Bem-vindos!

Bons amigos, valorosos guerreiros da espada e da magia, nobres bardos e todos aqueles com quem tiver o prazer de cruzar meu caminho nesta valorosa, emocionante e por vezes trágica jornada em que me encontro! É com grande alegria e prazer que lhes dou as boas-vindas, e os convido a lerem e compartilharem comigo as crônicas e canções que tenho registradas em meu cancioneiro e em meu diário...Aqui, contarei histórias sobre valorosos heróis, batalhas épicas e grandes feitos. Este é o espaço para que tais fatos sejam louvados e lembrados como merecem, sendo passados a todas as gerações de homens e mulheres de coração bravo. Juntos cantemos, levando as vozes daqueles que mudaram os seus destinos e trouxeram luz a seus mundos a todos os que quiserem ouvi-las!Eu vos saúdo, nobres aventureiros e irmãos! Que teus nomes sejam lembrados...
(Arte da imagem inicial por André Vazzios)

Astreya Anathar Bhael

quarta-feira, 28 de julho de 2010

As Crônicas de Elgalor - Capítulo 11: O gnomo, a bruxa e o demônio (Parte 2)



Caros amigos e visitantes! É com grande honra que trago hoje novamente, sob a benção de Odin, o décimo primeiro capítulo das Crônicas de Elgalor, novamente trazendo participações especiais...

Espero que gostem, porque eu gostei muito!
Que os ventos da boa fortuna estejam sempre convosco, bravos aventureiros!

As Crônicas de Elgalor - Capítulo 11: O gnomo, a bruxa e o demônio (Parte 2).

Por Odin

Após percorrer uma trilha sinuosa na Floresta de Kharnat por mais de meia hora, os aventureiros se depararam com um grande rochedo, e com um gnomo que os saudou, se apresentando como Nubling Erkenwald.

O gnomo fez mais uma mesura aos aventureiros e disse:
- Espero que os guardiões da floresta de Kharnat não tenham lhes trazido problema. Com toda esta maldade que parece ter tomado conta de nosso mundo, eles estão mais alertas, e até um pouco paranóicos.
- Foi por isso que viemos – disse Astreya baixando a cabeça em sinal de respeito – Meu nome é Astreya, estes são meus amigos Erol, Aramil, Hargor, Bulma e Oyama. Viemos à sua procura, senhor Erkenwald.
- Entendo... – respondeu o gnomo coçando seu cavanhaque enquanto pensava por alguns instantes – bem, vamos entrar e tomar um chá enquanto vocês me contam toda a história.

Neste momento, Nubling se virou para o grande rochedo e fez gestos rápidos e precisos com sua pequena mão. Um portal esverdeado surgiu instantaneamente.
- Vamos, entrem – disse o gnomo sorrindo enquanto pulava no portal – não tenham medo!

Os aventureiros se entreolharam por alguns instantes e Astreya disse:
- Ele parece uma boa pessoa.
- Para você, qualquer um que não tenha um par de chifres e língua bifurcada parece uma boa pessoa, Astreya – resmungou Aramil.
- Já viemos até aqui – disse Hargor – vamos entrar.
- Espero que ele tenha mais do que chá para servir – disse Bulma – estou com fome.
- Haha - gargalhou Oyama – um pernil e um caneco de cerveja realmente cairiam bem agora...

Nisso os heróis passaram pelo portal. Ao chegar do outro lado, se surpreenderam, ao ver um imenso salão dentro da montanha, com diversas pedras exóticas que emitiam luzes de várias cores, estantes com centenas de livros e pergaminhos, um bem equipado laboratório de alquimia e muitos vidros contendo os mais variados tipos de poções. Satisfeito ao ver a expressão de espanto no rosto de todos os heróis, exceto Aramil, que se mostrava totalmente indiferente, Nubling conduziu todos até uma sala separada, que era iluminada por velas e pedras brilhantes, onde uma grande e bela mesa estava preparada, com oito pratos e xícaras, vários pães, uma cesta de biscoitos, muito queijo, duas grandes jarras brancas e três bules de chá.
- Você sabia que viríamos ou vive com mais alguém? – perguntou Erol desconfiado, ao pensar que seria impossível ter arrumado aquela mesa para tantas pessoas em tão pouco tempo.
- Na verdade, ranger – disse Nubling se sentando na ponta da mesa – tomei conhecimento da presença de vocês quando Astreya começou a cantar. Alguns animais amigos meus ouviram a bela canção e me avisaram que “amigos dos elfos” estavam na floresta. Mas, você está certo. Comigo, temos sete pessoas aqui e oito cadeiras.
- Então você vive com mais alguém? – perguntou Astreya.
- Minha sobrinha – respondeu Nubling se servindo de chá –ela logo se juntará à nós. Agora sentem-se, comam e me contem como eu posso ajudá-los.

