Bem-vindos!

Bons amigos, valorosos guerreiros da espada e da magia, nobres bardos e todos aqueles com quem tiver o prazer de cruzar meu caminho nesta valorosa, emocionante e por vezes trágica jornada em que me encontro! É com grande alegria e prazer que lhes dou as boas-vindas, e os convido a lerem e compartilharem comigo as crônicas e canções que tenho registradas em meu cancioneiro e em meu diário...Aqui, contarei histórias sobre valorosos heróis, batalhas épicas e grandes feitos. Este é o espaço para que tais fatos sejam louvados e lembrados como merecem, sendo passados a todas as gerações de homens e mulheres de coração bravo. Juntos cantemos, levando as vozes daqueles que mudaram os seus destinos e trouxeram luz a seus mundos a todos os que quiserem ouvi-las!Eu vos saúdo, nobres aventureiros e irmãos! Que teus nomes sejam lembrados...
(Arte da imagem inicial por André Vazzios)

Astreya Anathar Bhael

sábado, 4 de dezembro de 2010

As Crônicas de Elgalor - Capítulo 26: Evan, o Justo


É com muito alegria que hoje, no dia do casamento de meu alter-ego com Odin (que eu conheci graças ao RPG, então não poderia haver homenagem melhor a este dia), trago-vos o vigésimo sexto capítulo das Crônicas de Elgalor. Agradeço de coração a todos os que nos parabenizaram por nosso dia e a todos que vem nos acompanhando até aqui. Vocês tornaram nosso caminho ainda mais feliz. Obrigada, amigos e companheiros de jornada!

(O capítulo 27 também sairá em um post programado na próxima semana).

As Crônicas de Elgalor - Capítulo 26: Evan, o Justo


O encontro com Skarr, o escolhido de Gruumsh havia sido tenso; dentro de três dias, uma grande batalha entre o misterioso orc e os Grandes Reis dos anões e elfos provavelmente ocorreria. Os aventureiros avançavam cautelosamente dentro das Terras Sombrias, tentando focar-se em sua missão imediata. Contudo, a mensagem de Skarr deveria ser entregue por eles, e ninguém conseguia prever as conseqüências que um embate daquelas proporções traria.

- Como se já não tivéssemos problemas o bastante, agora aparece esse orc gigante querendo desafiar os grandes reis – disse Tallin enquanto todos caminhavam juntos e com as armas em mãos.
- Tudo bem – respondeu Oyama – quero mesmo ver o rei Balderk arrancar o couro deste animal.
- Sim – respondeu Hargor sério, porém sem esconder o orgulho que sentia – apesar disto evidentemente se tratar de uma armadilha, Skarr não terá chance contra o mais poderoso rei que Darakar já teve.
- Humph – praguejou Tallin olhando para os lados – grande coisa. Dizem que Balderk é o guerreiro mais poderoso de Elgalor, mas nunca o vi cruzar lâminas com Coran Bhael ou com Bheleg Aldalen.
- Por mais habilidosos que sejam o rei de Sírhion e o mestre de armas de Sindhar – retrucou Hargor zangado – eles ainda não são tão poderosos quanto o rei Balderk, elfa. Da mesma forma que Thingol de Sindhar é o arquimago mais poderoso de Elgalor, Balderk é o guerreiro mais formidável. Isto é indiscutível.
Antes que Tallin tentasse derrubar o argumento de Hargor, todos notaram que Aramil subitamente havia parado de andar.
- O que foi, elfo? – perguntou Bulma impaciente – já está cansado de novo?
- Cale-se – disse Aramil friamente- Astreya! – chamou o mago.
- Diga, Aramil – respondeu a barda se virando para trás, já sabendo do que se tratava.
- Me entregue a corneta - disse o mago com autoridade – ela irá para Sindhar.
- Não – respondeu a barda – levarei a corneta para Sírhion e a entregarei ao rei Coran.
- O duelo é entre o ALTO REI dos elfos, meio humana – gritou Aramil furioso – apenas o rei Thingol. Quando isso acabar, a corneta irá comigo para Sindhar, nem que eu tenha que...
- Tomá-la de mim à força, Aramil? – perguntou a barda.
- Você não faz idéia do que isto significa, tola – respondeu Aramil ignorando a pergunta de Astreya - Independente de quem uma meio humana como você chama de rei, isto é um assunto dos elfos. Esta não é a primeira vez na história em que um campeão de Gruumsh desafia um rei élfico, e o desafio deve ser respondido apenas pelo alto rei de nosso povo. Ninguém mais!
- Mesmo que ele morra, visto que este duelo será claramente desvantajoso para conjuradores – perguntou Astreya tentando persuadir Aramil – Este orgulho de vocês altos elfos ainda vai causar muita dor para todos nós!
- Apenas o Alto Rei pode lutar – respondeu Aramil secamente – uma meio humana não tem direito algum de sequer opinar sobre o assunto. Deixar que alguém lute em seu lugar? Thingol jamais submeteria seu povo a esta humilhação frente à Corellon. Além do mais, o que a faz pensar que Coran Bhael se sairia melhor apenas porque sabe brandir uma espada?
- Pode ter certeza – gritou Astreya – que eu sou a última pessoa no mundo que quer ver Coran lutando com aquele monstro!
- Mas... – disse a barda em um tom mais moderado – Ele já fez mais por nós todos do que Thingol ou qualquer outro rei. Seria errado simplesmente ignorá-lo e entregar a corneta à Thingol sem nem mesmo falar com ele. Se fizer isso, estarei traindo sua confiança...
- Você é uma tola, Astreya – interrompeu Aramil – Será que é tão difícil resistir aos impulsos idiotas de seu lado humano, barda?
- Chega! – gritou Hargor segurando firme seu martelo – resolvam isso depois!

