apenas uma? – respondeu Aramil com o habitual desinteresse.
- Hahaha, muito engraçado, senhor dos insuportáveis – respondeu Elenna em tom de deboche – Por que o rei não permitiu que meu tio Bheleg ou mesmo Coran lutassem em seu lugar? Não haveria desonra alguma se ele fosse representado por seu general ou por outro rei dos elfos.
- Muito bem... – disse Aramil se virando para a jovem sobrinha de Bheleg – você não vai parar de me incomodar com este assunto, não é?
- Não – respondeu a jovem – porque eu sei que você, ao contrário dos outros, sabe de alguma coisa.
- O rei na verdade já sabia sobre o desafio antes que eu e meus seguidores o alertassem sobre tudo – disse Aramil em um tom pensativo – quando chegamos em Sindhar, ele já havia feito quatro rituais de adivinhação que lhe garantiram muitas informações sobre os pontos fortes e fracos de Skarr, além de outra informação bastante preocupante.
- Que era... – questionou Elenna sentindo seu coração palpitar cada vez mais rápido.
- Que Skarr era poderoso demais – continuou Aramil – que ele certamente mataria Coran ou Bheleg caso um dos dois o enfrentasse em combate singular. De acordo com os oráculos do rei, o único guerreiro em Elgalor que teria uma chance de vitória contra Skarr era Balderk I. Thingol, como o mago mais poderoso de Elgalor, tinha uma chance pequena, porém real, de derrotar Skarr. E isto já era muito mais do que Coran ou Bheleg teriam. Em toda sua sabedoria e compaixão, Thingol não desejava que Sírhion perdesse mais um rei, mesmo levando em conta as desavenças recentes entre ele e Coran.
- E quanto a meu tio...? – perguntou Elenna sentindo seus olhos se encherem de lágrimas.
- O rei tem grande apreço por seu tio – respondeu Aramil – mas a razão principal que fez com que Thingol desejasse proteger Bheleg foi o fato do rei ter percebido os sentimentos de Meliann em relação a seu tio. Thingol sabia que se ele fosse derrotado, Meliann se entristeceria muito, mas não seria capaz de observar a dor que sua filha sentiria ao perder o homem que ama.
- E como você sabe de tudo isso? – perguntou Elenna enxugando os olhos.
- O rei me explicou parte disso pouco depois da reunião com Coran Bhael – disse Aramil – quando me confiou uma espécie de “testamento”, que deveria ser seguido à risca caso ele perecesse neste combate.
- O que não vai acontecer – respondeu Elenna sorrindo. Como todo elfo de Sindhar, Elenna tinha grande admiração e orgulho de seu rei, mas a história de Aramil fez com que estes sentimentos crescessem ainda mais – pois assim que nosso exército acabar com o exército de porcos de Skarr, voltaremos todos para casa.
- Sim... –disse Aramil com um sorriso – Nós...
- O que foi? – perguntou Elenna ao ver a mudança brusca no semblante de Aramil.
- Cale-se! – gritou o mago voltando imediatamente os olhos para a arena.

- DES...GRAÇADO! - urrou Skarr em seus últimos momentos de vida, enquanto sentia sua carne e órgãos serem rasgados pelos cristais de gelo – VOCÊ... VAI MORRER!
- Só depois de você, verme – respondeu Thingol em um tom solene, que contrastava totalmente com o estado debilitado em que o mago se encontrava.
- AARRRRGH! – Gritou Skarr ainda tentando futilmente se libertar do encanto paralisante de Thingol, que na verdade era a única coisa que ainda mantinha o orc ereto.

Quando estava praticamente morto, Skarr sentiu seu braço direito formigar. Ele já estava cego, pois seus dois olhos haviam sido perfurados várias vezes pelas lâminas de gelo, mas seu olfato aguçado ainda funcionava minimamente bem. Reunindo toda sua fúria e se guiando pelo cheiro do sangue de Thingol, Skarr arremessou seu machado contra o rei dos elfos.

Thingol sabia que aquilo poderia acontecer, mas não tinha mais forças para reagir. Mantendo os olhos bem abertos e com o semblante calmo e digno que sempre mantivera durante sua vida, o altivo e orgulhoso Alto Rei dos elfos encarou o machado de Skarr, e não piscou ou sentiu medo em momento algum.