Durante cerca de uma hora, Astreya, Oyama e Hargor cotaram toda a história à Nubling. Aramil permaneceu calado e taciturno o tempo todo, enquanto Oyama e Bulma devoravam os pães felizes ao saber que as jarras brancas continham vinho. Vinho anão.
Todos, exceto Aramil comeram e beberam.
- O vinho é ótimo – disse Hargor ao beber uma caneca inteira de uma vez.
- Sim, vem das Montanhas de Ferro – respondeu Nubling orgulhoso, pois vira que todos estavam apreciando muito sua refeição. Todos, exceto...
- Lorde Aramil – disse em tom de brincadeira Nubling - coma, garanto que não há nada envenenado hoje.
- Obrigado, mais não estou com fome – respondeu o elfo.
- Os.. os biscoitos estão uma delícia, senhor Nubling – disse Astreya sinceramente, mas envergonhada pelo comportamento de Aramil.
- Fui eu mesmo quem fiz! – exclamou Nubling – Então, vocês querem que eu conserte o olho do dragão, não é? Deixem-me vê-lo.
Aramil tirou de sua bolsa mágica o olho de Charoxx, que era maior do que uma bola de cristal. Nubling pegou o orbe nas mãos e observou-o atentamente. Por fim disse:
- Vocês fizeram bem em trazer isto a mim... ele está instável, e no máximo amanhã vai explodir se não for consertado. O que talvez vocês não saibam, é que este olho, além de uma chave mágica, é também a filactéria que contém a alma de um dragão lich.

Todos ficaram boquiabertos com a revelação. Nem mesmo Aramil conseguiu esconder seu espanto.
- O guardião da Torre do Desespero é um dragão lich que era ligado à Charoxx – disse Astreya – se a filactéria pertencer a ele...
- Podemos usar o orbe para abrir a Torre e depois destruí-lo – completou Hargor.
- Sim! – exclamou Nubling – parece que finalmente vocês tiveram um pouco de sorte.

- Não – ecoou uma voz doce, porém firme vinda das sombras de uma parede lateral – não tiveram.
Os aventureiros e Nubling se viraram para a sombra e viram uma bela jovem meio elfa, trajando um vestido vermelho e um longo manto negro. Sua pele era clara, seus cabelos ruivos e os olhos castanhos. Ela parecia séria, como se estivesse controlando um grande pavor.
- Esta é Selwyna, minha sobrinha adotiva – disse Nubling tentando amenizar um pouco o tenso clima que se instalara.
- Selwyna – disse Astreya como se estivesse se lembrando de algo – A profetisa, a Bruxa da Rosa Negra?
- A própria – respondeu Nubling olhando fixamente para a sobrinha, começando a ficar preocupado – o que houve, querida?
- Sabendo que o guardião original não teria condições de oferecer resistência – disse Selwyna enquanto se aproximava - o mestre da Torre do Desespero trouxe diretamente de Pandemônio, da Cidadela do Massacre de Erythnul, uma criatura terrível.
- Quem? – perguntou Hargor em tom severo.

Quando Selwyna abriu a boca para dizer o nome, as pedras brilhantes que iluminavam a sala repentinamente se apagaram. Um vento frio e cortante surgiu do nada, apagando as velas da mesa, deixando o recinto na mais completa escuridão.

Subitamente, o vento se tornou mais forte, e trazia consigo ruídos terríveis de mulheres e crianças agonizando enquanto eram brutalmente assassinadas, sons de ossos se partindo e gargalhadas. Muitas gargalhadas.

11 comentários:

  1. Eu acho que eu sei quem é a criatura asquerosa que veio da cidadela do massacre de Erythnul... o nome dele começa com "Gro" e termina com "nark"??? rsrsrs

    ResponderExcluir
  2. Selwyna A Bruxa da Rosa Negra28 de julho de 2010 12:33

    Obrigada Odin e Astreya, por nos incluir em sua em suas Crônicas.
    Eu esperava que se surpreendessem com uma ex- vilã agora heroína, e tutelada por um Gnomo! rsrsrsrs
    (Hoje o Rafa e o Leo foram numa festa. Estou com o computador só para mim.)