Mal o anão terminou de falar e uma densa névoa cinzenta encobriu todos eles.
- O que é isso? – gritou Bulma – Surgiu totalmente do nada!
- E é diferente da névoa escura de antes – observou Oyama – esta névoa é mais clara, e muito mais densa.
- Nós estamos completamente cercados por ela – gritou Tallin, notando que agora eles não enxergavam nada ao redor, e mal podiam ver uns aos outros.
- A névoa está repleta de magia – disse Aramil erguendo seu cajado – preparem-se, pois alguma coisa está vindo.
Lentamente, a névoa que envolvera os aventureiros começou a se dissipar, e todos viram a sombra de um guerreiro carregando uma lança, montado em um grande lobo atroz, de pelo branco como a neve.
- Não pode ser! – gritou Astreya – Evan?
- Não acredito... – disse Oyama quando a névoa se dissipou completamente. O guerreiro à frente deles era um meio elfo de cabelos negros mal cuidados e barba por fazer. Trajava uma armadura de batalha sem nenhum adorno ou símbolo e carregava uma lança, perfeitamente construída em um metal claro como prata, que emanava uma forte luz dourada por todo seu cabo e lâmina.

- Você morreu quando derrotamos o Cavaleiro Negro – disse Bulma ainda não acreditando em seus olhos – eu mesma acendi a pira que usamos para queimar seu corpo!
- Sei que deve ser difícil acreditar, mas eu ressuscitei a cerca de seis dias – respondeu o guerreiro desmontando de seu lobo – Lutei ao lado dos paladinos e guerreiros de Bahamut, o Dragão de Platina durante todo esse tempo em Celéstia. Há uma grande guerra acontecendo nos planos superiores, mas por alguma razão, Bahamut e Heironeous decidiram que minha presença seria mais necessária em Elgalor, por isso, fui enviado para cá.
- Sério? – disse Tallin tentando sutilmente arrancar mais informações – E como é o pós- vida?
- Na verdade, moça – disse o guerreiro com formalidade pois ainda não conhecia a elfa – me lembro de muito pouco do que ocorreu lá, e quanto mais me esforço para lembrar, mais me esqueço.

Continua...


Uma pequena homenagem ao nosso enlace! Voltamos após o dia 16 de dezembro!

4 comentários:

  1. Espero que o casório tenha sido ótimo e que vocês sejam muito felizes na nova jornada que se inicia. E que o Odin possa lançar essas crônicas de Elgalor em um baita livro em capa dura coberta com o couro desse orc tosco que apareceu aí!

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  2. Gronark, Deus do Sofrimento e Campeão do Chaos4 de dezembro de 2010 13:33

    HAHAHAHAHAHA, logo irei aparecer e sou muito grato ao Odin por ter me colocado nas crônicas. Como gratidão troco ofensas com ele! HAHAHAHAHAHA

    Off: Parabéns pelas crônicas e pelo casamento!

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  3. O casamento foi ótimo, e muito alegre.
    Matheus e Liege (Odin e Astreya), meus parabéns, vocês realmente mereciam uma grande celebração, e em um ambiente agradável rodeado por aqueles que querem o bem de vcs.
    Eu sei que casamento tem aquela parte chata de rodar por todas as mesas e se deparar com quem vcs nunca viram na vida, mas o que importa é que todos os nossos amigos que puderam estar lá compareceram, e ficaram juntos até o fim, e com muito prazer de viver aquele momento.

    e para fazer uma inveja básica pro pessoal que visita o blog da Astrya, os padrinhos do casal ganharam uma bela e personalizada garrafa de Hidromel!!!! Uhul

    isso é que é lembrança de casamento, fala a verdade.

    boa lua de mel aos pombinhos e nos vemos perto das festividades.

    P.S. O Oyama não vê a hora de saborear esse Hidromel, mas eu queria guardar de lembrança...e agora...beber ou não beber, eis a questão??

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  4. O Casamento realmente foi excelente!! Vocês merecem tudo de bom!

    Com relação à garrafa de Hidromel, Krull também ganhou uma rss fiz um post com uma foto para os que estão curiosos!

    Eu já proibi o Krull de beber o Hidromel...rsss

    http://krullobruto.blogspot.com/2010/12/o-enlace-de-odin-e-astreya.html

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