E com a virtude e dignidade dos Grandes Reis de tempos antigos, Thingol Shaeruil foi partido ao meio pelo impiedoso e certeiro machado de Skarr.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

A História sem Fim

Olá a todos, nobres visitantes! Espero que minha ausência não os tenha desanimado a frequentar meu humilde Cancioneiro. Sinto muito mesmo pela falta de pergaminhos, mas os trabalhos envolvendo o mestrado e as aulas de meu alter-ego humano e um pequeno problema que deixou o alter-ego de Odin a descansar em uma enfermaria por um tempo me deixaram fora de ar. No entanto, aqui estou de volta, com uma trilha sonora que há de animá-los, estou certa disso.

Para aqueles de vós que passaram a infância curtindo o belíssimo filme "A História sem Fim", estas canções provavelmente soarão familiares e nostálgicas. É impressionante notar como as canções combinam com o clima onírico e surreal do filme, tornando-o ainda mais mágico e fascinante. Recomendo as aventuras de Sebastian/Atreyu para todos os amantes de RPG e criação de histórias. Para quem não conhece o filme e nem o livro que o originou de mesmo nome, aqui vai uma pequena sinopse do Oráculo Wikipedia:

A maioria da história se passa no mundo paralelo de Fantastica (Phantásien no original em alemão, e chamado de Fantasia nos filmes), um mundo que está sendo destruído pelo Nada, que representa e constitui a falta de imaginação das pessoas no mundo real. O primeiro protagonista (Atreyu) é um jovem guerreiro que protege a Imperatriz-Menina de Fantastica, embarcando em uma jornada para encontrar um modo de banir o Nada e encontrar uma cura para a doença da Imperatriz. O outro protagonista, Bastian, é um menino do mundo real, leitor de um livro - A História sem Fim - para quem a história gradualmente começa a se tornar mais e mais real, de modo que os habitantes de Fantastica começam a perceber sua presença e suas ações passam a fazer diferença no mundo do livro.



Fantasia - Giorgio Moroder


Ivory Tower - Giorgio Moroder


The Auryn - Happy Flight (Giorgio Moroder)


Mirrogate - Southern Oracle - Giorgio Moroder

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Novo blog

Como alguns já devem saber pelo animado post de Odin nos Salões de Valhalla, meu alter-ego escreveu um livro. Ele ainda está em processo de revisão e creio que ela demorará ainda um pouco para publicá-lo definitivamente. Como meu alter-ego, e por consequência eu mesma não tem jeito para fazer propaganda de suas próprias obras, se tiverem maior interesse visitem o post de Odin, clicando aqui. Vale a pena olhar pela linda arte que minha companheira Bulma (chamada de Angela no mundo real) está fazendo para ilustrá-lo! Nunca poderei agradecer o suficiente.

Pois bem, o que gostaria de divulgar é o mais novo blog de meu alter-ego, uma forma mais fácil de falar sobre o livro e vencer a vergonha de expô-lo. Para aqueles que estiverem interessados ou simplesmente curiosos em dividir ideias sobre a criação de um livro, visitem O Enigma da Lua.. Ficaremos muito felizes com as visitas e presenças de vocês, caros visitantes.

Sem mais delongas, agradeço a todos os que já comentaram no blog de Odin pelo apoio e as palavras de incentivo. Muito obrigada e que a luz sempre esteja em vossos caminhos!

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

As Crônicas de Elgalor Capítulo VIII: A Guerra dos Reis (Parte 10)


Saudações, nobres amigos! Nesta derradeira hora da quarta-feira, venho trazer-vos um emocionante capítulo das Crônicas de Elgalor. O desfecho do combate entre Thingol e Skarr se aproxima... Quem será o vencedor? Logo todos saberão...

Sem mais delongas, boa leitura, nobres aventureiros!

As Crônicas de Elgalor Capítulo VIII: A Guerra dos Reis (Parte 10)

Por ODIN.

Com os olhos vermelhos como sangue e com os músculos do corpo sensivelmente maiores por causa de sua fúria, Skarr rosnou e avançou ferozmente na direção de Thingol. Os dois estavam a cerca de três metros um do outro, e em um piscar de olhos, o gigantesco machado sangrento de Skarr estava a poucos centímetros da garganta de Thingol. Mantendo a calma e a frieza, Thingol fez alguns gestos rápidos e precisos com sua mão esquerda, sussurrando um pequeno encantamento no idioma dos elfos. Em seguida, ele estendeu seu cajado dourado na direção de Skarr.