    ResponderExcluir
  3. Olá Selwyna, seja sempre bem-vinda! Com certeza tua história é deveras impressionante, e surpreendente! Espero que tenha gostado mesmo da história criada por Odin.

    Hahaha, aproveite que teus companheiros estão fora e divirta-se!

    ResponderExcluir
  4. Aliás, você está certo sobre a criatura asquerosa, amigo clérigo...

    ResponderExcluir
  5. A propósito, vocês são do mesmo grupo ou estão se reunindo só para jogar/escrever esta campanha?

    ResponderExcluir
  6. Gronark Deus do Sofrimento e Canibalismo29 de julho de 2010 17:26

    HAHAHA Finalmente eu farei minha grande e terrível aparição! Graças ao sangue e a benção de Cthulhu, sou imortal nessa época, e meu sangue ainda pode corromper seres vivos criando mutações horríveis e monstruosas!
    HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
    ( Dentro do meu corpo habita parasitas de Cthulhu, o que me tornaria uma aberração meio-abissal. Quando meu sangue toca a carne de um ser vivo queima como acido, mas deixa estranhamente a ferida azul, e começa a se espalhar lentamente (os parasitas) e a mudar o corpo da pessoa. A mente também é corrompida nesse tempo, pois a pessoa começa a escutar a voz de Cthulhu. Meu sangue seria tratado como uma maldição e não um ferimento natural. )

    ResponderExcluir
  7. Nubling Erkenwald29 de julho de 2010 18:45

    Maldição! Gronark estragou o chá da tarde, e isso é imperdoável!
    Posso modificar o olho de Charoxx para ser uma bomba planar se vocês quiserem. Com isso vocês podem mandar Gronark para outro plano, e destruir o Dracolich em um único golpe!
    Se o mestre da Torre dos Desesperos sabe que vocês estão indo para lá, isso quer dizer que outros seres poderosos podem estar monitorando os passos de vocês. Vocês devem dar cada passo com cuidado e precaução.
    Vou fazer um grande Javali assado no espeto, com a mais forte e espumante cerveja dos Anões, e o mais fino e suave vinho élfico em um banquete digno de um Rei. (oficio: culinária +28)
    Vocês sabem relato tudo que acontece em Kharnat para o Imperador Vardalon não é ?
    ( Obrigado por nos incluir nas suas crônicas. Agora lembrei que eu só dei o Link do Vardalon com armadura e não dava para ver quem é. Nos Lins abaixo vocês poderão ver como ele é, e achar uma imagem dele sem óculos foi difícil. )
    Vardalon Jovem
    http://image.toutlecine.com/photos/b/l/a/blade-1998-20-g.jpg
    Vardalon atual ( Sem o óculos. )
    http://www.enjoyfrance.com/images/stories/world/entertainment/Wesley-Snipes-tax.jpg
    Vardalon com armadura
    http://mythicmktg.fileburst.com/media/images/newsletters/warhammer/2007/NL-Chosen001.jpg

    ResponderExcluir
  8. Concordo contigo, sábio Nubling. Estragar o chá da tarde é imperdoável.

    E com certeza, todos os nossos passos devem ser cautelosos...

    ResponderExcluir
  9. Obrigada pelas imagens também, amigo Nubling, foi bom terem-nos mandando-as pois não sabíamos como ele era de fato, e agora Odin poderá descrevê-lo sem erros!

    ResponderExcluir
  10. O que aprendemos com isso? Nunca. MAS NUNCA, EM HIPÓTESE ALGUMA, interrompa o chá de um gnomo. Ele pode preparar uma bomba planar e mandá-la pra sua CASA.

    Muito bons os contos. Continuem mandando ver!

    Astreya, paranoicamente percebi que vc usou meu banner duas vezes (o antigo ainda tá ali). O link do novo tb me pareceu ir pra um lugar errado. Dei uma checada de precaução no blog do Odin, e acho que o problema só deu aqui.

    Perdões se o descuido original foi meu, mas chequei no meu blog, e acho q o endereço dele está certo tb.

    ResponderExcluir