Bem-vindos!

Bons amigos, valorosos guerreiros da espada e da magia, nobres bardos e todos aqueles com quem tiver o prazer de cruzar meu caminho nesta valorosa, emocionante e por vezes trágica jornada em que me encontro! É com grande alegria e prazer que lhes dou as boas-vindas, e os convido a lerem e compartilharem comigo as crônicas e canções que tenho registradas em meu cancioneiro e em meu diário...Aqui, contarei histórias sobre valorosos heróis, batalhas épicas e grandes feitos. Este é o espaço para que tais fatos sejam louvados e lembrados como merecem, sendo passados a todas as gerações de homens e mulheres de coração bravo. Juntos cantemos, levando as vozes daqueles que mudaram os seus destinos e trouxeram luz a seus mundos a todos os que quiserem ouvi-las!Eu vos saúdo, nobres aventureiros e irmãos! Que teus nomes sejam lembrados...
(Arte da imagem inicial por André Vazzios)

Astreya Anathar Bhael

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

As Crônicas de Elgalor Capítulo VIII: A Guerra dos Reis (Parte 10)


Saudações, nobres amigos! Nesta derradeira hora da quarta-feira, venho trazer-vos um emocionante capítulo das Crônicas de Elgalor. O desfecho do combate entre Thingol e Skarr se aproxima... Quem será o vencedor? Logo todos saberão...

Sem mais delongas, boa leitura, nobres aventureiros!

As Crônicas de Elgalor Capítulo VIII: A Guerra dos Reis (Parte 10)

Por ODIN.

Com os olhos vermelhos como sangue e com os músculos do corpo sensivelmente maiores por causa de sua fúria, Skarr rosnou e avançou ferozmente na direção de Thingol. Os dois estavam a cerca de três metros um do outro, e em um piscar de olhos, o gigantesco machado sangrento de Skarr estava a poucos centímetros da garganta de Thingol. Mantendo a calma e a frieza, Thingol fez alguns gestos rápidos e precisos com sua mão esquerda, sussurrando um pequeno encantamento no idioma dos elfos. Em seguida, ele estendeu seu cajado dourado na direção de Skarr.

Todos fora da redoma ficaram estarrecidos quando viram que Skarr simplesmente parou de se mover, como se estivesse congelado no tempo. Os mais atentos e os elfos puderam constatar que não foi apenas Skarr que foi paralisado naquele instante; o próprio tempo dentro da redoma parou, se curvando ao comando do Alto Rei dos elfos. Thingol, que ainda podia se mover livremente, recitou mais dois encantamentos em si mesmo e em seguida conjurou uma redoma de energia em volta de Skarr, que ainda permanecia imóvel. Após isso, o arqui-mago fez surgir dentro da redoma onde seu inimigo estava preso uma espessa nuvem venenosa de cor esverdeada, que rapidamente se espalhou por toda a redoma que envolvia Skarr.

- Como já era de se esperar, uma estratégia impecável – disse Aramil satisfeito, mais para si mesmo do que para a jovem Elenna que estava a seu lado.
- O que esta névoa faz? – perguntou Elenna com um sorriso, imaginando que o combate já estava decidido.
- Corroeria todo o corpo do maldito se Skarr não fosse imune ao ácido – respondeu Aramil.
- Como você sabe se ele é ou não imune? – perguntou Elenna - E se o ácido não pode afetá-lo, por que o rei usou esta magia?
- Sabemos todas as fraquezas e poderes de Skarr graças a magias de observação raras e muito poderosas – continuou Aramil começando a se sentir entediado por ter que explicar tudo aquilo – além do ácido, esta magia diminui muito a capacidade mental de Skarr, e o torna mais lento.
- E ele tem como sair daquela barreira quando o tempo voltar ao normal? – perguntou Elenna ao perceber que Aramil não parecia estar totalmente tranqüilo.
- Nenhum ataque físico no mundo pode romper este encantamento à força – disse o elfo observando a arena – mas descobriremos logo se Skarr pode ou não sair dela.

O tempo voltou ao normal na arena e Skarr se viu envolvido por uma forte névoa que além de travar seus movimentos, deixava seu raciocínio mais lento e confuso. Isso, somado a sua fúria, anulava qualquer chance do bárbaro orc criar uma estratégia para sair da barreira mágica que o prendia.

Porém, para o infortúnio de Thingol, Skarr não necessitava de estratégia alguma.

- Você... se acha... muito... esperto..., não é, desgraçado?! – disse o bárbaro em meio a gritos e rosnados de ódio enquanto cerrava se punho envolto pela manopla de ferro negro.
Thingol arregalou os olhos e em uma pequena fração de segundo lembrou-se que a única coisa que ele não conseguira examinar antes do confronto era a manopla que Skarr usava. Havia uma aura poderosa, quase divina, que protegia aquele item específico de qualquer meio de detecção mágica que o rei élfico poderia usar. Agora, no entanto, era óbvia a finalidade real da manopla negra de Skarr.

Skarr ferozmente socou a barreira mágica de Thingol, e sua manopla brilhou intensamente. A luz vermelha na manopla destruiu completamente a barreira, como um martelo estilhaça um vaso de cristal. Reunindo todas as suas forças, Skarr correu para frente, e antes que Thingol tivesse tempo para reagir, o orc conseguiu desferir um golpe certeiro com seu machado contra o rei dos elfos.