Todos fora da redoma ficaram estarrecidos quando viram que Skarr simplesmente parou de se mover, como se estivesse congelado no tempo. Os mais atentos e os elfos puderam constatar que não foi apenas Skarr que foi paralisado naquele instante; o próprio tempo dentro da redoma parou, se curvando ao comando do Alto Rei dos elfos. Thingol, que ainda podia se mover livremente, recitou mais dois encantamentos em si mesmo e em seguida conjurou uma redoma de energia em volta de Skarr, que ainda permanecia imóvel. Após isso, o arqui-mago fez surgir dentro da redoma onde seu inimigo estava preso uma espessa nuvem venenosa de cor esverdeada, que rapidamente se espalhou por toda a redoma que envolvia Skarr.

- Como já era de se esperar, uma estratégia impecável – disse Aramil satisfeito, mais para si mesmo do que para a jovem Elenna que estava a seu lado.
- O que esta névoa faz? – perguntou Elenna com um sorriso, imaginando que o combate já estava decidido.
- Corroeria todo o corpo do maldito se Skarr não fosse imune ao ácido – respondeu Aramil.
- Como você sabe se ele é ou não imune? – perguntou Elenna - E se o ácido não pode afetá-lo, por que o rei usou esta magia?
- Sabemos todas as fraquezas e poderes de Skarr graças a magias de observação raras e muito poderosas – continuou Aramil começando a se sentir entediado por ter que explicar tudo aquilo – além do ácido, esta magia diminui muito a capacidade mental de Skarr, e o torna mais lento.
- E ele tem como sair daquela barreira quando o tempo voltar ao normal? – perguntou Elenna ao perceber que Aramil não parecia estar totalmente tranqüilo.
- Nenhum ataque físico no mundo pode romper este encantamento à força – disse o elfo observando a arena – mas descobriremos logo se Skarr pode ou não sair dela.

O tempo voltou ao normal na arena e Skarr se viu envolvido por uma forte névoa que além de travar seus movimentos, deixava seu raciocínio mais lento e confuso. Isso, somado a sua fúria, anulava qualquer chance do bárbaro orc criar uma estratégia para sair da barreira mágica que o prendia.

Porém, para o infortúnio de Thingol, Skarr não necessitava de estratégia alguma.

- Você... se acha... muito... esperto..., não é, desgraçado?! – disse o bárbaro em meio a gritos e rosnados de ódio enquanto cerrava se punho envolto pela manopla de ferro negro.
Thingol arregalou os olhos e em uma pequena fração de segundo lembrou-se que a única coisa que ele não conseguira examinar antes do confronto era a manopla que Skarr usava. Havia uma aura poderosa, quase divina, que protegia aquele item específico de qualquer meio de detecção mágica que o rei élfico poderia usar. Agora, no entanto, era óbvia a finalidade real da manopla negra de Skarr.

Skarr ferozmente socou a barreira mágica de Thingol, e sua manopla brilhou intensamente. A luz vermelha na manopla destruiu completamente a barreira, como um martelo estilhaça um vaso de cristal. Reunindo todas as suas forças, Skarr correu para frente, e antes que Thingol tivesse tempo para reagir, o orc conseguiu desferir um golpe certeiro com seu machado contra o rei dos elfos.

- NAÃÃOO! - gritou Meliann enquanto assistia a lâmina sangrenta do machado de Skarr atingir seu pai. Bheleg a abraçou naquele momento, tentando cobrir os olhos da princesa. Astreya apertou forte a mão de Coran, e Evan e Tallin permaneciam em um tenso silêncio.
No momento em que Thingol foi atingido, uma aura mágica envolveu seu corpo por um instante, e uma pequena explosão de fogo arcano jogou Skarr de volta para dentro da névoa. Apesar da aura mágica de Thingol ter sido forte o bastante para suportar o ataque de Skarr, a força do impacto do golpe arremessou o rei para trás com violência.
- HAHAHAHA! – gargalhou o bárbaro levemente chamuscado saindo da área da névoa – fogo... não vai... me matar... verme....
- Eu precisava apenas de um pouco de espaço, pedaço de lixo – disse Thingol ainda no chão, fazendo um pequeno gesto com a mão esquerda.
Neste instante, Skarr e a névoa mágica começaram a flutuar para cima, e ambos foram violentamente esmagados contra a cúpula da barreira mágica que envolvia a arena, à cerca de 20 metros de altura.
- Onde estão suas gargalhadas agora, porco? – disse Thingol com o mesmo ar frio e arrogante de sempre - acha mesmo que eu não me prepararia para o caso de você destruir minha barreira?
- Então... prepare-se... para ISTO! – gritou Skarr colocando o braço para fora da área da névoa e arremessando seu machado contra Thingol.

Guiado por poderosos encantamentos e pelo arremesso preciso do orc, o machado de Skarr foi girando rapidamente na direção de Thingol. O arqui-mago posicionou seu cajado e novamente ergueu uma barreira mágica. Esta nova barreira, no entanto, foi feita às pressas, e não era tão poderosa quanto a anterior; o machado de Skarr foi capaz de rompê-la parcialmente, partindo ao meio o cajado mágico de Thingol. A barreira mágica foi capaz de conter a maior parte do impacto do golpe, e o cajado desviou um pouco a lâmina do machado, mas ainda assim, Thingol sofreu um corte grave na região próxima a suas costelas. Mesmo preso, Skarr gargalhou ao ver o orgulhoso elfo se contorcendo ao mesmo tempo em que tentava esconder a dor que sentia. Além disso, o machado sangrento de Skarr magicamente voltou às mãos de seu mestre.
- PAPAI!!! - gritou Meliann sentindo suas pernas perdendo a força.
- Bheleg, tire a princesa daqui! – exclamou Tallin irritada com o andamento do confronto – ela não precisa ver nada disso!
- Eu... – disse Meliann se recompondo e enxugando os olhos – não vou a lugar algum. Eu tenho fé em meu pai, e não o desonrarei saindo daqui.
Quando o machado voltou à mão de Skarr, o orc reuniu novamente suas forças para mais um arremesso, enquanto gargalhava compulsivamente. Já sabendo da existência do poderoso veneno que impregnava a lâmina do machado de seu inimigo, Thingol se protegera magicamente contra ele, mas o corte ardia muito, e parecia abrir um pouco a cada segundo que passava. Furioso, Thingol reuniu toda sua concentração e força de vontade e novamente estendeu a mão na direção de Skarr, antes que ele pudesse arremessar o machado novamente.
- Está rindo de que, animal? – disse Thingol olhando ferozmente para Skarr, pouco antes de proferir as palavras mágicas de seu encantamento.

Um segundo antes de Skarr lançar novamente seu machado, ele se sentiu ser puxado violentamente para baixo, com uma força e velocidade incríveis. A névoa permaneceu no topo da barreira que envolvia a arena, mas Thingol usou sua magia para arremessar Skarr de cabeça contra o chão. Quando a cabeça de Skarr colidiu impiedosamente no solo, um buraco foi aberto naquele ponto da arena. Thingol não se dera ao luxo de contar que a força do impacto quebrasse o pescoço do orc, mas sabia que isso seria capaz de feri-lo seriamente e o deixaria desorientado por alguns momentos. Sem perder tempo, Thingol gesticulou mais uma vez, e logo que as costas de Skarr atingiram o chão, o mago usou sua magia para arremessá-lo para trás, aumentando ainda mais a distância entre os dois.

Mesmo durante a queda ou quando foi arremessado por mais um pulso de energia de Thingol, Skarr não soltou seu machado. Levantando com dificuldade, o poderoso orc rugiu e, com o rosto coberto de sangue e com o crânio rachado, gritou:
- Posso continuar com isso o dia inteiro, elfo! E você?

Nisso, Skarr começou a caminhar lentamente na direção de Thingol, que devido à perda de sangue se enfraquecia a cada instante.

- Não – respondeu Thingol de forma orgulhosa enquanto seu inimigo se aproximava – mas posso resistir por mais alguns minutos, o dobro do tempo que preciso para mandar você em pedaços de volta para seu mestre...

sábado, 13 de agosto de 2011

Aos pais


Além de ser uma bela homenagem, essa também é uma oportunidade de ouvir Eric Adams cantando em português... uma bela canção, para todos os pais que amanhã serão homenageados.





quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Canção do Dia



Uma bela canção de ninar em gaélico (exceto pelo "aleluia") para acalmar e alegrar nossos dias.


Lynn Hillary - Suantrai

sábado, 6 de agosto de 2011

As Crônicas de Elgalor Capítulo VIII: A Guerra dos Reis (Parte 9)


Saudações, nobres viajantes. Venho aqui esta noite para publicar ainda mais um emocionante capítulo das Crônicas de Elgalor. Que os ventos da fortuna vos acompanhem, e boa leitura!