- NAÃÃOO! - gritou Meliann enquanto assistia a lâmina sangrenta do machado de Skarr atingir seu pai. Bheleg a abraçou naquele momento, tentando cobrir os olhos da princesa. Astreya apertou forte a mão de Coran, e Evan e Tallin permaneciam em um tenso silêncio.
No momento em que Thingol foi atingido, uma aura mágica envolveu seu corpo por um instante, e uma pequena explosão de fogo arcano jogou Skarr de volta para dentro da névoa. Apesar da aura mágica de Thingol ter sido forte o bastante para suportar o ataque de Skarr, a força do impacto do golpe arremessou o rei para trás com violência.
- HAHAHAHA! – gargalhou o bárbaro levemente chamuscado saindo da área da névoa – fogo... não vai... me matar... verme....
- Eu precisava apenas de um pouco de espaço, pedaço de lixo – disse Thingol ainda no chão, fazendo um pequeno gesto com a mão esquerda.
Neste instante, Skarr e a névoa mágica começaram a flutuar para cima, e ambos foram violentamente esmagados contra a cúpula da barreira mágica que envolvia a arena, à cerca de 20 metros de altura.
- Onde estão suas gargalhadas agora, porco? – disse Thingol com o mesmo ar frio e arrogante de sempre - acha mesmo que eu não me prepararia para o caso de você destruir minha barreira?
- Então... prepare-se... para ISTO! – gritou Skarr colocando o braço para fora da área da névoa e arremessando seu machado contra Thingol.

Guiado por poderosos encantamentos e pelo arremesso preciso do orc, o machado de Skarr foi girando rapidamente na direção de Thingol. O arqui-mago posicionou seu cajado e novamente ergueu uma barreira mágica. Esta nova barreira, no entanto, foi feita às pressas, e não era tão poderosa quanto a anterior; o machado de Skarr foi capaz de rompê-la parcialmente, partindo ao meio o cajado mágico de Thingol. A barreira mágica foi capaz de conter a maior parte do impacto do golpe, e o cajado desviou um pouco a lâmina do machado, mas ainda assim, Thingol sofreu um corte grave na região próxima a suas costelas. Mesmo preso, Skarr gargalhou ao ver o orgulhoso elfo se contorcendo ao mesmo tempo em que tentava esconder a dor que sentia. Além disso, o machado sangrento de Skarr magicamente voltou às mãos de seu mestre.
- PAPAI!!! - gritou Meliann sentindo suas pernas perdendo a força.
- Bheleg, tire a princesa daqui! – exclamou Tallin irritada com o andamento do confronto – ela não precisa ver nada disso!
- Eu... – disse Meliann se recompondo e enxugando os olhos – não vou a lugar algum. Eu tenho fé em meu pai, e não o desonrarei saindo daqui.
Quando o machado voltou à mão de Skarr, o orc reuniu novamente suas forças para mais um arremesso, enquanto gargalhava compulsivamente. Já sabendo da existência do poderoso veneno que impregnava a lâmina do machado de seu inimigo, Thingol se protegera magicamente contra ele, mas o corte ardia muito, e parecia abrir um pouco a cada segundo que passava. Furioso, Thingol reuniu toda sua concentração e força de vontade e novamente estendeu a mão na direção de Skarr, antes que ele pudesse arremessar o machado novamente.
- Está rindo de que, animal? – disse Thingol olhando ferozmente para Skarr, pouco antes de proferir as palavras mágicas de seu encantamento.

Um segundo antes de Skarr lançar novamente seu machado, ele se sentiu ser puxado violentamente para baixo, com uma força e velocidade incríveis. A névoa permaneceu no topo da barreira que envolvia a arena, mas Thingol usou sua magia para arremessar Skarr de cabeça contra o chão. Quando a cabeça de Skarr colidiu impiedosamente no solo, um buraco foi aberto naquele ponto da arena. Thingol não se dera ao luxo de contar que a força do impacto quebrasse o pescoço do orc, mas sabia que isso seria capaz de feri-lo seriamente e o deixaria desorientado por alguns momentos. Sem perder tempo, Thingol gesticulou mais uma vez, e logo que as costas de Skarr atingiram o chão, o mago usou sua magia para arremessá-lo para trás, aumentando ainda mais a distância entre os dois.

Mesmo durante a queda ou quando foi arremessado por mais um pulso de energia de Thingol, Skarr não soltou seu machado. Levantando com dificuldade, o poderoso orc rugiu e, com o rosto coberto de sangue e com o crânio rachado, gritou:
- Posso continuar com isso o dia inteiro, elfo! E você?

Nisso, Skarr começou a caminhar lentamente na direção de Thingol, que devido à perda de sangue se enfraquecia a cada instante.

- Não – respondeu Thingol de forma orgulhosa enquanto seu inimigo se aproximava – mas posso resistir por mais alguns minutos, o dobro do tempo que preciso para mandar você em pedaços de volta para seu mestre...

6 comentários:

  1. Sensacional!!!! Vou indicar sexta-feira no meu resumo semanal.

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  2. Leonardo Viera Andrade18 de agosto de 2011 19:07

    As crônicas estão de parabéns! Odin continua a se superar!

    Agora tenho que escrever a minha crônica para entregar nesse final de semana, e também rezar para que a Fox não me processe.

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  3. Hehehe, não se preocupe Leonardo, Odin mandará Thor lançar um raio na Fox caso isso aconteça.

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  4. Muito bom Odin e Astreya,

    desde que vcs começaram a escrever as cronicas de Elgalor, eu tenho esperado para ler esse confronto entre Skarr e Thingol.

    parabéns

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  5. Muito obrigado, bons amigos! Fico feliz que estejam gostando...

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