As Crônicas de Elgalor Capítulo VIII: A Guerra dos Reis (Parte 9)

Por ODIN.

Assim que a lâmina do machado de Balderk atingiu o rosto do furioso Skarr e trespassou o crânio do monstruoso orc, houve um momento de silêncio tão intenso no Vale do Escudo Partido que para alguns foi possível ouvir o corpo sem vida de Skarr cair pesadamente no chão. Balderk permaneceu olhando atentamente o corpo de seu inimigo derrotado, e quando seus instintos lhe asseguraram de que aquilo não era nenhum truque ou engodo do orc, o poderoso rei dos anões ignorou a dor intensa de seus ferimentos, ergueu seu machado com orgulho e gritou com toda a força de seus vigorosos pulmões:
- POR DARAKAR!!!

“Por Darakar”, ecoaram as vozes de mais de mil anões por todo o vale em comemoração à vitória de seu Grande Rei. Os elfos também comemoraram, embora de forma mais comedida, pois a vitória de Balderk reforçava ainda mais a fé que possuíam em seu alto Rei e campeão, Thingol Shaeruil, o mais poderoso arqui-mago de toda Elgalor. Em meio às ovações, os orcs permaneceram rosnando e vaiando, praguejando inclusive que havia existido trapaça por parte dos anões no confronto. Neste meio tempo, a redoma que envolvia e protegia a “arena” sumiu, e o corpo de Skarr foi envolvido por um turbilhão de chamas negras e vermelhas.

Balderk deixou a arena e se aproximou de Thingol, que assistia tudo de perto isolado de seu povo.
- Esta barreira possui alguma coisa estranha, como você já deve ter notado – disse Balderk ao rei dos elfos.
- Sim – respondeu Thingol.
- O veneno no machado daquele porco – continuou Balderk fazendo um sinal com a mão para que nenhum de seus soldados se aproximasse – é muito forte. Minha vista está embaçada e mal consigo permanecer de pé.
- O que quer dizer com isso? – perguntou Thingol com os braços cruzados e um forte ar de indiferença – quer que eu peça a meus clérigos para curá-lo?
- O que eu quero, seu arrogante maldito – explodiu Balderk em um acesso de fúria – é que você reconsidere e coloque Coran ou Bheleg no seu lugar. Aquela redoma drena lentamente nossa energia, e acima de tudo, ela foi feita para barrar boa parte dos SEUS encantamentos. Ela foi feita para conter você, maldito, e não a mim!
- Está perdendo seu tempo, rei dos anões – respondeu Thingol sem sequer refletir sobre as palavras de Balderk.
- Se o machado dele teve força para abrir a ombreira de minha armadura – tentou argumentar Balderk – o que acha que vai fazer com seus ossos, elfo?
- Parabéns por sua vitória, Balderk – disse Thingol ao anão enquanto caminhava em direção à arena.
- Espero que você morra, maldito – disse Balderk em tom baixo para que apenas Thingol ouvisse – mas eu não gostaria que fosse aqui ou pelas mãos deste verme. Espero que você tenha algum plano realmente MUITO bom.

Enquanto Balderk caminhava para perto de seu povo, que comemorava vigorosamente, os elfos começaram a ficar mais calados, preocupados com o que aconteceria a seguir.

- Se Balderk I venceu – disse Meliann a Astreya e a Bheleg – Skarr está morto e meu pai não terá que lutar.
Evan e Coran olharam para a bela princesa de Sindhar, e notaram que nem mesmo ela estava acreditando naquelas palavras. As mãos de Meliann tremiam intensamente, por mais que ela tentasse esconder
- Tenha fé – disse Astreya à princesa – Tenha fé.
- Eu deveria estar lá – desabafou Bheleg como se estivesse falando sozinho – representando meu rei e meu povo.
- A decisão foi dele – disse Coran – como Astreya disse, tudo que podemos fazer agora é ter fé.
- Meu pai.... – disse Meliann debruçando suavemente a cabeça no ombro de Bheleg – meu pai vai vencer!
- Este é o espírito – disse Evan com confiança.

No momento em que Balderk voltou ao flanco guardado pelos anões, foi recebido com grande alegria por seus soldados, e os clérigos se apressaram a curar os ferimentos de seu amado rei. Todavia, logo perceberam que seus encantamentos de cura não surtiam efeito.
- Maldição! – praguejou Hargor ao lado de Oyama e Durin, o filho de Balderk, enquanto eles se aproximavam – parece que os ferimentos continuarão abertos até que Skarr seja destruído pela segunda vez, ou até que estes combates terminem.
- O que não fará diferença nenhuma para estes vermes – disse Durin – mesmo neste estado, meu pai ainda pode matar quatro dezenas de orcs.
- Eu não duvido – disse Oyama coçando a barba – mas acho que para estes orcs chegarem perto de Balderk, vão precisar passar por cima de umas duas centenas de guerreiros anões.
- Verdade – respondeu Durin com uma risada.
- Olhem – interrompeu Hargor – Thingol chegou à arena, e a redoma se formou novamente.

Neste momento, todos fizeram silêncio, inclusive os orcs. No momento em que Thingol pisou dentro da área da arena de combate, a redoma de energia novamente se formou, e os símbolos no chão começaram a brilhar. Uma coluna de chamas negras surgiu do chão, e Skarr emergiu das chamas. Ele estava curado dos ferimentos causados por Balderk, mas seu corpo parecia ter recebido centenas de chibatadas, uma provável punição por seu fracasso em matar o rei dos anões.
- Finalmente resolveu aparecer, princesa... – disse Skarr em tom provocativo a Thingol, enquanto se aproximava lentamente do arqui-mago. Skarr ignorava completamente a dor que as chibatadas ainda deviam lhe causar, e em seu rosto exibia um largo e sádico sorriso.
- Para um porco que acabou de ser abatido e depois chicoteado, você está sorrindo demais, não acha? - respondeu Thingol com sua costumeira arrogância e frieza.
- Você não vai estar tão “altivo” depois que eu arrancar sua pele, elfo desgraçado! – rosnou Skarr, visivelmente irritado pelo tom presunçoso de Thingol – Esta barreira bloqueia qualquer tipo de meio mágico de fuga ou entrada de anjos ou o que quer que você queira chamar enquanto eu estiver mastigando seus ossos. Você está morto, e sabe disso.

Meliann não podia ouvir a conversa de seu pai com Skarr, mas ao ver o monstro a cerca de três metros de Thingol, ela começou a tremer e sentir uma terrível vertigem.
- Vou mandar levá-la de volta – disse Bheleg percebendo o estado da princesa.
- Não! – gritou ela se afastando dele por um momento – Não... eu preciso ficar...
Pouco depois Meliann novamente se aproximou dos braços de Bheleg, e ao ver a aflição da princesa, Astreya agradeceu a todos os deuses por Coran não precisar estar dentro daquela redoma.

- Você está MORTO! – gritou Skarr se posicionando a frente de Thingol, erguendo lentamente seu imenso machado que respingava gotas de sangue fétido – Tudo aqui está contra você.

Thingol nada respondeu. Segurando seu cajado, ele apenas olhava para Skarr com o mais absoluto desprezo.
- Você não passa de um pedaço de lixo – respondeu Thingol de forma fria e calma – Poupe-me de suas tentativas esdrúxulas e patéticas para me intimidar e vamos começar logo com isso.
Skarr sentiu todas as gotas de seu sangue explodirem em ódio naquele momento. A arrogância dos elfos sempre o incomodara, mas a postura de Thingol parecia ser mais do que ele poderia suportar. Naquele momento, ele jurou para si mesmo que desmembraria e devoraria de forma lenta e dolorosa o corpo daquele maldito rei, e faria o mesmo com cada elfo que cruzasse seu caminho.
- Depois que matar você – disse Skarr de forma quase bestial, pois estava entrando em seu estado de fúria assassina – até meus deuses sentirão pena de sua filha quando eu e meus cinco mil guerreiros tivermos terminado com ela!
Neste momento, a expressão fria de Thingol se desfez instantaneamente, dando lugar a uma ira que poucos em Elgalor já tiveram o infortúnio de presenciar.
- Não vou apenas destruir você – disse Thingol de forma fria, mas com as palavras carregadas com o mais absoluto ódio – irei rasgar sua alma pútrida em mil pedaços de forma que nem mesmo os deuses poderão juntá-la. Hoje, verme, você vai conhecer o verdadeiro significado da palavra dor.

Skarr rosnou, e dominado por um frenesi de batalha completamente sanguinário, se lançou contra Thingol.